quinta-feira, junho 30, 2005

FÉRIAS PRÊMIO

As férias prêmio são um direito do professor e dos demais servidores públicos municipais. Está previsto em lei, que depois de dez anos de serviço o servidor faz juz a seis meses de férias remunerada, que ele pode gozar ou vender.

O direito no caso da PBH se torna um engodo: as pessoas ganham mas não levam. Eu e muitos colegas fizemos dez anos de trabalho no início de 2003 e até hoje, apesar de termos feito a opção por vender as férias prêmio, passados já 18 meses, não vimos a cor do dinheiro.

Ainda inventaram um atalho (tipo beija mão) para alguns furarem a fila. Funciona assim: você faz uma solicitação formal chorando suas mágoas, expondo suas mazelas e entrega na Secretaria de Planejamento. Um Gerente, da confiança de Pimentel e que portanto não pode ser da confiança dos servidores, avalia e paga a quem ele acreditar ser justo.

VOCÊ ACREDITA QUE OS AMIGOS DESTE GERENTE ESPERAM NA FILA POR DEZOITO MESES? E OS CRÍTICOS DA ADMINISTRAÇÃO (QUE SERÃO JULGADOS PELO GERENTE ESCOLHIDO PELO PIMENTEL)QUANTO TEMPO TERÃO QUE ESPERAR?

Pimentel, bom de papo e ruim de serviço, promete mas não cumpre. Este mesmo prefeito que hoje recebe 14 salários anuais e recebeu aumento de 59% não paga nossas férias prêmio. Imagine alguém que esteja no cheque especial (R$500,00, por exemplo). Se este permanecer por dezoito meses ( com uma taxa 8% ao mês), sem muito detalhamento (calcular juros sobre juros e outras taxas bancárias etc), terá pago de juros a módica quantia de R$720,00. Isto tendo bom recurso a receber da PBH (seis vezes seus salário sem maiores descontos).

Se você tem férias prêmio a receber, entre em contato e vamos organizar um grupo para acionar a PBH na justiça. Vamos procurar receber cada centavo que Pimentel nos deve.Inclusive os juros.

VAMOS ENVIAR ESTA DENUNCIA PARA A IMPRENSA E PARA OS VEREADORES DE OPOSIÇÃO A PIMENTEL.

Um abraço a todos e não desanimem que este tempo vai passar. Nós o faremos passar a força. Prof. Geraldinho de Paula Corrêa.
IMACO - terceiro turno.
BEPREM e JUNTA MÉDICA ? Serviço público para servidores públicos?

Quem já demandou serviços das duas instituições citadas acima pode atestar o que vou aqui descrever:

1- Nenhuma das instituições tem atendimento a noite. Sabendo que somos milhares de servidores e que muitos precisariam de ser atendidos dentro das melhores condições (tempo de espera, qualidade dos serviços e horários) isto é um contra-senso, para não dizer um absurdo. Explicando: se um professor do noturno tem dor de dentes às 21 horas, o que ele fará? Se um professor que trabalha em dois turnos (manhã e tarde) quer fazer um tratamento dentário, deve perder aulas para fazê-lo?

2- Devido a ausência de atendimento em certos horários (particularmente a noite), o servidor que precisa levar sua licença médica a junta, perde mais um dia de serviço (além da licença) para cumprir o rito burocrático, o que é outro contra-senso, para não dizer outro absurdo. Se houvesse atendimento a noite isto poderia ser evitado.

3- Pode parecer bobagem, mas quem demanda serviços da BEPREM e da JUNTA é obrigado a assistir programas de televisão imbecis e imbecilizantes (se de manhâ, desenhos esquizofrênicos onde as personagens gritam, berram, se agridem e tome programa da Xuxa; se de tarde, o infeliz, convalescente ou sentindo dores nos dentes ou gengivas, é obrigado a engolir novelas (sempre repetidas) ou filmes (inéditos hoje, ou "tripetidos"). E o volume? Parece coisa de doido. Não se respeita a individualidade e a inteligências das pessoas. E nem dá para mudar de sala de espera. Ali nem a condição básica de criatura com dor é respeitada. Será algum tipo alternativo de tratamento? Nem o cão de estimação da Xuxa merece isso.

4- E por último: no geral, os servidores da BEPREM e da Junta são educados e atendem bem (dentro das limitações do serviço público, é claro) mas já viram o nível de educação e polidez de uma certa médica da junta? Ela tem tanto "fair play" quanto o Júnior Baiano e é tão simpática que parece o Pedro de Lara com ressaca.

Cai por terra a falsa idéia de que a PBH quer zelar pelo atendimento ao público: enquanto vamos a junta, como fica a sempre citada sacralidade das aulas dos alunos? Onde está o bom (des)serviço que não enxerga que a burocracia da junta médica retira quotidianamente um bom número de servidores de seus postos de trabalho só para levar um papel para a mis simpatia e os demais médicos dali? Onde está a visão administrativa da equipe bem paga e bem reajustada (59%) que não planeja, pensa, repensa o atendimento destes setores? Será que esta turma freqüenta, visita ou pelo menos tem notícia dos diversos setores da PBH que não seus próprios gabinetes? Ou serão simplesmente acionistas da rede globo?

Prof. Geraldinho ? IMACO
noturno

segunda-feira, junho 27, 2005

Merda no Ventilador e cabo de guerra por um fio! (Clica Aqui)

Nesse texto avalio os meus motivos e refaço alguns equívocos!

Participe do nosso grupo de discussão sobre a greve e outros assuntos!

Inscreva-se no Grupo Professor Público ABAIXO, receba as postagens do blog e discuta por e-mail
Se não estiver vendo a imagem abaixo CLICA AQUI para se inscrever













Inscreva-se em professorpublico





Powered by br.groups.yahoo.com

sábado, junho 25, 2005

Email pedindo o Impeachment do "Grande Molusco"

Segue aqui , uma cópia do e-mail que enviei para todos os partidos , menos o PT é claro , solicitando a organização popular para o plebecito do Impecheament de Lula. vamos fazer uma corrente , enviando vários e-mails de cunho iguais a este para os outros partidos. Fora Lula e sua corja !

E-mail: "Ei , quando é que vocês vão tentar :realizar junto à população o Impechemant do Lula e da bandidagem que anda rolando a solta com o mensalão ? Collor , por muito menos foi deposto.
O que o povo quer não é reformulação de ministérioa . O que o povo quer é Lula fora!"

Segue aqui um link que dá o nedereço eletrônico de vários partidos :
http://www.camara.gov.br/internet/infdoc/HTML/partidos.htm
GRATO A TODOS PELA ATENÇÃO
O PAIS AGRADECE! VAMOS FAZER UM BRASIL MAIS HONESTO

quinta-feira, junho 23, 2005

Lula não é e nunca será um Collor, ele é PT

" Lula não é e nunca será um Collor. Mas a sua situação é muito difícil, como é óbvio.Ironicamente, talvez precise das elites conservadoras para sobreviver"
.Paulo Nogueira Batista Jr.,

As " elites " e o governo Lula - PAULO NOGUEIRA

As elites e o governo Lula
PAULO NOGUEIRA BATISTA JR."Não há fatos; só interpretações", dizia Nietzsche. Como interpretar então a crise política atual? (Peço desculpas, leitor, por trazer Nietzsche à baila num contexto tão miserável.)Setores do governo, do PT e da esquerda estão em pé de guerra e denunciam, inflamados, uma manobra golpista das elites conservadoras, que estariam procurando desestabilizar ou até derrubar o governo Lula.Faz sentido? À primeira vista, não. Afinal, que motivo teriam as elites conservadoras para derrubar um governo que já é deles? O leitor dirá: "Exagero!". Talvez. Mas convenhamos: o governo Lula é bastante bem-comportado e não oferece grandes perigos.Lula não é, e nunca pretendeu ser, um Kirchner ou um Chávez. O seu ministério conta, desde o início, com vários legítimos representantes das elites conservadoras. Os ministros da Agricultura e do Desenvolvimento, por exemplo. O ministro da Fazenda é petista, mas as políticas macroeconômicas e financeiras são, no essencial, uma cópia xerox das que foram adotadas no segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso. O regime monetário é o mesmo, o regime cambial é o mesmo, a política de geração de superávits fiscais primários é a mesma, a política de liberalização e abertura financeira é a mesma. Os principais integrantes da equipe econômica estariam perfeitamente à vontade como assessores de Pedro Malan ou funcionários do FMI e do Banco Mundial. Na verdade, alguns deles fizeram parte da equipe anterior ou passaram por programas intensivos de adestramento nas entidades multilaterais de financiamento sediadas em Washington.Também não se pode acusar o governo Lula de ter arriscado políticas de redistribuição da renda e da riqueza. As políticas sociais avançaram pouco, em parte por causa das restrições impostas pela área econômica do governo. O principal programa de distribuição de renda do governo é a política de juros do Banco Central, que transfere para os credores do Estado grande parte do que é arrecadado por meio de impostos. Ora, "elite conservadora" que se preza não rasga dinheiro nem denuncia políticas econômicas concentradoras de renda.Em resumo, como presidente, Lula nunca pisou nos calos dos donos do poder. A marca do seu governo é a contemporização. Há exceções, mas não vou citá-las hoje. Não quero comprometer ninguém. (Tenho a impressão de que, nas circunstâncias atuais, elogios de pessoas como eu mais atrapalham do que ajudam aqueles que, dentro do governo, ainda lutam pela mudança do país)É possível ou até provável que, em resposta à crise, o presidente procure reforçar o seu perfil "paz e amor". A saída do ministro José Dirceu, principal adversário da política econômica dentro do governo, pode ser interpretada como um passo nessa direção.O drama é que, a essa altura, ninguém controla mais nada. Como disse o ex-presidente Collor, CPI é como um cavalo bravio e fogoso, há muito tempo na estrebaria. Quando sai desembestado, não há quem segure.Collor fez de tudo para evitar o impeachment. Abandonou antigos companheiros, montou um ministério de notáveis (o chamado "ministério ético"), fez discursos indignados e poses de estadista, entregou os pontos na negociação da dívida externa, nomeou um ministro da Fazenda da estrita confiança dos mercados financeiros e dos interesses internacionais. De nada valeu.Não quero seguir com essas lembranças. Lula não é e nunca será um Collor. Mas a sua situação é muito difícil, como é óbvio.Ironicamente, talvez precise das elites conservadoras para sobreviver.
Paulo Nogueira Batista Jr., 50, economista e professor da FGV-EAESP

quarta-feira, junho 22, 2005

GREVE DOS SERVIDORES MUNICIPAIS

Os servidores municipais de Belo Horizonte, com excessão da Educação, declararam, apartir desta data, greve por tempo indeterminado, de modo a forçar a PBH que inicie processo de negociação. Espero que obtenham éxito em seu propósito e que a Administração Petista reveja o seu posicionamento, tratando trabalhadores com o respeito que merecem. Não iremos a lugar algum com radicalismo ideológico, nem com vaidades. Como Educador espero que os gestores da PBH e os sindicalistas tenham aprendido com os fracassos recentes, onde não houve vitoriosos, sendo que o maior perdedor foi a população carente de Belo Horizonte.
Prof Antonio Flávio dos Reis
EMPEP

domingo, junho 19, 2005

Mobilização!

ALTERAÇÃO

O SINDREDE/BH CONVOCA TODOS OS REPRESENTANTES PARA ESTAREM NA CÂMARA HOJE, QUINTA – FEIRA, 29/06,
POIS O PROJETO DE LEI 988/06 SERÁ VOTADO ÀS 15 HORAS

DEVIDO À
RETIRADA DAS EMENDAS PELO VEREADOR VALDIVINO


ATENÇÃO!

A ATIVIDADE DE 30/06/2006 (SEXTA – FEIRA) ESTÁ CANCELADA

Rumos do nosso movimento e intervenções da SMED!

