sábado, julho 30, 2005

"Da Lama ao Caos..."se Chico Science estivesse vivo!

Sem querer me gabar, mas fazendo-o, me pergunto: quais os indícios que me permitiram, já em abril, ser tão profético no manifesto que inaugurou esses blogs ?! (clica aqui p\ ler )
Não foi porque já havia indícios da podridão que só não foi expurgada porque adotou-se a solução mais curta e fácil: o impeachment do Collor. O resultado é que ela graça até hoje, assumindo, nas CPIs, dimensões cada vez maiores. Não foi isso. Fui eleitor do Lula, apesar de não ter votado no Pimentel, em protesto à política desse almofadinha pseudo-operário. Ainda torço por ele, pois, se o Lula cair como caiu o Collor, a crise poderá assumir proporções avassaladoras para nós e nada se apurará. Quanto ao Pimentel e seus asteclas... Evidentemente que não creio na inocência de Lula, tampouco no discurso da oposição. O PSDB e o PFL venderam as empresas brasileiras a preço de banana, com aquelas privatizações fraudulentas, e roubaram tanto dinheiro quanto o PT nos usurpou dos cofres públicos para comprar partidos, sindicatos, ongs, deputados e senadores.
Mas esses governos são o espelho daquilo que seu povo faz. A nossa tolerância e certa cumplicidade permitem que essa corrupção se perpetue. É a versão, em larga escala, dos pequenos delitos que cometemos para nos safar das políticas de um sistema que nos impõe um trabalho servil e altíssimas taxas e impostos goela abaixo, sem nenhuma contrapartida. É mais fácil burlar o fisco, explorar o empregado e enganar o cliente que se organizar em grupos de pessoas e entidades para enfrentar e deter o voraz apetite do governo e seus corruptores. Os governos assumem o poder no Brasil como se nós os tivéssemos passado um cheque assinado e em branco. É como se fossemos todos inadimplentes, sem qualidade moral de cobrar um governo minimamente decente. Mesmo que a corrupção no nível governamental é muito pior e mais deletério do que aquilo que tentamos fazer para nos defender, há um paralelo e uma gênese semelhante entre esses escândalos e nossos pequenos delitos. Nós, de certa forma, os encorajamos a serem assim, pois participamos muito pouco (por questões culturais ou pela tremenda desigualdade social) das decisões políticas. Já reparou nas desculpas que a gangue do Valerinho usa para diminuir sua responsabilidade nos atos praticados? Seria a mesma que apresentamos quando somos pegos? Pois é, eles também foram seduzidos a se aproveitar das brechas do sistema.

‑ Não, não sou eu que compro um atestado médico – para justificar minhas faltas ‑ é o sistema que explora meu trabalho e me paga mal.

Afinal, é mais fácil não participar de um movimento reivindicatório que enganar a comunidade escolar, cujos pais quase nunca vão à escola para verificar como estamos educando seus filhos. Os gestores, então, só aparecem para “pentelhar”, reproduzir a farsa plural; nunca para incentivar ou premiar alguma iniciativa singular.
Deve ser mais fácil assumir um cargo comissionado para ganhar melhor e deixar as salas de aula (que me atormentam) e passar a atormentar os professores, nossos colegas, com medidas que os obrigam a resolver aquilo que não sabemos a solução. É mais fácil me calar, não correr o risco de cometer erros gramaticais, impropriedades, incoerências ou enganos, que ter de me corrigir ou correr o risco de me indispor com o poder, o patrão, os colegas. É preferível deixar de me expressar, que aprender, duramente, a pensar, discutir, escrever sobre os problemas que me atormentam, enfrentá-los e tentar pressionar de alguma forma para que possamos corrigi-los.
Esse é o maldito jeitinho brasileiro, que nos contamina a todos, e que nos faz condescendentes com as mentiras e a alienação das nossas Renildas. Queremos até a premiá-las. É, por outro lado, esse mesmo jeitinho judaico-cristão que entrega a nossa vida a Deus e o dízimo às cuecas dos fariseus. É essa mesma tradição bíblica que preferiu ocultar o papel ativo de Madalena, considerando seu evangelho um texto apócrifo e a confundiu, oportunamente, com uma prostituta arrependida.