Colegas Professores,

Embora não tenha tempo, tenho uma pilha de provas para corrigir, acho importante interferir nesse blog e dar o meu recado. Vou direto ao ponto: estou preocupado em manter a pequena audiência que esse blog conquistou e pretendo que ela cresça tanto em número, como em freqüência e em qualidade. Por essa razão, escrevo, com objetivo de reconduzir esse blog ao seu objetivo. Não tenho o menor pudor com relação às manifestações que espontaneamente aparecem nele, nem me preocupa que se lave a roupa suja aqui, melhor, que se manifestem as contendas intestinas do nosso movimento, afinal, é pra isso que esse blog foi feito, também. O que me preocupa é a fragilidade estomacal de muitos colegas, pelegos ou não, que já não entram no movimento grevista ou não suportam a pressão, até mesmo nem participam das discussões preliminares e nem se manifestam, por uma série de razões que ainda desconhecemos. Esses analfabetos políticos ou apáticos, desinteressados também precisam de uma alfabetização ou motivação e penso que esse blog é um instrumento que pode ser utilizado com esse fim: manter a chama do movimento acesa (ainda que minúscula) e ir, ao longo do tempo, angariando partidários para a nossa causa, quero dizer, atrair colegas que pensam de diversas formas, sejam quem forem, Analise ou Klauss ou quem escreveu sobre a Analise, antes deles, por mais idiossincráticas (particulares), polêmicas, as idéias e formas de escrever ou de se manifestar que cada um tenha.
O que importa pra mim, aqui, é fazer valer o jogo democrático e reacender o movimento, trazendo para a política essa parcela indispensável da nossa classe, que nos fez falta na hora crucial de pressionar a prefeitura durante a greve.
Quero ressaltar que, com o término das reuniões pedagógicas nas escolas e as investidas orquestradas por essa administração contra a integridade do ensino (decente) e dos professores (sua capacidade de organização, senso ético e político) esses serão o grande problema que teremos de enfrentar com urgência urgentíssima. Essa luta tem que assumir um caráter suprapartidário, apesar d o PT ser o nosso atual maior inimigo ( aliás, maior inimigo até deles mesmos, dado o racha que os últimos acontecimentos provocaram no partido).
É que, pior que não ter nenhum projeto ou modelo de escola, é ter um completamente desvirtuado, como vem se fazendo com essa Escola Plural. Ficou o que era mais questionável nesse modelo:



  1. a progressão desembestada do aluno;
  2. a mescla de alunos com desenvolvimento muito
    diferenciado (ABISMAL);
  3. a enfiação de alunos em nome do hipérbato
    Inclusão;
  4. os grilhões do 1.5 e do atraso cada vez maior da chegada das
    verbas nas escolas;
  5. as intervenções de projetos que não prevêem a
    integração do ensino em sala de aula e as atividades extracurriculares (pelo
    contrário, só aumentam esse fosso);
  6. Esses professores (me incluo aqui, pois estou no projeto {veja P.S.}) possuem privilégios diferenciados da categoria. Além das atividades desenvolvidas serem lúdicas, portanto mais prazerosas, os horários de início e fim do projeto são mais flexíveis:
  • o professores do projeto do CAPE têm direito a dois dias de horário pedagógico, planejamento e formação coletiva, por semana, enquanto os professores regulares têm apenas 3 horas de projeto e nenhuma reunião pedagógica após sua extinção decretada nas escolas;
  • o horário de início das atividades dos projetos, nas escolas, pela manhã, é às 08:30h, enquanto a atividade normal tem início às 7:00h.
  • Estão disponíveis dois professores com carga horária integral e um professor com carga
    de 10 horas para uma turma que mal-mal completa 30 alunos;
  • Há disponibilidade de recursos como: ônibus de 15 em 15 dias para excursões, o que não acontece com outras turmas nas escolas.
  • essas turmas possuem uma verba específica do governo federal, enquanto ficamos de pires na mão.
  • Até hoje não vi o projeto desse projeto, o que me preocupa, já que toda atividade nossa tem de ser justificada com projetos e relatórios. Quero ver se vão perguntar pra nós professores do projeto, como faziam quando tentávamos justificar nossas turmas projeto : - o que você fez pelo aluno que ele fracassou?! Aí, pode ser acabem até com essa iniciativa e usem o dinheiro pra financiar mais gente em Cuba.

Nas reuniões pedagógicas, às quartas-feiras, é patente a inculcação de idéias que procuram reforçar o fosso das atividades propostas e o pretenso objetivo de alfabetização, pois as atividades propostas não parecem dar continuidade às atividades lúdicas, mas forçam a manutenção desses alunos em seus estados infantilizados já que as atividades não buscam um desdobramento pedagógico que ajude o aluno a assimilar os conteúdos escolares, pelo contrário, não está previsto um horário para que esses alunos recebam apoio em suas atividades escolares e o tempo de fazê-lo é todo tomado pelas atividades lúdicas.

É claro que devemos ter atividades lúdicas para motivar esse aluno e desenvolver habilidades que ficaram defasadas em função da sua condição desprivilegiada, mas isso deveria vir com atividades de alfabetização que também permitissem a esse aluno acompanhar, com maior desenvoltura, as aulas de matemática, português, etc.


Corremos o risco desses alunos incorporarem a idéia de que não é importante
o domínio desses conteúdos à sua formação e, ao que parece, as idéias
veiculadas nos horários pedagógicos do CAPE caminham nesse sentido. Ouço sempre a reclamação de que os professores dão atividades demais para os alunos! É esse tipo de condução escolar que, segundo a SMED, será avaliado pelo SIMAVE para avaliar o trabalho dos professores. É a escola do método plural confuso trocado pela escola do método de um partido com esquisofrenia paranóica .

É a isso que chamo de política do “pão e circo”. Além do mais, esses projetos acontecem em uma pequena porcentagem de escolas. Há um claro e discutível movimento no CAPE que pressupõe a instituição escolar como uma instituição falida, mas não há uma proposta alternativa a ela, o que torna esse tipo de intervenção uma experiência ainda mais perniciosa, se não se fizer uma mudança de rumos.
Como vimos, há dois pesos e duas medidas. Enquanto se garante toda condição a um projeto experimental invasivo, se usurpa das escolas qualquer possibilidade de efetivar o seu projeto político pedagógico (veja denúncia). Na Escola Dom Orione, possuíamos projetos e aulas de caráter alternativo que faziam parte da grade curricular, mas que foram suprimidas a fim de se ajustar ao 1.5 e, mais recentemente, todos projetos das escolas serão extintos em função das políticas implementadas pela PBH que assumem, esse ano, um caráter punitivo, eminentemente partidário, à revelia das conseqüências que essa punição irá causar à educação (veja aqui).

Daí o fato de pensar que devemos assumir um caráter de luta suprapartidário, já que o nosso movimento não irá sobreviver às investidas humilhantes dessa máquina estatal sem a ajuda de outros partidos e da ala descontente e compromissada com a educação do próprio PT (existe?!). Ainda mais que, se me permitem a avaliação do quadro político, o PT oficial tende a se radicalizar ainda mais e a caminhar inexoravelmente para a implementação de uma forma de governo ainda mais tirana que a implementada pelo PSDB, já que, penso eu, a saída do ministro da Casa Civil , o Dirceu, e a manutenção dos demais acusados que têm estreita relação com a atual prefeitura, revela que não se trata de uma queda do Dirceu, mas o soltaram, já que ele é o Pitbul desse governo e as perseguições irão se acirrar ainda mais e nossa classe será um alvo preferencial. O PT está se comportando como uma fera mortalmente ferida, já que está exposta, de forma mais contundente, às mesmas críticas a que, antes, acusava seus opositores e para sobreviver politicamente e se manter no poder fará nas administrações públicas desse partido a mesma inquisição que cassou os insurgentes de seu partido.

Portanto, colegas, peço que façamos um grupo de estudos e de ação que faça uma reavaliação do movimento e implemente, efetivamente, uma ação permanente de defesa do ensino público decente e compromissado (nem falo mais “de qualidade”, pois essa palavra me lembra o equivocado projeto do PSDB de Qualidade Total que o PT está implementando) e que sirva de consulta, crítica, apoio e aporte ao nosso sindicato. Quem desejar participar, inscreva-se no grupo “professorpublico” clicando nesse endereço:

  • INSCREVA-SE AQUI MANTENHA-SE EM CONTATO



  • P.S. Embora participe do projeto, exigirei do CAPE que me permita trabalhar as horas da reunião e as 1h30m diárias em outro projeto, o CINESCOLA desenvolvido na EMDO ano passado ( veja aqui ) e em dando suporte aos colegas com os computadores. Penso que assim, não estarei, na prática, concordando com o CAPE com os privilégios que os professores dos projetos gozam.

    sexta-feira, junho 17, 2005

    Outra praguinha de Vila Lixeira...?!
    (ou... em defesa de quem não precisa...).

    Desfaçada...
    Representasse a si, e desmerecedora seria até de reles alusão... Vontade própria houvesse-lhe e face teria...
    Toda quadrilha tem os seus aviõezinhos, aqueles que trazem os papelotes e levam a grana... e aquelas até que morrem por seus paisinhos... e ademais, serviços outros lhes prestam...
    Divers@s del@s serviram-lhes, até no por eles sofrerem as nossas vergalhações, em nome de permanecerem sob o seu jugo-acobertador-de-carguinho... sim sabemos que são aquel@s que a qualquer novidade célere comunicam-nas, mesmo que afonsinhos...
    Como agora o faz, buscando conspurcar a imagem de Analise. Porque pessoa de nenhum caráter, por vereda outra que não a da ignomínia, e da anomia por anonimia, haver-se-ia de desandar... Cai-lhe bem a alcunha de Escória...
    Divergências várias as tivemos, e certamente outras advirão, que ainda passados não somos, Analise e eu. Próprio dos que opiniões as temos, nossas, e não as dos interesses momentâneos, pragas politiqueiras que grassam e medram nos meios Traidores. Oposições são peculiares aos que vivem, mas nunca àquel@s que perpassam a vida sem chegarem a ser...
    As Academias deveriam sobre-avaliar como podem sobre-titular e apresentar à sociedade tais espúrias formações... seria de efeito profilático aos parcos recursos das Universidades públicas, absolutamente impróprias são tais, mormente à convivência nas plagas educacionais. Mui jus fazem aos lugares-tenentes aos quais se reportam.
    E nisto dá ao servirem-nos de paus de batalhas, a bem espancarmos os biltres por cujos zelos humilham-se a babar as barras do Alcaide.
    Quem mandou não passar de nanocéfala nanoserviçal... Pequenez até na audição, pois que do que ouviu pouco assimilou (se em boa fé o pudesse), o que certamente não lhe cabe.
    Ah... ocorreu-me agora, que as pintas as têm, pelo sotaque talvez, o serem habitantes de lá, acoitad@s, de Vila Lixeira...
    Não lhes parece a todos, relembremos, a falas de Carlos de Tal.
    Outra faceta de que me enojo, pela hipocrisia latente... Querida!

    quinta-feira, junho 16, 2005

    Analise de Jesus, a sobrevivenvte

    No meio de greves, críticas de lado a lado e tanta desesperança, me parece que há uma unanimidade: Analise de Jesus da Silva. Como toda unanimidade é burra, gasto um tempo para me dizer estarrecida com a postura da colega na última assembléia da categoria: Analise se dizia entrando no movimento NAQUELE DIA. ESTAVA ENTRANDO EM GREVE NO ÚLTIMO DIA DA MESMA e mesmo assim, pegou o microfone PARA DEFENDER À VOLTA AS AULAS. Pronto, está explicado objetivamente porque Pimentel não relutou ao nomear Analise para o Conselho.

    Outro ponto interessante é que no CM, segundo relatado nas atas do mesmo, ela gastou um sem número de reuniões para discutir e defender a liberação da presidente (que só por coincidência era ela). Outros tantos assuntos seríssimos não tiveram o memso destaque. A Nossa greve mesmo não teve esta abertura nas pautas.

    Não foi feita a denúncia da realidade dos trabalhadores em educação, e quando aconteceu, não o foi pela presidente. Como ela mesma diz (está em ata que li nesta semana) ela não era representante dos trabalhadores, mas presidente para todos (não é literal mas é o sentido). Na minha avaliação, quem é presidente "para todos" não é para ninguém. Na verdade faltou foco, faltou vontade política de fazer com que o CME fosse palco de nossa luta. Falo como professora que nunca quis se candidatar, embora o incentivo dos colegas de escola.
    Terminada a greve, sobraram o sindicato e a SMED arranhados e criticados. Analise posou no último dia de greve como aquela que trouxe, FINALMENTE, o bom senso e o equilíbrio ao movimento. Não caiu. Ou caiu para cima. Chegou a salvadora, respiravam aliviados os defensores do fim da greve quando a viram se aproximar do microfone.
    Faltou tudo neste tempo cinzento.
    O que não faltou neste tempo todo foi a visão política e senso de oportunidade por parte da sobrevivente Analise.
    Não vou me identificar por conhecer de perto a ex-presidenta e suas raivosas reações.

    Querida, pense bem.

    Veja essa e outras matérias no nosso CLIP! (CLICA AQUI!)

    Reunião na SMED - a falta de juizo dos representantes do Governo

    A reunião desta quarta-feira (15/06) na Secretaria de Educação que serviria para discutir o calendário de reposição das aulas se transformou em insana exibição dos representantes da Secretária Pilar, já que a mesma se encontrava mais uma vez viajando com o dinheiro público.
    Os representantes, subalternos, além de nada decidirem, ainda apresentaram uma proposta que prejudica ainda mais os alunos e as nossas escolas.
    1 - Eles querem acabar com as férias escolares, prejudicando pais e alunos, pois segundo eles as aulas deverão ir até 25 julho.
    2 – Também propõem acabar com a semana de recesso dos alunos em outubro.
    3 – Os professores só receberiam os salários após a reposição.
    4 – Apresentaram um calendário também de reposição das reuniões pedagógicas.
    5 – Durante a reunião os representantes da Pilar demonstravam que não queriam fazer qualquer acordo.

    Os nossos problemas:
    Essa proposta trás alguns problemas para a categoria. O mais sério e que eles não querem fazer qualquer acordo para manter e provocar o corte do nosso pagamento.
    Tal comportamento deixa poucos caminhos para todos nós. Talvez o único possível e retomar o movimento com mais determinação.
    Por outro lado, se nós temos o problema do corte do pagamento, a prefeitura terá que se explicar perante a população de BH a sua atitude, de não negociar.

    Os problemas da Pilar e do Pimentel:
    - Eles querem acabar com as férias dos alunos, desrespeitando as mães e pais que querem que a reposição seja de 30 minutos diários para não prejudicar as férias.
    - Caso os professores decidam não fazer a reposição os alunos ficarão sem aulas e a prefeitura terá que se explicar, inclusive perante o Ministério Público.
    - A prefeitura terá que explicar por qual motivo não aceita as decisões da Conferencia Municipal de Educação e porque nomeou uma desconhecida funcionária do Gabinete do Vereador Carlão para presidência do CMS.
    - O Senhor Pimentel ainda tem uma divida com a população de BH. O seu vice é do PTB, e eles PT e PTB estão envolvidos nas malas de dinheiro da corrupção.

    Ao que tudo indica o Pimentel e a Pilar querem que façamos um acampamento na porta da casa deles e na Câmara Municipal, ou querem que retomemos a GREVE.

    Consolação – Diretora do SindUTE/BH

    quarta-feira, junho 15, 2005

    Novidades e Sugestões

    Novidades e Sugestões

    O próprio José Genoíno afirmou que o PT assumiu o compromisso de financiamento de campanhas de candidatos do PTB pelo país à fora. Disse que a 'assistência material' seria destinada à compra de variadas peças publicitárias. Se o PTB recebeu este tratamento, quanto então, a máquina do Partido dos Trabalhadores terá injetado na campanha bilionária feita aqui em Belo Horizonte para emplacar o almofadinha do Pimentel? Talvez, o PT não precisasse atolar os pés e as mãos na lama, mas optou em fazê-lo. Roberto Jefferson, não é daqueles brasileiros de quem poderíamos comprar um carro com tranquilidade; o sujeito é pilantra mesmo, declarado.Mas, certamente, sabe muito. Conhece muito bem, e não é de hoje, o funcionamento da 'coisa'. O mensalão, diga-se de passagem, é algo bem plausível, mesmo que, por enquanto, ainda faltem provas materiais e concretas. Com o tempo, a lama vai entornar. E nós aqui, de nossos belos horizontes, devemos ficar com os olhos bem abertos, sem porém, destampar o nariz. Em suas denúncias, o petebista cita um publicitário de Belo Horizonte, como sendo o operador do esquema de propinas que funciona no PT. O sujeito da mala. Quem sabe, finalmente, poderemos então ver, o quanto se atolam na lama, os pés dos petistas do Pimentel?

    Carta à Imprensa

    Em relação à reportagem veiculada no jornal ESTADO DE MINAS de terça-feira, 14 de junho, “Aluno perde 160 dias de aula”, gostaríamos de declarar nosso repúdio quanto ao conteúdo apurado pela repórter Isadora Camargos. Alguns pontos destacados na matéria, pelo que parece, não foram devidamente investigados e foram claramente manipulados. A utilização dos dados de forma parcial pela reportagem do EM fazem com que o leitor tire conclusões negativas a respeito dos professores e sobre a greve como instrumento legal de luta trabalhista. Dessa forma, a imprensa utiliza seu poder de “formadora de opinião” contra a classe trabalhadora e a favor do governo, deixando de lado a busca pela tão sonhada “imparcialidade”.
    Os professores da Rede Municipal de Educação ficaram indignados com a manchete, justamente em uma reportagem de página inteira, de um jornal de grande circulação. Diante dessas críticas, gostaríamos de explicar certas informações que a repórter Isadora Camargos esqueceu-se de checar. Começaremos por uma análise técnica: a manchete com o texto “Aluno perde 160 dias de aula” está claramente casada com as informações que estão no bigode da matéria, que diz “estudante prestes a terminar a oitava série (...) ficou quase um ano letivo sem estudar”, e continua no lead da mesma matéria, onde está escrito que “um aluno que termina em 2005 os oito anos (...) perdeu 160 dias de aula – 80% de um ano letivo”. Está é uma forma voraz e desleal de implantar na mente de um leitor mais desavisado a idéia de que as paralisações foram tão extensas que comprometeram os estudos dos alunos da rede municipal. A repórter não explica como chegou a esses dados e também não diz, de fato, que dias são estes. Na verdade, furtivamente, a reportagem do ESTADO DE MINAS, apenas somou todos os dias parados desde 2001 (entre paralisações e greves). Ao dizer que é um levantamento exclusivo do EM, a matéria irremediavelmente ganha força. Um ato, aos nossos olhos, desleal e altamente corruptor. Em relação à referida “perda” gostaríamos de esclarecer que todos os dias parados foram repostos, sem exceções. Nosso compromisso é com o aluno e com a educação. A matéria desviou o foco da notícia em pauta (a greve e seu desfecho) na clara tentativa de caracterizar a atitude dos professores como “irresponsável”, o que não é verdade.
    A reportagem ainda utilizou-se de fontes que atestariam a veracidade da tal “irresponsabilidade”: os alunos. Concordamos, é claro, que os maiores prejudicados são os alunos. Uma análise óbvia. Mas nem sequer prestou-se a ouvir ao mesmo tempo, (na vã tentativa da imparcialidade), um professor para explicar os motivos da greve, contrabalançando as opiniões de pais, alunos e também dos professores, para que, democraticamente os leitores do jornal pudessem formar suas próprias opiniões.
    Ao publicar a pesquisa feita pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a reportagem tenta se basear em algo legal, consistente, porém volta a posicionar-se parcialmente. É importante ressaltar que na última greve os professores foram apoiados pelos pais e estudantes, tanto na Marcha quanto formalmente pela Federação das Associações de Pais de Alunos de Minas Gerais (FASPA), entre outras entidades e demais associações de pais de alunos. Nenhum professor gosta de fazer greve. Ela é o último recurso de uma categoria, onde a profissão de educador, levando em consideração sua função social, não é devidamente valorizada e respeitada. A reportagem ainda “esqueceu-se” de dar mais detalhes sobre a opinião da população em relação às administrações municipais que, na verdade, são as grandes responsáveis pelas paralisações, já que não cumprem seu dever legal e cível de recompor perdas salariais e garantir a qualidade da educação. Infelizmente a greve, apesar de ser um direito constitucional, é a única garantia de que a categoria será levada a sério diante à falta de diálogo. Ao nosso entender está caracterizado, nessa matéria, que a imprensa está sendo utilizada pela máquina estatal abandonando sua função: a de levar informação com respeito, veracidade e responsabilidade aos seus leitores.

    terça-feira, junho 14, 2005

    Esclarecimento

    Os onibus queestarão levando o pessoal para a manifestação estarão saindo de todas as escolas ?
    A manifestação é as 9:30 ou este é o horário de saída dos onibus ?

    PROPOSTA DE AÇÃO

    Proponho aos colegas que passemos a fiscalizar a execução orçamentária da Prefeitura de Belo Horizonte e a encaminhar denuncias de fraude e de má aplicação de recursos publicos para o Sindicato que, por sua vez, apresentaria denúncia formal ao Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais, à Camara Municipal de Belo Horizonte e ao Ministério Público.

    Já que a Administração Municipal Petista esta nos tratando como adversários políticos, que passemos a agir como tal.

    A MORTE DA ESCOLA PLURAL

    O FIM DAS REUNIÕES PEDAGÓGICAS
    é o golpe de misericórdia na pseudo Escola "Plural"!
    Essa Prefeitura não tem rumo!
    Não soube implantar a Escola Plural.
    Não soube avaliá-la.
    Não admite sua incompetência!
    É um administração perdida!
    Não possui mais identidade!
    O poder pelo poder!
    Os altos salários dos apadrinhados é o que importa!
    O sol está tapado por nuvens negras!
    O dia na educação está nublado!
    Chega de Pilar, ela não tem competência!
    Chega de Pimentel e do PT!
    Onde não há negociações sérias,
    Não existe respeito ao trabalho suado dos educadores (as)!

    Aliás, não somos todos (as) educadores (as)!
    Por isso repudiamos às punições indevidas aos educadores "infantis"
    e CORTE DE PONTO E PAGAMENTO!
    CHEGA DE PUNIÇÃO, DITADORES!


    A Escola Plural está morta!
    Vamos fazer seu enterro!
    É hora de dar um basta
    A pseudo política pedagógica da PBH

    e pseudo política popular do PT!

    Volte PSDB, Se candidata de novo Azeredo!
    Volte PMDB, o caminho está aberto!
    PT não tem mais vez nesta cidade!




    segunda-feira, junho 13, 2005

    Veja denúncias e notícias publicadas nos outros blogs!

    Os professores podem publicar no Site de notícias as dicas culturais!!! (veja aqui!)

    domingo, junho 12, 2005

    NEGO-SE-AÇÃO DE FILHOS DA PÁTRIA (Clica Aqui!)

    Por Klauss Athayde

    sábado, junho 11, 2005

    Ato e ou Contribuição Emergencial !!!! E a Justiça do Trabalho?

    Uma pergunta: há como contribuir de forma solidária com esse colega que teve o salário cortado????!!!!!
    Por que isso não foi resolvido na Justiça do Trabalho? Afinal, a decisão do juiz nem chegou a ser comunicada ao sindicato!?
    SERÁ QUE NOSSA CLASSE ASSISTIRÁ IMPASSÍVEL AO AÇOITE DE NOSSOS COLEGAS ???!!!!!!!
    Precisamos organizar pelo menos um ato, dessa vez, parando todas as escolas e levando todos à prefeitura!
    SERÁ QUE PEDIR UM DIA DE MANIFESTAÇÃO EM SOLIDARIEDADE AOS COLEGAS É TANTO ASSIM??!!!!
    OU, quem sabe, se acaso não manifestarmos, pelo menos DOAR UM DIA DE TRABALHO PARA ESSE FUNDO EMERGENCIAL?!!!

    O sindicato tem de fazer alguma coisa, além de estabelecer essas negociações. Afinal, esse pessoal não negocia se não houver alguma pressão!

    sexta-feira, junho 10, 2005

    PREFEITURA PODE COMPROMETER A REPOSIÇÃO DAS AULAS E PREJUDICAR ALUNOS E GREVISTAS

    No dia 10 de junho aconteceu a primeira reunião de negociação. A PBH apresentou um texto com a sua proposta para a categoria.(anexo)
    Os temas debatidos foram: processos administrativos, corte de ponto e reposição de aulas.
    No primeiro momento, a comissão apresentou a proposta (documento anexo, número 3, item e): "os dias cortados em função da greve somente serão pagos após a sua reposição".
    Após debate acerca da proposta, a comissão da PBH pediu para retirar-se e discutir as questões levantadas pela comissão da categoria. Ao voltarem, apresentaram a seguinte proposta:
    1) Realização de uma reunião entre SMED e a categoria para discutirem questões gerais do calendário, em reunião marcada para quarta-feira, dia 15/06.
    2) Realização de nova reunião entre nós e a comissão geral da PBH, no dia 16/06, às 11 horas, para, diante do acordo de pontos gerais do calendário entre SMED e categoria, discutir um percentual do pagamento a ser efetuado imediatamente para quem teve corte de salário. Além disso, as pessoas que ainda não tiveram o ponto cortado receberão o mesmo tratamento em julho.
    3) Apresentar um relatório dos processos administrativos referentes à educação para discussão na reunião do dia 16/06.
    Diante disso, a comissão de negociação da categoria está convocando representantes de todas as escolas para avaliarmos a proposta e discutirmos o encaminhamento desta questão.
    As demais questões contidas no documento não foram discutidas, entretanto, estamos enviando o mesmo para o conhecimento de todas as escolas.