Não conheço a organização do PT, mas parece que esse partido sofre do mesmo mal de que padecemos. Essa lama tem seus sintomas na própria forma com que o PT lida com os problemas da escola em BH. É um reflexo da forma como seus militantes, ao assumirem os cargos de comando, agem conosco: ou tentam nos cooptar, para que fechemos a boca diante daquilo com o qual não concordamos ou nos impõem toda uma série de provações e humilhações. Desqualificam e ignoram as entidades que nos representam legitimamente e criam outros fóruns ilegítimos, prática comum no Estado Novo e na Ditadura Militar. É essa forma tirana de governar, adoçada pela pílula Geisel, de uma democracia relativa, que faz com que tantos problemas, como os que as nossas escolas enfrentam, não sejam veiculados, ouvidos, nem discutidos e, portanto, não tenham uma solução. Por essa razão que os petistas na PBH fazem de conta que estão procurando resolver aquilo que eles são incapazes de entender. Basta ver o quanto eles gastam com eleição e propaganda.
Eu torço para que essa crise se aprofunde, mas que não chegue num impeachment do Lula (como a vaidade e o desejo de vingança da Heloisa Helena quer transparecer ), pois isso instauraria novamente a farsa. Não sei se foi Max que disse a Hegel ou o contrário sobre esse fato. Não me lembro. Eles, porém, tinham razão. É preciso que vivamos a nossa tragédia, agora, ainda que, dessa vez, após a farsa, e, talvez, poderemos correr o risco de limpar um pouco da lama nas cuecas sujas que tacamos no fundo falso das malas de nossas almas. Quem sabe, assim, poderemos pavimentar nossas rodovias democráticas esburacadas (com dois palmos de asfalto, de verdade) para que candidatos decentes, de espírito público, possam percorrê-las numa disputa equilibrada pelo pódio do poder. Que, uma vez, ali, nos banhem de autêntico champanhe de verdadeira realização, fruto de um efetivo interesse público. Que venham substituir esses políticos, que, na sua pseudo-trajetória pública, tentam nos afastar, com balas, canhões d’água, corrupção, ameaças, promessas vãs e falsas, truculência e arrogância, da vida política.
A maioria dos nossos representantes, como a grande parte do nosso povo, e, ao que parece, todos os partidos, incluindo o PT, são feitos de pessoas que não se penitenciaram suficientemente, não caminharam descalços na Via Sacra da democrática que propõe uma reflexão mais aprofundada dos problemas que enfrentamos. É preciso incluí-los nessa maratona para que não a deixem, quando no poder, ficando à sua margem. Se não se faz isso, não se pode ter uma visão mais clara dos problemas. Uma visão que seja menos doentia e acomodada que as primárias, pobres e podres ideologias ou, por outro lado, que as estúpidas lógicas, arrogantes e auto-suficientes motivações mercadológicas. Só assim, nos mobilizando e participando das discussões sobre assuntos de interesse público, que obteremos pessoas que saberão tratar da vida pública e ocupar um cargo público sem fazer dele, sua privada.
Por falar nisso, é bom já ir pensando as qualidades do candidato em que votaremos no próximo ano. Quem se aproxima melhor dessas qualidades? Não acredito em voto nulo. Temos que votar contra os que estão nos roubando ou estaremos concordando com que levem nossos filhos e famílias para a morte, para um mundo alienado e para a mediocridade, como os trabalhistas da Inglaterra estão fazendo. Estão destruindo sua bela democracia e acabando com os direitos civis para encobrir o erro, a estupidez que foi participar da mentira que justificou a guerra contra o Iraque. É sempre assim, os extremos se tocam, a guerra contra o terror é feita para alimentar o terror, que, por sua vez, justifica essa guerra. Na versão ‘brasilis’, é a luta contra a corrupção que justifica a chegada ao poder de incorruptos incapazes, que, para chegar ao poder, se corrompem, o que realimenta a busca vã por mais aventureiros incorruptos. É preciso sair desses sofismas discursivos e construir uma nação que participe e fiscalize, efetivamente, os governos ou sempre teremos de colocar santos, ditadores, salvadores da pátria no poder. Esses nada farão, a não ser, descobrirem que são humanos e corruptíveis.