    DIA 14 DE JUNHO
    14 HORAS SUBSEDE DA REDE
    PAUTA: PROPOSTA DA PBH PARA REPOSIÇÃO DE GREVE E PAGAMENTO DO SALÁRIO

    RESULTADO ESPERADO

    O ponto dos professores das escolas que estavam em greve total foi cortado, conforme esperado e anunciado pela Prefeitura. E agora, oque de pratico está sendo feito? Oque esta fazendo a Diretoria do Sindicato? Onde estão os companheiros de outras escolas que não tiveram a mesma punição? Onde estão os representantes políticos do Partido dos Trabalhadores ( Acho que o PT devia mudar de nome forma a manter a coerência )?.

    quarta-feira, junho 08, 2005

    A Greve Terminou, mas os BLOGs e o movimento continuam: DIVULGUEM!!!

    Gente, Apesar da greve ter findado e os colegas terem ido embora, a ponto de não ser possível a passeata, fizemos uma manifestação muito legal em frente da prefeitura. Pena que muitos não tenham comparecido. Eu distribuí um santinho dizendo que iríamos canonizar o prefeito ("UM SANTO HOMEM", dizia). As pessoas que passavam pegavam prendas (livros, etc.) e atiravam no pescoço do Pimenta (nosso boneco de “desestimação”). Lemos uma reza em frente da prefeitura e o "inominável". O ARRAIÁ foi um sucesso (falo porque estive lá) e pelo menos mil santinhos foram distribuídos. Esses rezarão pela imediata canonização do prefeito e quem sabe da saída dele desta para melhor (hehehe). Foi muito estimulante! Não se trata de uma manifestação infantil, mas de uma parcela que agora se dispõe a não votar no Pimenta, nem no PT, de agora em diante, porque ele não é tão bom de serviço, não porque ele é de um partido ou de outro, mas pelos motivos que já enumeramos e que nos afetam muito mais que receber um recadinho incômodo na sua porta. E os tantos outro que vêm à nossa porta pedir uma infinidade de coisas?! Esses, nos condomínios fechados dessa nomenclatura do PT, não aparecem. Só se for deputado ou coisa parecida que os bambambans recebem e as esmolas são de 30.000 reais por baixo! Pois é, vamos fazer muito barulho ainda. Os "lindos" nos disseram, ao nos receber em seu palácio dos laranjinhas que "...nós nos afastamos muito deles!..." Foi de cortar o coração!!!! (Hehehe). Agora, eles vão ter de negociar e, em princípio, estão colocados três pontos principais antes da negociação começar:

    1. A retirada imediata dos processo administrativos contra nossas colegas
      Educadoras Infantis;
    2. O fim dos cortes de salários nos dias das assembléias!
    3. O pagamento daqueles que foram descontados nos seus salários;



    Isso eles vão ter de dar em função dos mandatos de segurança na justiça, uma vez que eles só não pagaram os colegas que trabalhavam em escolas totalmente paradas, as
    parcialmente, parece que eles não descontaram, por enquanto!.

    Se eles não derem, são muito burros! A votação determinou que a greve só está suspensa! Se a gente não acredita muito nisso, pelo menos sabemos que ainda podemos fazer muita coisa! E vamos parar com essa coisa de que não podemos fazer isso ou aquilo! Somos uma elite, alguns, outros, como eu, de uma classe que se identifica com valores burgueses e que, inevitavelmente ajudamos a reproduzir, com toda essa exploração da população. Quem não se deslumbra com o aspecto saudável da real burguesia e se indigna com o tal do seqüestro?! Contudo, a grande maioria que alcança um nível financeiro semelhante ao da dita burguesia, e nem precisa ser um pequeno burguês como eu, tende a se apropriar dos valores dela com muito mais ardor, pra não perder a boquinha e o gosto dessa vida. Após 12 anos no poder, então..., é que não querem largar de jeito nenhum!

    Somos um país que pratica taxas de juros só menores que o Sirilanka (acho que é esse o país) e que temos a segunda pior distribuição de renda do mundo. E olha que, fora o preço do petróleo, não tem nenhuma crise internacional por aí. Mesmo assim, só o aumento do preço do petróleo é mais do que razão para afrouxar a meta de inflação e baixar os juros. Ainda mais que essa inflação está sendo pressionada por preços administrados pelo próprio governo! Mas quem "paga o pato" somos sempre ...

    A isso tudo, juntamos o descaso do governo com praticamente tudo que é de sua obrigação, inchado de corrompidos e de corrupção, não há nêgo que agüente.

    Por essas razões é que vamos buscar alternativas para o poder, lá, para nos darem paz aqui. É preciso fazer um trabalho muito consciente com a população, a fim de "reequilibrar" o poder.

    Não basta (como o PT quer acreditar) essa esquerda no poder. O PT por si só, na tutela do governo, não garante os direitos da população “despossuída” das benesses do Estado e da sociedade! É preciso que o povo tenha instrumentos para avaliar e reivindicar seus direitos. Só através de uma educação autêntica que ele irá adquirir a capacidade de fiscalizar o governo! Então, sempre vai ter professor incomodando, sim: seja na Internet, ou nas residências particulares (é natural), nas praças, nas ruas, onde for. Enquanto essa corja fizer do público (nossa vida privada) a sua privada, é o que vai acontecer!

    Saímos da greve, mas para entrar, de sola, na vida privada desses dirigentes, e não através das suas cloacas, mas do refluxo (perdão a indigesta comparação) desencanado das mal feitas encanações de seus palacetes!!!! É que, para os que possuem um estômago muito delicado, basta pensar o que esses encanadores plurais, mal educados, vem fazendo em nossas casas!! O trabalho fica uma porcaria, não é mesmo? E nos cobram os “Tubos”!!!! Imagine o que não farão os futuros médicos, etc. que estão se formando nessa escola plural, entrando e saindo das Universidades à base do sistema de cotas? Que profissionais e que senso de ética, eles terão?

    Será que todo mundo tolera comprar apenas produtos contrabandeados no Shopping OI ? Não há garantia e nem se paga impostos! Às vezes, nem os produtos que compramos nas lojas, costumam respeitar os direitos do consumidor e cumprem a garantia. Depois desse PT onde foi parar o movimento de Donas de casa?! Tão ativo em outros períodos quando fiscalizavam os preços, denunciavam a inexistência de preços nos produtos e de um padrão para os pesos dos produtos nos supermercados? Estamos impedidos de comparar os produtos que precisamos comprar!

    Parece que a fiscalização relaxou nesse governo do PT. Do mesmo modo, as ruas e estradas melhoraram?! O que realmente melhorou para nós, com eles no poder?! E para a população?! É pra responder com franqueza, não é uma pergunta retórica! Respondam!!!
    Vamos nos mobilizar aqui! Nas próximas eleições para prefeito, se possível e necessário, já para presidente, que se dê o mesmo que ocorreu em São Paulo e Porto Alegre. É hora de mudar. Não que acredite que haja alguém melhor que eles, mas que a alternância de poder é o melhor antídoto democrático para essa bandalheira e essa gente inerte e incomPeTente no poder. E quem escreve aqui, votou nesses anos todos, para presidente, no PT. Só não votei nesse Pimentel, na última eleição. O PT perdeu o meu voto, quantos não terá perdido nessa greve e ainda perderá, se essa tirania na prefeitura continuar?!

    terça-feira, junho 07, 2005

    O Monstro

    O monstro que criamos e nos devoram propõe: -cortar os salários de trabalhadores em educação. -pagar mensalão (30 mil) para deputados da base aliada. -impedir CPI´s
    -esquecer que existe ética, honestidade e diálogo.

    Endereço do Pimentel

    Última hora (16:45 de terça feira, 07/06): Acabou a greve mas como dizia o jargão dos velhos sindicalistas "a luta continua".
    Não quero insinuar nada mas partilhar uma informação: a casa do prefeito Fernando Damata Pimentel fica na rua Marquês de Maricá 454, Cidade Jardim. Quem sabe ele não recebe alguém que o faça mudar de idéia quanto a nos receber e negociar????????

    Toputu Kaskoisa
    Um dos últimos Kamikazes

    CMI divulga a nossa versão dos fatos!

    Frases célebres e a Greve

    Frases célebres e a greve.

    O fato de estarmos em greve, nos leva a vivenciar certas peculiaridades. Participar de um movimento grevista, como este que ocorre na RME em B.H, nos remete a algumas angústias. O confronto direto com o poder, na maioria das vezes, arrogante e truculento, faz com que entremos em um estado beligerante, onde, de certa forma, passamos a 'respirar' o ar da greve; ficamos ansiosos e o tempo todo atentos às armadilhas do adversário, os quais, invadem nossos sonhos e pesadelos, como fantasmas e assombrações. Sim. Monstros reais. Após a frustrada iniciativa de tentar levar os vereadores do PT(aqueles mesmos sete vereadores da legislatura anterior) a intercederem junto a PBH no sentido de abrir negociações, um professor, desapontado, desabafou: "Ajudei a construir um monstro". Sim. O monstro está à solta, e acreditem, quer nos devorar. Se à época do Patrus, a coisa já era feia, hoje está para lá de pior. A coisa é feia e fede.
    Mesmo que nossos desafetos corram para a Argentina ou para a Finlândia (se afasta mais quem tem a perna maior) ainda deixarão para trás uma forte sensação de mal estar. Os vemos por todas as partes. Os grandes covardes, normalmente, batem e correm. Creio que Belo Horizonte ficou muito pequena para muitos gestores, ao longo do mês de maio, data base desta aguerrida categoria. Podem até desdenhar de nós, mas tenham certeza, incomodamos, e eles nos temem. Conhecem nossos limites, mas também nossa força.
    A frase da rainha Maria I (a Louca), ao fugir com a família real de Portugal para o Brasil , quando as tropas de Napoleão estavam às portas de Lisboa "Não corram tanto, ou pensarão que estamos fugindo" é bem atual e ilustrativa. Para nós aqui, de pouco adianta a fuga, pois suas portarias, seus decretos, punições e ameaças continuam inflexíveis. A intransigência e a ausência de qualquer possibilidade de negociação de fato são os fantasmas que nos assombram. Repito: os vemos por todos os lados. É por isso que, pensando em algumas frases célebres da história, acabei vendo um pouco, com outro olhar, passagens da história do nosso movimento. São frases célebres, ditos populares, pérolas do imaginário coletivo que podem nos ajudar a refletir sobre o momento em que vivemos. Vamos a elas:

    01- "De onde menos se espera, dali mesmo é que não sai nada."

    Esta frase, do Barão de Itararé (1895-1971) tem um sentido atual tão óbvio, que dispensa qualquer comentário.

    02- "Levou um puxão de orelhas."

    É antigo o hábito de se arrancar as orelhas dos inimigos. Não que o Jumentel não mereça, mas resolvemos só puxá-las, e puxamos com força; sim, com muita força. É digno de nota trecho da 'Carta aberta ao prefeito e à população de Belo Horizonte', assinada pela FASPA/MG: "Prefeito, escolha pessoas mais bem preparadas para assessorá-lo. O bom político não desdenha, mas negocia, inclina os ouvidos e escuta o que seus funcionários têm a dizer". O navegador português Vasco da Gama(1469-1524) relatou o corte de oitocentas orelhas em suas viagens. O governador da Capitania do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, no período colonial, recebeu 7800 delas. Como nosso movimento é pacífico, resolvemos, então, apenas puxar as orelhas, apesar da porrada que muitos companheiros levaram da Guarda do Prefeito.

    03- "Virar a casaca"

    A história da política brasileira está cheia de gente que virou a casaca. A novidade do momento é o PT. Dá dó ver o Lula defendendo o Roberto Jefferson, do PTB (aquele da denominada 'tropa de choque' do governo Collor), contra denúncias de corrupção. O partido, que era dos trabalhadores, foi seqüestrado por um bando de oportunistas, baba-ovos do grande capital, que pretendem dar clara demonstração de sua política de subserviência, de gerenciamento dentro dos limites estreitos do neoliberalismo.

    04- "Que bicho foi que te mordeu?"

    Que bicho picou esta categoria levando-a ao enfrentamento? A indignação. A falta de sensibilidade política do governo municipal. A falta de diálogo. A falta de respeito. O bicho sanguessuga que pretende engessar a educação na cidade.

    05- "A burrice é contagiosa; o talento não."

    A greve poderia ser evitada pelo governo? É óbvio que sim. Sabendo que nossa data-base é maio, qual foi o índice de correção salarial oferecida pela administração Pimentel? "ZERO VÍRGULA ZERO POR CENTO". Afinal de contas, como diz a carta da FASPA/MG, "se há 'caixa' para aumentar os salários dos 'chegados', por que não dos educadores"? A falta de habilidade política é notória.

    06- "A política não é uma ciência, mas uma arte."

    No caso da PBH, é a arte da mentira e da enrolação. A arte de enganar a maioria absoluta da população de Belo Horizonte com propagandas caras e falaciosas.

    07- "Abre-te Sésamo"

    As palavras mágicas proferidas pelo herói de 'Ali Babá e os quarenta ladrões' para abrir a misteriosa porta da caverna, onde eram guardados os tesouros, podem muito bem serem utilizadas em nossas próximas manifestações. Quem sabe assim, o pomposo prefeito abra as portas de seu Real Palácio e mostre que o cofre não é só dos 'chegados'? Quem sabe o suntuoso castelo se abra e a prefeitura atenda algumas das nossas reivindicações?

    08- "A Terra é azul."

    A Finlândia parece ser bem distante, não é? Desperta, assim, no imaginário popular, uma sensação de isolamento, de fim de mundo, de distanciamento máximo e frio. Acho que quando se embarca para a Finlândia, não se dá um simples tchau, mas creio que um longo adeus, não é verdade? Em nosso caso específico, parece que o que se dá mesmo é uma grande banana. Bem, a Finlândia, então, está de bom tamanho. Melhor seria poder ver a cidade do espaço e dizer: "A Terra é azul", não é mesmo, Sr. Prefeito?

    09- "Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura."

    Este pode ser um bom lema e uma boa meta para a nossa categoria. Esmorecimento não resolve. Como educadores, temos o compromisso histórico de desmascarar as mentiras veiculadas na grande imprensa pelo poder de plantão. Temos que fazer frente à campanha de desvalorização e desmoralização do profissional em educação levada a cabo pelo governo da cidade. É necessário resistir, sempre.

    10- "Ser surdo como um porta."

    Característica do político que finge não ouvir o clamor popular. Será inesquecível a "III Marcha em defesa da educação contra a violência e por negociação já", que realizamos no dia 24 de maio. Foi bonito, valeu. Parece que até as portas ouviram.

    11- "Até tu, Brutus?"

    O que fazem em nossas Assembléias, assessores de parlamentares da bancada do governo que são declaradamente contrários ao nosso movimento e à nossa organização?

    12- "Mateus, primeiro aos teus."

    Aqui, no Reino do Pimentel, a versão mais apropriada seria: "Mateus, somente aos teus". Afinal de contas, "ninguém é bom de serviço sozinho", não é mesmo? 59% DE REAJUSTE JÁ PARA TODO O FUNCIONALISMO MUNICIPAL.




    13- Ave, Maria!

    Talvez precisemos, também, de muita oração. Devemos, pois, unirmos forças para dar à luz e conceber uma nova política educacional para a cidade, que paute suas ações no respeito e no diálogo franco e aberto com os professores dessa rede. Nesse sentido, não basta a mudança de rumos ou trajetória; é necessária a mudança de nomes.
    FORA PILAR.

    Fato inédito: a população apoia a greve!

    ( na ausência de um, o título foi colocado pelo administrador do blog)
    O quadro de escolas nesta greve vem sendo desde o início do movimento um dos pontos centrais de nossas preocupações. Durante as assembléias, nos encontros regionais e nos momentos de conversa o pequeno número de escolas paradas tem sido o argumento para aqueles que acreditam ser a hora de pensarmos numa parada estratégica para nossa greve.
    Por outro lado, estamos vivenciando situações inusitadas no que diz respeito a forma como o povo desta cidade anda percebendo a greve. Que eu saiba são raríssimas as manifestações que nos sejam desfavoráveis. O aumento de 59% e os salários do prefeito e de seus secretários, estes sim, têm despertado a indignação das pessoas.
    O que dizer do apoio da Federação de Associações de Pais e Alunos de MG ( FASPA/MG)? Diferentemente do que ocorreu nas greves anteriores a entidade, com seu poder de mídia e de intermediação, tem se colocado do nosso lado.
    Tivemos ainda na última semana uma decisão judicial atrapalhada que mexe com uma questão muito grave: o direito de greve dos trabalhadores. Os demais sindicatos desta cidade, acredito eu, terão que se movimentar.
    Mas de tudo que tenho observado o que mais tem me chamado atenção é a maneira como aqueles que não entraram em greve e mesmo aqueles que estão retornado às escolas tem se referido ao corte dos salários. Claro, não se trata de algo novo. Ainda mais vindo de pessoas como estas que se encastelaram na prefeitura e que tem como estratégia/método entre outros a cooptação, a coerção e o pavor. Ao entrarmos no movimento já sabíamos desta possibilidade. Sabemos como agem e quem são os nossos gestores, gerentes, chefes, etc. Faltou alguém? Que nojo!
    Em uma de suas mensagens colocadas neste blog esta secretária mentirosa e truculenta falava de sua franqueza ( como se somente ela tivesse esta marca de personalidade) e reafirmava de forma categórica que iria promover o corte do ponto ( salários ) dos grevistas. Nossa! Que medo!
    Esta secretária sabe que o corte de ponto não diz respeito apenas a nós professores. As escolas e toda a rede municipal de ensino tem um calendário de duzentos dias a cumprir. Se estamos pressionados pela possibilidade do corte, também ela poderá ficar pressionada pelo calendário escolar. Isto vai depender da nossa atuação. De minha parte devo adiantar que concordo com o que um de nossos colegas já escreveu aqui: “A hora é de radicalizar: REPOSIÇÂO ( SE HOUVER) _ SÓ DEPOIS DE FEVEREIRO - NADA DE SÀBADOS E FERIADOS COM SOBREPOSIÇÂO DE JORNADA -!”
    Mas como dizia, a fala de alguns professores a cerca do corte de salarios é que tem me incomodado. Fica parecendo que apenas alguns de nós temos no salário pago pela prefeitura a garantia da sobrevivência.
    Por mais de uma vez ouvi alguém dizer que correria o risco de passar fome caso seu salário fosse cortado. Quantos desta categoria já passaram fome? Querendo ou não, somos de certa forma parte de uma elite deste país. Sei que no Brasil muitos ainda passam fome, mas devo e quero acreditar que nossas famílias e as pessoas com as quais temos um relacionamento mais afetivo não nos deixariam morrer de fome.
    A estranheza aumenta ao observar quem esta falando. Refiro-me ao jeito classe média de ser que muitos professores internalizam e externalizam sem se dar conta de que a cada ano se afirma e fortalece em nós a condição de proletário. Estamos sendo sugados e expropriados da nossa condição de sujeitos. Sem consentimento nos arrancam cada uma de nossas nódoas. Tudo aquilo que nos dava cor. Estamos ficando todos iguais.


    NÃO HÁ VAGAS

    O preço do feijão
    não cabe no poema. O preço
    do arroz
    não cabe no poema.
    Não cabem no poema o gás
    a luz o telefone
    a sonegação
    do leite
    da carne
    do açúcar
    do pão

    O funcionário público
    não cabe no poema
    com seu salário de fome
    sua vida fechada
    em arquivos.
    Como não cabe no poema
    o operário
    que esmerila seu dia de aço
    e carvão
    nas oficinas escuras

    - porque o poema, senhores,
    está fechado:
    "não há vagas"

    Só cabe no poema
    o homem sem estômago
    a mulher de nuvens
    a fruta sem preço

    O poema, senhores,
    não fede
    nem cheira

    Ferreira Gullar


    Múrcio Luiz
    Escola Munic. Hilda Rabello Matta

    segunda-feira, junho 06, 2005

    NO PÚBLICO UMA VERGONHA NO PRIVADO UMA SANTIDADE

    NO PÚBLICO UMA VERGONHA NO PRIVADO UMA SANTIDADE

    Colegas grevistas,
    O “polêmico” carro de som na porta da casa da encantadora Secretária de Educação, além das suas reclamações, injustas por sinal, pois o carro é uma beleza e a musica é uma maravilha, nós leva a outra reflexão.
    O público e o privado. Até os dias de hoje tinha assistido alguns argumentos sobre essa divisão no comportamento de uma pessoa. Geralmente alguém na sua atividade pública se comporta muito bem, fala que se preocupa com as crianças, mulheres e velhos, mas em casa bate na mulher, escravisa a mãe e deixa o pai no asilo por que não gosta de velho.
    No caso da Secretaria acontece o inverso, no espaço público as crianças podem ser cuidadas de qualquer maneira, pois geralmente são filhos de pobres e miseráveis, mas os coitadinhos da zona sul onde ela mora não podem ser incomodados com uma boa música na parte da manhã.
    A Secretaria acha que será perdoada dos seus maléficos atos, apenas por continuar sendo uma “ÓTIMA” pessoa no seu recanto privado.

    Os bons serviços dos seguranças do Prefeito e da PF do LULA
    Mas a propósito o fato que me despertou sobre o pensamento moderno da Secretaria foi o que disse alguém de sua confiança sobre papel de colher as informações sobre as paralisações e as nossas manifestações por parte da Secretaria de Educação e do Governo Pimentel. Neste o caso este alguém falava do fato também achando o comportamento também muito moderno.
    A Secretaria mantém os seus espiões entre as nossas atividades, o que não chega ser uma novidade, porém todo material é repassado para o Polícia Federal do LULA, aquela mesma que pega os corruptos, exceto os dos partidos do Governo.
    O gabinete do Prefeito faz coisa pior, ele esta colocando os seus seguranças para bisbilhotar as nossas atividades. Isso em espaços bem longe da sede Prefeitura.
    Esses fatos não possuem nada de institucional como falam, no passado isso tinha outros nomes, por isso esta posto o desafio da Secretaria e do Prefeito desdizer o que está escrito. O desafio também vale para aqueles que ficam fingindo de bobo, falando mal do nosso movimento e defendendo o Governo Pimentel, bem como a adorada Secretaria.

    Professores já se mobilizam para dar continuidade à luta, mesmo que a greve não continue!

    Os Colegas estão propondo novas formas de luta. Eles responderam às minhas idéias com relação à greve. Essas propostas estão nos comentários sobre os textos:


    AVALIAÇÃO DESSE MOMENTO DA GREVE (CLICA AQUI!)