É preciso que o PT reflita e mude essa prática trabalhista antidemocrática e que nós também mudemos a nossa prática, para permitir que venha, à tona, alternativas de poder melhores que os governos e a oposição vêm nos apresentando.
“Triste não é um país que possui corruptos, triste é um país que precise deles”, e, sinceramente, não precisamos mais deles. Nossa democracia não é sólida, mas não é verdade que “tudo que é sólido se desmancha no ar”? Se não começarmos a participar, estaremos eternamente condenados, como revela a letra de Chico Science (leia clicando aqui), a esse estado de insolvência, de caos, de paralisia, de falência, de metástase e pânico, de uma nação que não é Zumbi, mas de zumbis.

sexta-feira, julho 29, 2005

cerca pimentel (Clica aqui!)

VAMOS BRINCAR DE CERCA E QUEIMA PIMENTEL? (pra não repetir foi redirecionado)

quinta-feira, julho 28, 2005

DESABAFO DE ÍNDIO PRETO

Já se escreveu de tudo ou de quase tudo neste espaço virtual de debate e reflexão. Pessoalmente estou cansado de escrever e de gritar, para Deus e o mundo, sobre os desmandos de Pimentel e Cia.

Prometi a mim mesmo que não ia mais escrever, que ia entrar em uma fase de alienação. Que iria me dedicar simplesmente ao meu TCC (trabalho de conclusão de curso), à minha família e só...

Algo que ouvi em um tradicional aglomerado urbano de BH, de um líder comunitário daqueles a moda antiga, vindo do interior, operário aposentado e militante de esquerda, me fez “tomar da pena’’ para parturir novo texto:

“Nosso erro foi ter nossos companheiros no governo....nos cargos da PBH...gente antes de luta agora não quer mais andar de ônibus e foge do povo, foge da gente...a prefeitura está ALICIANDO o movimento popular... acabou com a FAMOB (*Antiga Federação de Vilas e Favelas), com a FAMEMG (*Federação Mineira de Moradores de Vilas e favelas) e com a UTP (*União dos Trabalhadores da Periferia)...um é gerente de OP, outro é porteiro de regional , ou agente comunitário de saúde, outro arranjou emprego pro filho, pra parente...” .

Em outros textos aqui neste espaço, denuncia-se também o aliciamento de parcela do movimento estudantil para bloquear a luta dos estudantes pelo passe-livre e a cooptação de ex-críticos da escola plural e ex-sindicalistas pela PBH para cargos de gerência. Tudo isto tem objetivo parecido: anular a luta da classe trabalhadora e recrutar mão de obra “ideologicamente qualificada” e nem tanto para o campo do governo.

O sistema funciona da seguinte forma: para os deputados, mensalão ou mesadão; para os pobres, bolsa escola, bolsa família, bolsa moradia; para os ex-críticos, ex-sindicalistas, cargos na PBH, de maior ou menor valor, de acordo com a fome ou voracidade do freguês. Alguns ganham de quebra 59% de reajuste e 14 salários. Instaura-se assim, como alguém escreveu, a política eleitoral auto-sustentável, que independe de eleições livres. Adeus democracia (que coisa mais antiga) bye bye República.

Esta dupla função do peleguismo brasileiro (tirar alguém do grupo adversário e leva-lo para o governo) me faz lembrar dos indígenas que serviam de guias para a cavalaria norte americana estadunidense nas guerras índias e durante boa parte do processo de colonização da América e do conseqüente massacre aqui praticado durante os séculos de dominação branca e européia.

O pobre pele-vermelha, esquecia sua origem e sua história, trocava a cultura, os amigos, seu povo, sua religião, por um punhal novo, uma faca, um paletó a moda dos “casacos azuis” de Custer. Mas a semelhança com os brancos terminava por aí: na hora da refeição ele ficava longe, debaixo de uma árvore roendo as partes duras de uma caça – e nunca tomava do bom vinho ou do uísque dos caras pálidas. Nas noites de insônia, pensava em quê? Se dormia, com o que sonhava o renegado, o não índio e não branco?