    Sobre esse texto (veja os comentários clicando aqui!)

    e

    VAMOS DAR AULA DE CIDADANIA NA PRAÇA SETE! QUEM SE HABILITA!? (clica aqui)

    Se não viu os comentários não deixe de ver aqui as proprostas dos professores nos comentários desse texto (clicando aqui!)

    e também esse aqui, que acrescentei depois:
    A Incapacidade Administrativa do PT em Geral

    Com relação a essas propostas, tenho que avaliar o seguinte:
    Primeiro, eu gostaria que a disposição para esse novo formato de luta tivesse uma aceitação maior que a que tivemos com relação à mobilização da greve! Tenho receio de que não façamos que os colegas se mobilizem. Não sei se os colegas que nem tomaram conhecimento da greve vão querer participar, muitos deles, como eu já fiz algumas vezes, mesmo aderindo à greve, nem apareceram nas assembléias e manifestações. Eu não participava porque não concordava que as manifestações ficassem prejudicadas já que as assembléias não terminavam antes das 17:30h e porque (sou um atuador anárquico) tenho restrições a esse discurso característico dos atuais movimentos sindicais. Não sem razão, colegas meus pensam do mesmo jeito. Estão aí nossos ex-colegas vereadores, gestores e deputados que tinham um discurso muito parecido no passado, e hoje nem se dignam a, sequer, citar o nosso movimento em público. Nosso sindicato e movimento precisa incorporar uma visão mais atualizada da categoria, desde que, é claro, nossa elite intelectual também participe dos movimentos, senão não há como mudar, efetivamente, as formas da nossa atuação coletiva. O atual sindicato possui a qualidade de ser um bom ouvinte e de conduzir as assembléias de forma razoável e democrática. É verdade que eles estão ligados a grupos bem tradicionais, mas a gente também não vive sozinho e isso não os desqualifica. Eles representam um setor que tem uma experiência de luta e que precisa ser ouvido, embora não represente, atualmente, a visão hegemônica da categoria. Essa visão nem existe ainda. Minha utopia é que a reconstruíssemos coletivamente, como estamos fazendo agora.
    Para mudar nosso movimento e incorporar novas formas de atuação é preciso fazer um esforço no sentido de remobilizar a categoria. O esquema que montei, tem o intuito de congregar esforços com objetivo de disseminar e contagiar os colegas que não pararam e nem se envolvem normalmente com os movimentos, seja com a greve ou com qualquer manifestação, tenham alguma participação e voz.
    As propostas que me foram enviadas são fantásticas! Para implementá-las, me coloco à disposição no sentido de manter-nos em contato via ON LINE! Se acaso a greve não continuar, vamos propor uma agenda de trabalho e de reuniões ao sindicato com a finalidade de implementar o que os colegas sugeriram e, por ventura, sugerirem! Todas as idéias são muito boas. Veja nos links logo acima!
    Gostaria que todos os interessados, também se inscrevessem no grupo de discussão que criei, não vou moderar as inscrições. Coloquei uma maneira mais direta de fazer essa inscrição no grupo professorpublico@grupos.com.br . Ela se dá de forma automática! Nele, além de outras coisas, podemos trocar e-mails com todos, e receber as mensagens postadas nos blogs. Para se inscrever basta fazer o seguinte: ( CLICA AQUI E SIGA AS INSTRUÇÕES. PARTICIPE! )

    VAMOS DAR AULA DE CIDADANIA NA PRAÇA SETE! QUEM SE HABILITA!? (clica aqui)

    É preciso usar de uma linguagem que chegue mais perto da população, já que a mídia não vem ajudando muito!E é preciso fazer esse governo do PT recuar! Estou procurando fazer minha parte.
    Acho que deveríamos acampar lá na Praça Sete e dar aulas para a população de cidadania! Um choque de mídia interessante, quem se habilita, me mande um e-mail?! Podemos começar amanhã mesmo!
    Posso ir à tarde, nessa segunda, pela manhã estarei substituindo um colega na rede particular (segunda e sexta) e ganhando algum por fora pra enfrentar o corte de ponto! Acho que vou receber mais pela substituição, nesses dois dias que o que ganho na prefeitura! Manifestem se gostaram da minha idéia!

    REFLEXÃO SOBRE A GREVE

    COLEGAS

    AMANHÃ É DIA DE ASSEMBLÉIA DA CATEGORIA. OBSERVEM A REALIDADE DA POPULAÇÃO E REFLITAM SOBRE OS SEGUINTES PONTOS ANTES DE VOTAR PELA CONTINUIDADE OU NÃO DO MOVIMENTO:

    A) COMO PEDIR A UM PAI OU MAE, QUE GANHAM SALARIO MINIMO, COMPREENSÃO E APOIO PARA OBTERMOS REAJUSTE SALARIAL;

    B) COMO IREMOS PROCEDER COM O CORTE DE SALARIO ANUNCIADO PELA PREFEITURA NO NOSSO DIA-A-DIA ( OQUE O SINDI-UTE ESTÁ FAZENDO A RESPEITO);

    C) COM IREMOS ENCARAR OS NOSSOS ALUNOS, PREJUDICADOS PELA GREVE;

    D) COMO FICARÁ O NOSSO RELACIONAMENTO COM A PBH UMA VEZ QUE O SINDICATO, NOSSO INTERLOCUTOR, TEM AGIDO COM DESPREPARO E RADICALISMO POLITICO.

    NEM TODOS NÓS CONSEGUIREMOS SUBSTITUIÇÃO NA REDE PARTICULAR PARA CONSEGUIR RECURSOS PARA A NOSSA MANUTENÇÃO E DE NOSSAS FAMÍLIAS.

    A GREVE ESTA SATURADA

    Companheiros; a greve atual está comprometida, seja pela pouca adesão ao movimento; seja pela resistência da Administração Petista em negociar; seja pelo radicalismo político-ideológico dos coordenadores do SINDI-UTE; seja pelo destempero de alguns colegas que, por terem uma posição mais agressiva, tomaram atitudes lamentáveis, ofendendo pessoas. Estamos mais maduros e, com certeza, encontraremos formas mais eficientes de nos fazer ouvir.

    A Incapacidade Administrativa do PT em Geral:

    Deu no Jornal Nacional: Servidores Públicos Federais estando em greve, receberam a “FANTASTÍCA PROPOSTA DE REAJUSTE SALARIAL DE 0.1%”.
    Olhem o escândalo: Para um trabalhador que ganha em torno de R$ 1500, 00, isto representa o fantástico aumento de R$ 1, 50 no salário!
    Agora eu me pergunto: Será que a pessoa responsável por esta proposta sabe calcular percentagem ou quis humilhar?
    Um reajuste de 0,1% é brincadeira!
    E é isto que nos espera companheiros! Quando a secretária de educação diz que se a greve acabar vai negociar, podem esperar: Provavelmente, virá com o índice de.
    0,3% e ainda vai se dar ao luxo de dizer na TV que tivemos uma proposta três vezes maiores que a dos servidores federais!

    Portanto, defendo:

    - Suspensão temporária da greve ate o pagamento,
    - Não apresentar calendário de reposição de dias cortados – até que apareça alguma proposta de negociação e depósito dos dias cortados
    - Retorno imediato à greve após o pagamento dos dias cortados,
    - Solicitação de aumento real – temos que parar com esta mania de achar que só
    merecemos correção salarial – Por que não podemos
    ter um aumento real também, como todos os da.
    administração teve?
    - Se persistir o corte de ponto, a NÃO REPOSIÇÃO DOS DIAS PARADOS,
    - Caso haja negociação: A REPOSIÇÃO DE DIAS PARADOS SEREM FEITAS SOMENTE AOS SÁBADOS – NADA DE SACRIFICAR RECESSOS E FÉRIAS
    - A conscientização de alunos, pais e comunidade, lembrando a eles de dar o troco através de um instrumento denominado URNA, visto que o desgaste deles e dos alunos não se devem ao fato de estarmos em greve, mas ao fato dos administradores, através da incompetência administrativa, postura infantil ao misturar fatos da vida particular com o profissional (Pilar), revanchismo e autoritarismo, levar toda a categoria ao extremo de uma greve, talvez até desnecessária, se fosse mais profissionais e não misturassem as coisas.

    Chamado às PROFESSORAS da Educação Infantil (Republiquei p\ refletirmos!)

    Caras Colegas da Educação Infantil,

    Estamos em um momento muito importante do nosso movimento. Neste momento, precisamos de mais coragem e menos medo. Ao ler esta belíssima produção de Luiz Fernando Veríssimo não pude deixar de compartilhá-la com vcs. Leiam e reflitam sobre o nosso momento, pois enquanto muitas de nós continuarem pensando como "Educadoras Infantis", continuaremos sendo consideradas pela PBH como "quase professoras".

    QUASE

    Ainda pior que a convicção do não, e a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase!
    É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.
    Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase amou não amou.
    Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
    Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna.
    A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e na frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos “bom dia", quase que sussurrados.
    Sobra covardia e falta coragem até para ser feliz.
    A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor.
    Mas Se a virtude estivesse mesmo no meio-termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
    O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
    Mas não são.
    Preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
    Para os erros há perdão, para os fracassos, chance, para os amores impossíveis, tempo.
    De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma.Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.
    Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.
    Desconfie do destino e acredite em você.
    Gaste mais horas realizando que sonhando…
    Fazendo que planejando…
    Vivendo que esperando…
    Porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

    Luiz Fernando Veríssimo.

    Saudações,

    Ivana Oeiras - Pedagoga e PROFESSORA da Educação Infantil
    E. M. Francisco Magalhães Gomes.

    AVALIAÇÃO DESSE MOMENTO DA GREVE.

    Bom, gente, acho que, só o fato de colocarmos em discussão as formas de luta, um ganho dessa greve e o fato de podermos dar continuidade a essa discussão, muito bom.

    Criei um grupo de discussões para esses assuntos e você pode pedir sua inscrição nos blogs da greve. Temos que avaliar bem o que ocorre:

    Quanto a quadro, estamos entre a cruz e a caldeirinha:

    1) O BAIXO ÍNDICE DE PARTICIPAÇÃO dessa classe, tanto na adoção dessa greve quanto na participação das atividades, algo extremamente sério. Não só por culpa desse sindicato, em razão da linguagem, ideologia, estratégias de luta e formas de arregimentação do público, mas porque a nossa classe assumiu uma postura que ignora e até desconhece sua imagem perante a sociedade. Quero dizer que, na atual conjuntura, o poder nos vê como trabalhadores comuns, cuja influência na formação da consciência crítica do público é inexpressiva. Ainda porque nossa participação quantitativamente quanto qualitativamente, nas greves demonstra essa alienação. O interessante que esse argumento serve tanto para defender quanto para condenar a continuidade da greve, já que a greve seria um instrumento até para forçar a necessidade dessa participação.

    2) AS QUESTÕES QUE NOS LEVARAM À GREVE JÁ ERAM SÉRIAS, ainda mais agora, após nos ter sido negado por um Partido dos Trabalhadores o direito de greve. Só isso seria motivo suficiente para não voltar, mas temos outros igualmente graves e que devem ser avaliados: a situação das Educadoras Infantis, as mentiras que a PBH está disseminando, os problemas que estamos enfrentando nas escolas, o fato dessa prefeitura não negociar nem trabalhando (ele fingirão negociar, como agora estão fingindo que haviam negociado), etc.

    O problema que se coloca é o de que, com o corte de salário, SE IREMOS DAR CONTA DE BANCAR A GREVE POR MAIS TEMPO e que outros instrumentos de luta teremos (que infelizmente não existem concretamente, pelo menos historicamente comprovados)para enfrentar essa tirania que se instalou na prefeitura. O atual quadro é igual ou pior que o das greves no período da ditadura. O quadro é realmente sombrio para as alternativas: encerrar, suspender e continuar o movimento. Se encerramos, a prefeitura irá fazer de tudo para cristalizar na consciência dessa população, as mentiras que vem disseminando, destruindo qualquer forma de luta e instituindo definitivamente a negação do direito à greve para nossa categoria. Acho que nessa conjuntura, PARAR É PIOR QUE CONTINUAR, JÁ QUE ESTARÍAMOS OBEDECENDO UMA DECISÃO JUDICIAL QUE NOS NEGA O DIREITO À GREVE. Assim, antes que o sindicato reverta essa decisão na justiça, pelo menos através de uma liminar,não podemos retornar.

    O QUE FAZER, ENTÃO, NESSE PERÍODO?

    Penso que sejam três os pontos a serem atacados nessa próxima semana:

    A) Pensar FORMAS DE TRAZER OS COLEGAS PELO MENOS PARA AS MANIFESTAÇÕES que estão muito vazias.Para isso, acho que devemos abandonar alguns dogmas e formas de arregimentação, que esse sindicato (embora tenha ligações políticas bem tradicionais)já faz, só que deve fazer ainda mais. Um choque de Marketing, pois os motivos são mais que justos, o que falta é fazer com os colegas acreditem no movimento e tenham a garantia que não serão usados como massa de manobra em favor de uma política mesquinha eleitoreira. Então precisamos divulgar melhor esse movimento.

    B) Trazer outras instituições, MAS INSTITUIÇÕES DE PESO POLÍTICO, bem conceituadas na esfera trabalhista e com certa FAMA (artistas e etc.), não só as populares,mas as que permitam abrir as portas da mídia para as nossas reivindicações e pensamentos. Se não entramos pela sala, entremos pela cozinha ou de mãos dadas com a filha do casal (hehehe). Senti falta da presença da PUC e da mídia alternativa, da imprensa marrom, na cobertura do julgamento da liminar na praça 7, que foi muito legal, apesar do discurso fraco da maior parte dos jurados e de não ter um mestre de cerimonial que parasse a população para ver o evento. Notei que, apesar de bem montado, foi mal apresentado à população, parecendo se tratar de uma reunião muito particular de um grupo distinto da população. É preciso ousar mais e fazer esse choque de comunicação. Daí o meu voto em se chamar a Pilar para aparecer lá. Quem sabe até um esquema tipo PÂNICO NA TV. Façamos uma paródia!

    C) Usar de FORMAS DE DIVULGAÇÃO QUE POSSAM CHEGAR À POPULAÇÃO e contrapor às mentiras veiculadas e denunciar o descaso dessa prefeitura para com a educação. O discurso tem que abandonar o jargão trabalhista: internacional socialista e etc. Isso não atrai e nem chama a atenção de ninguém mais. Se precisar, coloquemos umas alunas dançando axé em roupa minúscula pra ajuntar uma massa e trazer a TV. Se a PBH faz, porque não podemos fazer!? Não precisa chegar a tanto, mas só pra ilustrar a idéia.

    Woodson F. C. EMDO

    domingo, junho 05, 2005

    VAMOS NOS FORTALECER AO INVÉS DE ESMORECER!

    Colegas, gostaria de dizer o seguinte: A PBH realmente não se curvará a uma minoria e muito menos a uma minoria desanimada desa forma.

    Não creio que o fim do movimento deve ser assim, penso que o melhor é continuar o movimento e sair às escolas conversando com os que estão trabalhando, pois se eles concordam com a situação salarial, de condições, e a tesoura da PBH sobre nossas reuniões, tudo bem, paramos o movimento e voltamos a trabalhar de cabeça baixa.

    Mas se eles discordam da posição da PBH, por que estão trabalhando? São essas pessoas que recebem os salário de R$2,200 reais por apenas um turno, né? (como nosso colega disse na assembleia que a PBH estava enviando essa informação em carta aos pais de uma escola em geve). São esses colegas que tiveram salário inicial de R$1.660, né?

    Como acredito que não, vamos convidá-los a sair da sala e vir para a rua.Vamos engrossar o movimento e mostrar à prefeitura que temos força e exigimos respeito, não voltar às salas e aceitar a condição...Concordo que o quadro de paralisação não está legal, mas se cada um de nós que estamos em greve conseguir trazer mais um colega pra luta, venceremos, sim!

    E mais, se esse movimento crescer essa semana a PBH terá de se curvar diante da nossa força. Mas para isso acontecer temos que ir à luta. Ficar em casa reclamando também não dá, né? Vamos ligar para nossos amigos, visitar nossas escolas ou as outras da nossa região, vamos construir a nossa vitória!

    Cristiane - EMML

    CALENDÁRIO

    ASSEMBLÉIA DE FILIADOS
    pauta:
    ESTATUTO DO Sind-REDE/BH

    TERÇA - 18 DE ABRIL 18h30min

    TEATRO CASA NOVA
    AV. AFONSO PENA, 1500 18º andar

    tchau pilarpilão,jumentel e seus apaniguados

    O que é que estamos esperando, temos que estancar essa hemorragia chamada pt já. Será que eles quando ficaram presos nas cadeias da "dita"tiveram tanta tortura que agora estão querendo descontar em nós? Isso não iremos deixar, temos que colocar um "torniquete" bem apertado para sentirem vergonha,dor e etc. Já está passando da hora ! LUTAR SEMPRE, RETROCEDER NUNCA, DEBANDAR-SE JAMAIS!

    sábado, junho 04, 2005

    ATÉ A VITÓRIA! NÓS FAZEMOS DIFERENÇA, POIS TEMOS QUALIDADE!!!

    Belíssimo texto esse, PROFESSORA & EDUCADORA!
    Sempre fui radical, mas ultimamente tenho feito o discurso de Descartes: "A virtude está no meio termo". Mas Veríssimo tem razão!!!
    É preciso acreditar apesar de tantos fura-greves!
    É preciso acreditar apesar de tanta traição!
    É preciso persistir: "Água mole em pedra dura tanto bate até que fura!"
    Sempre acreditei que não é quantidade que faz diferença, mas a qualidade! E falando em qualidade precisamos lutar pela isonomia salarial dos professores e professoas da Educação Infantil, pois até onde entendo todos nós (do 1º, 2º ,3ºs. ciclos) somos todos EDUCADORES!
    Não podemos desistir de lutar por reposição de nossas perdas salariais, mesmo com esse percentual de paralização, pois ESSE PERCENTUAL É QUE FAZ DIFERENÇA, QUE QUALIFICA NOSSA CATEGORIA. E digo mais, continua incomadando, e muiiiiiiiiiito!!!!!
    É hora de denunciarmos a ingerência da Secretária e seus comandados! Eles não tem mais rumo!!!!


    Outro final:

    (Escolha o melhor!)


    É precisso denunciar esse prefeito, os vereadores que não administram e não legislam em prol da população, do povo, mas sim para si e as elites. Pimentel e PT NUNCA MAIS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!Mesmo que tenhamos que votar de novo no PSDB, FHC e Serra.
    VAMOS VOTAR PELA CONTINUIDADE DA GREVE, POIS NÃO TEMOS MEDO DE POLÍCIA, NÃO TEMOS MEDO DE FICAR SEM SALÁRIO, NÃO TEMOS MEDO DAS MENTIRAS DESSA ADMINISTRAÇÃO!!
    VAMOS CONTINUAR NOSSA GREVE ATÉ A VITÓRIA!
    NEGOCIAÇÃO EM GREVE JÁ!
    NEGOCIAÇÃO EM GREVE JÁ!
    NEGOCIAÇÃO EM GREVE JÁ!
    FORA PIMENTEL!
    FORA PIMENTEL!
    FORA PIMENTEL!
    FORA PILAR!
    FORA PILAR!
    FORA PILAR!
    FORA PT!
    FORA PT!
    FORA PT!
    AMÉM!
    AMÉM!
    AMÉM!

    PROPAGANDAS DA PBH NO RÁDIO

    Hoje, por acaso liguei o rádio e ouvi uma propaganda da PBH sobre nossos salários. Ela está divulgando aquelas mentiras...
    Disse que o salário inicial da categoria é de R$1.600. Como fazer para desmascarar essa administração?
    Sou professora da educação infantil no cargo de educadora e recebo líquido R$410, 91. Será que é realmente hora de terminar com o movimento agora, moçada! Vamos esclarecer à população a nossa situação e mostrar quem é o monstro dessa história...

    Cristiane - EMML

    RESPOSTA:PORCENTAGEM DE ESOLAS PARADA OU NÃO!

    Envie um e-mail (texto bem abaixo) para redebh@terra.com.br e gentilmente a Cláudia retornou (texto abaixo).

    Cara Diretora do Sind-UTE Cláudia Mendes, Deacordo com os números enviado por você de Escolas Paradas Totalmente (17) e Parcialmente 56 escolas. Sabemos que o total de escolas Municipais gira em torno de 180, isto representa em porcentagem 9,4% totalmente paradas e 31% parcialmente paradas, sendo 60% funcionando normalmente. Pois bem, em análise aos números você não acha o Movimento está na minoria? Pensando nos números não é hora de nós professores (minoria) recuarmos? Fazendo outra análise, por que os 60% estão trabalhando normalmente? Será por que?
    Sabendo destes números, Vocês Diretores do Sind-UTE, acham que Prefeitura irá curvar aos nossos Pés em um movimento de Minoria?
    Olha Vamos ter maturidade, sem vaidade, sem Radicalismo Político, analisar os números e falarmos: Vamos Suspender à Greve. Agora vamos enviar uma Carta para a Sociedade via internet, tv, jornal etc mostrando que recuamos e cobrando a negociação.(Já que a Prefeitura Bradou q/ só negocia com os Profs. trabalhando) Enquanto isto, vamos debater (este debate pode ser via fórum virtual, blog, e também nas assembléias) outros meios de manifestações que envolva a maioria e não a minoria.

    Em Tempo.. quando sugeri um debate On line ou fórum para que possamos "descobrir novas" estratégias de mobilização não foi com poder deliberativo e sim um meio de estarmos mobilizado constantemente.

    Pergunta: Vocês Coordenadores do Sind-UTE terão os Salários Cortados também?

    Abraços
    Cícero Macêdo Neves

    Resposta da Cláudia Mendes
    Caro Cícero,

    Até o dia de hoje são 17 escolas totalmente paradas e 56 parcialmente. Quanto ao fórum de debates, este fórum legítimo é a assembléia geral de terça-feira próxima. Aguardo você lá!

    Cláudia Mendes
    Diretoria Sind-UTE RMBH


    Pergunta para o Sind-UTE:

    Caros Coordenadores do Sind-UTE, Qual é a porcentagem de escolas paradas (total e parcial)?Estou tendo notícias que várias escolas estão voltando ao trabalho.Não seria o momento de Re-avaliar o processo da Greve, Sem Rancor, sem mágoas e até mesmo sem vaidades? Sugiro um debate On line ou fórum para que possamos "descobrir novas" estratégias de mobilização. Me perdoe Companheiros, a GREVE já esgotou e estes Governantes conhece todas às nossas estratégias e tolerância à ela. Vamos discutir e Implementar novos Rumos de Mobilização. Cícero Macêdo

    MANIFESTO EM DEFESA DO DIREITO DE GREVE E POR NEGOCIAÇÃO JÁ

    Os trabalhadores em educação da rede municipal de BH, depois de exaustivas
    tentativas de negociação com a PBH, definiram pela deflagração de uma greve
    em 5 de maio. Dentre os vários pontos da pauta de reivindicações,
    destacam-se: recomposição salarial (35,82%); manutenção do tempo de projeto
    pedagógico coletivo semanal (retirado por meio de Portaria em dezembro de
    2004); fim da terceirização e abertura de concurso público para auxiliares
    de serviço e isonomia salarial das educadoras infantis com professores.
    Após a deflagração do movimento, a prefeitura não só se negou a negociar
    como também entrou com uma ação judicial pedindo a ilegalidade da greve. De
    acordo com o que foi noticiado pela imprensa, o pedido foi atendido pelo
    juiz Wagner Wilson Ferreira da 5a. Vara Fazendária que entendeu que o
    movimento é ilegal, pois servidores públicos não têm direito à greve,
    contrariando a lei 7783/89 que regulamenta o direito de greve.
    Em resposta a esta decisão judicial os educadores definiram por se manterem
    em greve, pois não abrem mão do direito de manifestação e organização.
    A história nos prova que todas as conquistas sociais, econômicas e
    trabalhistas da classe trabalhadora só se deram a partir da organização e da
    luta da mesma. Neste marco a greve foi e ainda é um instrumento mais eficaz
    e necessário para enfrentar a intransigência dos patrões e do governo e
    garantir condições dignas para aqueles que precisam do trabalho para viver.
    O direito à greve é hoje previsto pela Constituição Brasileira como
    resultado de muita luta e enfrentamento com a ditadura, muitos morreram para
    que os trabalhadores pudessem se manifestar. Por isso qualquer tentativa por
    parte do Estado, da patronal ou da justiça de caçar este direito de um setor
    da classe trabalhadora _ funcionários público_ é um ataque mortal a todos os
    trabalhadores brasileiros.
    A forma legítima de se evitar ou finalizar uma greve é a negociação. De nada
    adianta dizer que vivemos em uma democracia se os patrões e o governo não se
    dispõem a negociar e a respeitar os direitos dos trabalhadores.
    Repudiamos qualquer tentativa de coibir movimentos grevistas e em especial a
    greve dos trabalhadores em educação da RMBH através da força ou de sentenças
    judiciais e reivindicamos da PBH que abra as negociações com os grevistas e
    atendam suas justas reivindicações.