Lembram-se dos filmes de Wester de nossa adolescência/infância? Quantos de nós torciam pela cavalaria (inclusive eu).... agora que, creio, alcançamos certa maturidade, dá raiva ver, mesmo na tela da TV ou do cinema, o massacre dos pobres pelos ricos, dos índios pelos brancos, dos esfaimados pelos saciados e dos desapropriados pelos desapropriadores.

Raiva também é o que sentimos ao ver nossos ex-companheiros vestidos de “casacas azuis” com suas facas novas na cintura e assumindo postura e discurso de General. A defesa dos 59% de reajuste ainda não é feita em público, nem a dos 14 salários para o primeiro escalão. Disto eles ainda têm vergonha. È coisa feia, fede a mensalão e cuecas mal lavadas. Mas não se vexam de levantar a sua espada imaginária e defender aulas a todo custo e a não dispensa de alunos, como se nós trabalhadores defendêssemos o contrário. Falam de qualidade e tentam passar a idéia de que nós não a queremos, nem a defendemos...

Defendem também a negociação permanente e o diálogo eterno, conversa de doido com bêbado, sem pé nem cabeça, arremedo de democracia, onde o Casaverde e o Nogueira falam e todos devem, mais que concordar, aplaudir. Afinal, onde já se viu, querer sacrificar os serviços ao povo pobre da cidade por simples reajustes salariais?

Enquanto tentam sobreviver em seus cargos, continuam se achando não trabalhadores, mas gerentes, raça superior, iluminados e guias da educação: eles e elas saberiam o caminho, nós não. Fizeram seminários, congressos, cursos, discursos e aprenderam. Escreveram e leram os cadernos 1,2,3,e o 1000 e sei lá mais qual caderno da escola plural. Nós ainda não. Resta então a eles e elas, nos guiarem. É óbvio.

E resta-nos, além da raiva surda, esperar, que os enxotados guias índios, retornem. Os hoje G1, G2, G3, assessores, vereadores, deputados, serão enxotados do governo e de seus postos um dia, não duvidem. Lutemos agora, mas amolemos também nossas facas para escalpelá-los, um a um, quando for a hora, hora certa....hora da raiva...raiva de índio, de pobre, de negro fugido, que terá enfim sua vingança....

Professor Geraldinho Nyassunu
-direto da senzala-

* não lembrei o que significam as siglas, por isto tentei explicar o seu sentido.



Para meus irmãos, Roberto Kabongo Melquíades (Cadê você, cara?) e Marcelo Agostinho de Souza, com quem aprendi a problematizar o "real".

sábado, julho 23, 2005

Levantamentos e estudos do Prof. Klauss desmitificam propaganda da PBH (Clica aqui)

sexta-feira, julho 22, 2005

Veja a lista atualizada dos saques milionários

Mais gente ligada ao governo e ao PT aparece entre os que sacaram dinheiro das contas do operador do mensalão

A lista de nomes e os valores sacados, na boca do caixa, das contas de Marcos Valério no Banco Rural, não param de crescer. Até o momento (quinta, 21 de julho) há 46 nomes de pessoas que sacaram mais de R$ 30 milhões, mas o final desta história é imprevisível, já que, apenas em uma nova conta, descoberta na quarta-feira, circularam outros R$ 92 milhões.

A maioria dos sacadores tem algum vínculo com a estrutura interna ou parlamentar do PT, de seus partidos aliados. Mas também já sobraram alguns ``trocados`` para gente de Ministérios (como o da Cultura, do cantor Gilberto Gil) e a agência de Duda Mendonça. Já estão chegando no prefeito Pimentel, apesar de toda a blindagem. Conheça alguns dos envolvidos no esquema de corrupção:

Simone Reis
Gerente Financeira SMPB,
agência de Marcos Valério
R$ 6,145 milhões

Davi Rodrigues Alves
Policial civil mineiro que afirma
ter sido pago para fazer os saques
R$ 4,9 milhões

Roberto Costa Pinto
Foi secretário do Ministério da
Cultura e assessor especial de Gilberto
Gil. Demitido recentemente por suspeita de
corrupção.
R$ 1,05 milhão

João Cláudio Genu
Chefe de Gabinete de José
Jatene, líder do PP na Cãmara.
R$ 1,15 milhão

Jacinto Lamas
Ex-tesoureiro do PL
R$ 1,30 milhão

Marcos Valério de Souza
Publicitário, dono da SMPB, apontado
como principal operador do ``mensalão``
R$ 1,27 milhão

Júlio Cesar Marques
Trabalha no setor administrativo da
DNA, empresa de Marcos Valério
R$ 900 mil

José Luis Alves
Filiado ao PL. Secretário de governo
de Uberaba. Foi chefe de gabinete do ex-
ministro dos Transportes Adauto Anderson.
R$ 480 mil

Eliane Alves Lopes
Representante da SMPB em Brasília
R$ 480 mil

Anita Leocádia
Assessora do deputado Paulo Rocha, líder,
até 20 de julho, do PT na Câmara.
R$ 470 mil

Luiz E. Ferreira da Silva
Contínuo do Previ (o fundo de
Pensão do Banco do Brasil), que
Sacado a mando ex-diretor do
Banco do Brasil, Henrique Pizzolatto
R$ 326 mil

Jair dos Santos
Ex-motorista de José Carlos
Martinez, ex-presidente do PTB
R$ 300 mil

Gilberto Mansur
Jornalista e publicitário que alertou
Marcos Valério sobre reportagem da revista
``IstoÉ Dinheiro``
R$ 300 mil

Rodrigo Barroso Fernandes
Braço direito do prefeitos petista
de Belo Horizonte Fernando Pimentel e Secretário Municipal
da Cultura
R$ 274 mil

Benoni Nascimento Moura
Dona da Bonar Corretora, onde a filha
de Janene, líder do PP, teria trabalhado
R$ 255 mil

Zilmar Fernandes da Silveira
Sócia do publicitário Duda Mendonça
R$ 250 mil

Paulo Menegucci
Foi secretário-executivo do
Ministério das Comunicações, no
governo FHC, e diretor dos Correios,
no governo Lula.
R$ 205 mil

Bispo Rodrigues
Deputado do PL-RJ, com
vínculos com a Universal
R$ 150 mil

Josias Gomes
Deputado Federal e Presidente do PT da Bahia
R$ 100 mil

Raimundo Ferreira da Silva Júnior
Assessor do escritório nacional do PT
em Brasília e ex-assessor de Paulo Delgado (PT-MG)
R$ 100 mil

Vilmar Lacerda
Presidente do diretório regional do
PT no Distrito Federal
R$ 100 mil

Simone Reis
Mulher do deputado petista
João Paulo Cunha
R$ 50 mil
Carta aberta à esquerda da CUT

A CUT Morreu. Vida Longa à Luta dos Trabalhadores!

O presidente da CUT, Luiz Marinho, acaba de assumir o Ministério do Trabalho. Institucionaliza-se assim o atrelamento político da CUT ao governo, num momento em que Lula precisa especialmente de apoio, já que se encontra acuado por graves denuncias de corrupção que atingem seu governo e o seu partido, o PT.

O gesto do presidente da CUT coincide com o anuncio do apoio do governo à proposta do deputado Delfim Neto - o chamado “Déficit Zero” - ou seja, de um aperto ainda maior no ajuste de caráter neoliberal já promovido no país. Não se pretendeu, portanto, reforçar qualquer idéia de mudança nas atuais políticas econômicas, desmoralizando de vez a pretensa defesa de mudanças nestas políticas presente na retórica da Central.

A integração da CUT ao governo responde, pura e simplesmente, à decisão da Central de apoiar o governo, um apoio tanto maior e mais explicito quanto maior é a crise e o grau de questionamento a que este governo estiver submetido.