    ASSINAM:

    CONFENAP – Confederação Nacional de Federações de Pais e Alunos
    FASPA/MG – Federação de Associações de Pais e Alunos de MG
    UBES – União Brasileira dos Estudantes Secundaristas
    AMES – Associação Mineira dos Estudantes Secundaristas
    GRÊMIO DO CEFET
    UCMG – União Colegial de MG
    MEPR – Movimento Estudantil Popular Revolucionário
    MLB – Movimento de Luta dos Bairros Vilas e Favelas
    ASPHAV – Associação Pró- Habitar – Vale do Jatobá
    Núcleo dos Sem Casa – Vila Santa Rita
    Associação de Desenvolvimento e Qualidade de vida do Vale do Jatobá – Amigos
    do Vale
    ASSAE – Associação Assistencial Esperança
    ASSEMP-BH – Associação dos Servidores Públicos Municipais de Belo Horizonte
    SINMED – Sindicato dos Médicos do Estado de Minas Gerais
    SINDIBEL – Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Belo Horizonte
    CONLUTAS – Coordenação Nacional de Lutas
    ATEMD – Associação dos Trabalhadores em Educação de Divinópolis
    SINDEESS – Sindicato dos Trabalhadores em Hospitais Privados de BH e região
    SINDEESS – Sindicato dos Trabalhadores em Hospitais Privados de Divinópolis
    SINDEESS – Sindicato dos Trabalhadores em Hospitais Privados de Itajubá
    SINDEESS – Sindicato dos Trabalhadores em Hospitais Privados de formiga
    SINICATO DOS METROVIÁRIOS
    FSDM - Federação Sindical Democrática dos Metalúrgicos de MG
    Sindicato dos Metalúrgicos de Três Marias
    Sindicato dos Metalúrgicos de Vespasiano
    Sindicato dos Metalúrgicos de Itajubá
    Sindicato dos Metalúrgicos de Itaúna
    Sindicato dos Metalúrgicos de Divinópolis
    Sindicato dos Metalúrgicos de Lavras
    Sindicato dos Metalúrgicos de Pirapora
    Sind-UTE – Subsede Contagem
    Sind-UTE – Subsede Barreiro
    Sind-UTE – Subsede Venda Nova
    Sind-UTE – Subsede Juiz de Fora
    SINPRO–MG – Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais
    ASTHEMG
    COMERCIÁRIOS DE TIMÓTEO
    GRÁFICOS MG
    METABASE INCONFIDENTES
    OPOSIÇÃO BANCÁRIA
    OPOSIÇÃO METROVIÁRIOS
    OPOSIÇÃO MTS CONTAGEM – METALÚRGICOS
    OPOSIÇÃO PETROLEIROS
    OPOSIÇÃO SINDSAÚDE MG
    OPOSIÇÃO SINDUTE UBERABA
    QUÍMICOS UBERABA E REGIÃO
    SINASEFE OURO PRETO
    SINDIFISP MG
    SINTTEL
    DCE - UFMG
    ANDES – Regional Leste
    SindCEFET
    Frentistas – Uberaba
    SINDIFISCO
    Tecelões – Divinópolis
    Servidores Públicos Municipais de Mariana
    Sindicato dos Professores Universitários de Uberaba
    AFISA – Associação dos Fiscais Sanitários de BH
    SINFISCO-BH
    SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS DE JUAZEIRO DO NORTE – CEARÁ
    SISMAR - Sindicato dos Servidores Municipais de Araraquara e Região
    SINDSERM - The, Sindicato dos Servidores Municipais de Teresina
    Asociación Gremial de Docentes e Investigadores de la Universidad Nacional
    de Rosario – Argentina – Marcela Delannoy
    CONADU – Federación Nacional de Docentes Universitarios Argentina
    SINDALESP – Servidores do Poder Legislativo do Estado de São Paulo
    Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos
    SINDIPETRO AL/SE
    CONSTRUÇÃO CIVIL DE FORTALEZA
    Movimento Nacional pela Moradia Estudantil
    MEP – Movimento de Educação Popular
    Liga Operária e Camponesa
    PSTU
    PSOL
    PCB
    Vereador Antônio Pinheiro – PSDB
    Vereador Paulão – PcdoB
    Vereador Hugo Tomé – PHS
    Associação de moradores do Conjunto Vila Maria
    Associação Comunitária Laços de União do Bairro Goiânia e Adjacências
    Sindicato dos Rodoviários – BH e região
    Coordenação Nacional de Lutas - Conlutas
    Coordenação Nacional de Luta dos Estudantes - Conlute
    Coordenação de Lutas do Movimentos Populares - CLMP
    MNOB- Movimento Nacional de Oposição Bancária
    SINDSEF-SP
    SINDMETAL SJC
    SINTRAJUD
    SINDSERV STO ANDRÉ
    SINSERM BAURU
    CORREIOS RS
    CORREIOS PE
    SINAL SP (Servidores do BC)
    SERJUSMIG - SINDICATO DOS SERVIDORES DA JUSTIÇA DE 1ª INSTÃNCIA DE MINAS GERAIS

    SindiUTE BH
    redebh@terra.com.br
    32263142

    sexta-feira, junho 03, 2005

    A REPETIÇÃO DA HISTÓRIA

    Movimento grevista; sindicatos de trabalhadores; partidos de trabalhadores; será até quando a nossa memória será tão limitada. Hoje estamos em greve, definida em assembléia da categoria, e me pergunto o seguinte:
    1) Quantos companheiros votaram pela greve na assembléia e foram para as escolas trabalhar? Pela quantidade de pessoas presentes ao evento não é possivel que tão poucas escolas estariam paralisadas, total ou parcialmente.
    2) Quais os interesses políticos que existem por traz deste movimento, seja por parte da PBH ( do PT ), seja por parte do SINDI-UTE?
    3) Oque acontecerá com a imagem dos professores junto a Comunidade?
    4) Quantos sindicalistas do SINDI-UTE de hoje desejam ser os gestores de amanhã, seguindo o exemplo dos petistas?

    Comentário publicado por um aluno , mas digno de nota

    Publicado por um aluno como comentário do MEU MANIFESTO no Diário de Sobrevivência dos Professores, mas digno de nota (CLICA AQUI!)

    Muito boa a sua análise. Pena constatar que importante parcela do movimento estudantil, que poderia estar lutando e denunciando ao nosso lado, está cooptada pela PBH através favores e de afagos ao ego de seus líderes: quem não se lembra da última conferência onde um representante dos estudantes se assentava na mesa diretora? Enquanto isto a luta pelo passe livre para os estudantes da escola pública ficava parada. Onde está ele agora?
    Ao presidente do Grêmio do Marconi ou Imaco (se não me falha a memória), foi franqueado o microfone na abertura da III Conferência de Educação. O que se viu? Elogios a direção da escola e um discurso ingênuo, acrítico, "de que agora eles estudantes tem vez e voz pois na sua escola tem oito grupos culturais de aché, de pagode etc. Pode??? E o rapaz é o líder, imagine o nível de formação política dos seus "liderados" (uso a palavra por não me ocorrer uma melhor, pois não creio verdadeiramente em liderados).
    Muitos líderes comunitários de vilas e favelas passam por processo similar: ou são cooptados (com acesso ao bolsa escola e a obrinhas pontuais do O. P) ou são rechaçados e perdem força nas suas comunidades. Quem não se lembra da gestora, do PC do B, na Conferência lá no Grandarrel ameaçando a comunidade, "não vote com os professores porque eles querem acabar com o Bolsa Escola"? Ela é uma ex-sind-UTE, gente...

    Assim também aconteceu no movimento sindical: em boa parte os líderes da nossa luta foram engolidos pelo aparelho estatal e hoje ocupam cargos na SMED e PBH. São hoje G1, G2 e G3, e esquecem-se do "chão da fábrica" (fábrica de vocalistas de hip-hop e de dançarinas de aché).
    O PT criou, inovou e criou, a política eleitoral auto-sustentável: não precisa de eleição livre, se auto elege usando a máquina pública, que como o sonhado "moto-contínuo" vai moendo nossos sonhos e utopias. Será o fim da história, o advento da barbárie? Lembrei-me do velho clip do velho e bom Pink floyd (The Wall, com a máquina de moer a toda...).

    quinta-feira, junho 02, 2005

    Começa hoje a greve dos servidores do INSS (Clica aqui!)

    Quinta, 2 de junho de 2005, 06h10 Atualizada às 16h44

    NÃO ERA ESPERADO QUE A GREVE SAÍSSE!

    Colegas,

    Não vou fazer um ato em defesa desse sindicato, mesmo porque ele nem precisa ser defendido. Acho que somos nós que devemos contribuir com o movimento e criar formas de ação. Assim:

    1. Não foi o sindicato que deflagrou a greve, foi a assembléia com mais de mil professores que votaram em sua grande maioria pela sua deflagração.
    2. Cabe a aqueles que não desejam a greve e não estão participando dela irem nesse forum manifestar o seu desejo.
    3. Cícero, a greve deveria e até poderia ter acabado, essa semana, pois já estamos construíndo outras formas de mobilização que nos permitem enfrentar a máquina de mentiras construída por essa administração, contudo, as interferências da Pilar e seus asteclas:
    • a corregedoria que não retira os processos das costas das educadoras infantis,
    • um juiz "da fazenda" que se acha na competência de dizer que nossa greve é ilegal e sabe-se lá o que alega, mas parece que alega que nosso serviço é essencial, o que é mentira (veja a lei aqui!).
    • A Globo e Itatiaia que veiculam matéria paga, dizendo que nossa greve havia terminado horas antes da nossa assembléia.
    • A Secretária de Educação que não nos respeita e confunde as funções do cargo que ocupa e implementa uma política educacional que acaba com a autonomia das escolas e constrange e ameaça o professor em sala de aula (retirando totalmente sua autoridade) e fora dela, ligando e mandando cartas de ameça aos professores em suas casas.
    • Uma política econômica que nos obriga a trabalhar três turnos e fazer trabalhos extras para dar conta das despesas e dívidas e há colegas em greve ( e muitos que não estão em greve pelos mesmos motivos) endividados até o pescoço para fazer frente aos gastos emergenciais com serviços que o governo não tem oferecido, vide as nossas estradas, saúde, educação, etc.
    1. A greve não é um instrumento fácil, existem pessoas que não compreendem o significado político dessa greve: em breve teremos que pedir autorização à Rede Globo, à Secretária de Educação, ao escambau (e nunca seremos evidentemente atendidos) para nos reunir em assembléia e decidir o que fazer com a nossa classe, tal é a política de desmantelamento que esse governo está promovendo, uma vez que eles querem pensar que O Partido dos Trabalhadores no poder substitue os instrumentos de luta e reinvindicação que custamos tanto a construir. E agora, nossos colegas, muitos que não têm comparecido às assembléias querem ver tudo pelo avesso. Apareçam lá e manifestem!
    2. É verdade que devemos criar instrumentos que nos permitam manter a classe mais mobilizada e buscar recursos para enfrentar futuras greves, mas isso não deve esmorecer a classe e nunca!
    3. Jamais devemos retornar ao trabalho por conta própria, mas ir à assembléia e votar para que isso aconteça, ou vamos aceitar e implementar a maneira pessoal que a Secretária de Educação tem feito as coisas?!
    4. Pela primeira vez enfrentamos o efetivo corte de ponto até para participar das assembléias,
    5. Pela primeira vez teremos nossos pontos cortados e o PT terá de arcar com ônus político dessa atitude intempestiva e draconiana.
    6. Realmente, se a classe não tem condições financeiras de enfrentar esse embate, é natural que voltemos, mas não por conta própria.
    7. Agora não temos dinheiro porque estamos em greve, amanhã não teremos dinheiro e estaremo endividados, ainda que trabalhando e já é essa a condição de muitos professores e outros trabalhadores da educação. Temos que pesar os prós e contras.
    8. Quanto ao número de escolas paradas e trabalhando, está sendo feito um boletim, como o que foi distribuido pelo sindicato, na assembléia e após ela, com o quadro da greve. Em nenhum momento essa informação foi negada e está publicada nos boletins, contudo não devemos retornar baseados em boataria e nem se curvando à contrainformação dessa imprensa ridícula e mentirosa.
    9. A greve é uma realidade e esse governo terá, de agora em diante, de respeitar nossa capacidade de nos mobilizar e de responder, com argumentos autênticos e não apenas falsas palavras de ordem, aos falsos argumentos dessa administração.
    10. Não acho que estamos tomando e conduzindo as falas nas assembléias, elas tem sido sorteadas e é dado o direito a qualquer um que queira falar (tem sido dez [apenas], as falas sorteadas, e já fiquei de fora de dois sorteios). Mais que isso, prejudica a saída para as manifestações de rua, que perdem elementos e público.

    P.S. Não pertenço a esse sindicato, mas esse é meu ponto de vista e projeto, no sentido de contribuir com a luta pelo reestabelecimento da nossa luta pelo prestígio e dignidade que nos vem sendo usurpados!


    * Favor, não publicarem todo o texto em maiúsculas, é considerado deselegante. (não desmerecendo o conteúdo de quem o fez, só pra constar que é uma etiqueta da Internet!)

    Obrigado

    Woodson F. de Carvalho