Não é razoável, então, acreditar que seja possível lutar contra este governo (e suas políticas econômicas, sua reforma sindical/trabalhista, etc) sem lutar contra a própria CUT. Por outro lado, o resultado da última Plenária Nacional da Central tratou de demonstrar, mais uma vez, que a possibilidade de uma mudança “por dentro” na Central é nula, não existe.

O que se coloca hoje, é a necessidade de construirmos uma alternativa, uma nova ferramenta para as lutas dos trabalhadores, para defender seus direitos e interesses imediatos e históricos. A construção desta alternativa, por sua vez, deve se dar conjuntamente com o impulsionamento da mobilização social: pelo atendimento das reivindicações dos trabalhadores em luta, contra a corrupção, contra as reformas neoliberais e as políticas econômicas do governo Lula e do FMI.

Dia 17 de agosto realizaremos uma grande manifestação em Brasília levantando estas bandeiras. E acontece, neste dia 20 de julho, reunião para a qual foram convidados todos os setores que quiserem somar forças à sua construção e participarem da coordenação dessa mobilização. Independentemente de a iniciativa de convocar a manifestação ter partido das entidades que compõem a CONLUTAS, a responsabilidade por impulsionar esta luta é de todos os setores que mantém o compromisso com os trabalhadores.

Não há, portanto, nenhuma justificativa para que não se unifiquem os esforços da esquerda para fortalecermos o processo de mobilização dos trabalhadores.

Pó outro lado, desde o início do ano passado, está em curso esforços no sentido da construção de uma alternativa para as lutas dos trabalhadores, classista, democrática, plural do ponto de vista político e pela base. Organizações sindicais e movimentos sociais de todo o país constituíram a Coordenação Nacional da Lutas – CONLUTAS - e, através de inúmeros debates, seminários, encontros estaduais e nacionais vêm debatendo esse assunto, num processo democrático, plural, buscando integrar a base na discussão.

No dia 18 de agosto acontece o segundo Encontro Nacional da CONLUTAS, aberto a toda entidade ou movimento social que queira participar. Na pauta, a convocação de um congresso nacional de trabalhadores para o próximo ano. Um congresso democrático, com delegados eleitos na base, aberto a participação de todas as organizações sindicais e movimentos sociais que queiram construir uma alternativa para a luta dos trabalhadores brasileiros.

No interior da esquerda brasileira existem diversas visões acerca da situação e das perspectivas das lutas dos trabalhadores. No interior da CONLUTAS já se encontram várias dessas visões, outras ainda não. Por isso mesmo o processo é aberto, plural, para que se possa unir a todos. O “novo” que queremos construir terá mais capacidade de unir os trabalhadores nas suas lutas, quanto mais representativo for das diferentes opiniões existentes na esquerda brasileira e na classe trabalhadora.

Mais uma vez, não há nenhuma justificativa para que não se somem todas as forças da esquerda brasileira para a construção dessa alternativa.

É por estas razões que, de novo, nos dirigimos aos valorosos companheiros(as) que ainda permanecem na CUT para fazer um chamado: É preciso virar de vez a página da CUT, romper com esta trava que busca bloquear o caminho das lutas dos trabalhadores.
Vamos somar nossas forças na construção de uma grande manifestação em Brasília, dia 17 de agosto!
Vamos somar nossas forças na construção de uma nova ferramenta para as lutas dos trabalhadores brasileiros!

São Paulo, 19 de julho de 2005
Zé Maria de Almeida (diretor da Federação Democrática dos Metalúrgicos de Minas Gerais, representa esta entidade na Coordenação Nacional da CONLUTAS)

terça-feira, julho 19, 2005

FASPA/MG
INDIGNAÇÃO

A sociedade brasileira assiste estarrecida aos acontecimentos sobre denúncias de corrupção que estão ocorrendo no Congresso Nacional e envolvendo partidos políticos, parlamentares, membros de governos a nível Federal, Estadual, Municipal e empresários. O partido governante no plano federal está no “olho do furacão”, o presidente se encontra enfraquecido, pois, se tornou refém do próprio partido. Dia após dia a lama engrossa e fica claro para a Nação a eleição fraudulenta, onde os gastos de campanha foram bem maiores que os apresentados ao TRE. Sabia, ou não sabia o sr. Presidente? Óbvio que sim. Quiseram o Poder a qualquer preço. E eis tal preço: aquele que se apresentou como “salvador da pátria”, defendendo uma conduta ilibada, cobrando fidelidade de seus correligionários, expulsando colegas por votarem contrários ao bloco partidário, impedindo o livre pensamento, discernimento e diversidade de opinião, agora, caída a máscara pode-se ver o que estava encoberto no “túmulo caiado” – “por fora bela viola, por dentro, pão bolorento”. Esses, que sobraram, terão moral para continuar expulsando? Esse tipo de expediente não “cola” mais. A dívida de milhões em que o pt se envolveu mostra toda essa canalha esperta tomando conta dos cargos executivos para comandar nossos destinos. Não aceitamos! Nós, povo é que devemos expulsa-los? Nossa Constituição é hoje uma “colcha de retalhos”, cheia de emendas, e não prevê casos de corrupção de cúpula executiva. A corrupção que ocorre hoje é muito mais grave que a ocorrida no tempo de PC Farias. O presidente sofreu impedimento. Por que não também agora? É preciso se pensar em Impedimento já! Punição já!
Óbvio, que no Congresso há uma boa parcela de bem-intencionadas e boas pessoas mas, a semente do mal já foi plantada há bastante tempo. Revolvida que está a poeira, na busca de interligações, há citações desde a era Collor. Em exemplos destas, a lama respinga em vetustos nomes que continuam no cenário político nacional. Para que a farsa de uma pseudodemocracia, onde muitos sustentam a poucos e que apesar dos altos salários e vantagens ainda se locupletam vorazes em negociatas às “ocultas”? Ocultas até agora, quando alguém, por motivos não se sabe bem quais, vêm a público para denunciar. Os denunciados querem provas. Mas, “colarinho branco” não passa recibo, não dá nota fiscal, sonega tributo e muito dificilmente deixa rastro. E é a essa quadrilha instalada no Poder maior da República que faz projetos e os aprova. Pensar que o que não foi votado no governo FHC, com Lula foi. Perversos, sem caráter, maquinam o mal. Diante das câmeras da CPI instalada distorcem fatos e a língua traiçoeira trama artimanhas. Alguns fazem caras de bons moços e até choram, cínicos, pois, toda a cúpula com ramificações em todo país, inclusive comparsas de outras siglas partidárias, participaram, se locupletaram, e se elegeram. Quem vai ter “peito” para anular todas as votações anteriores, aprovadas sob o peso da prata de Judas? Seriam esses os “300 picaretas” citados na campanha de 98? A cada dia surgem novos fatos de corrupção comprovando o famigerado “mensalão”. Políticos usam táticas de extorsão usadas por bandidos. Empresas privadas e estatais têm sido alvos preferidos. E os fundos de pensão enriquecendo grandes “estrelas” repentinamente?
Agora, o homem da cueca cheia de dólares mais mala preta cheia de reais. Esse “coitado” deve ser apenas uma “mula”. De onde veio e para onde ia tal dinheiro? Quem o teria mandado e para quem? Ligações com o presidente de partido político, parentesco!!! E pensar que nas últimas eleições para prefeito e vereadores “voaram” 20 milhões de reais para ajudar a dobradinha pt / ptb a emplacar seus candidatos. E pensar que “medidas ditas sociais” mas, que só prejudicam a massa do povo foram aprovadas. Não adiantou passeatas, comícios, ações na justiça, manifestação popular contra, a Previdência Social foi alterada e o aposentado tomou “ferro”. Enquanto isso, as “Georginas da vida” saem da cadeia, milionárias. Assim, também, assassinos confessos, sonegadores e bandidos têm saído livres e milionários. A legislação tem de ser aprimorada mas, quem as faz teme necessitar eventualmente delas, por isso continuam brandas e ineficazes como “trapo de imundícia”. Muito estranho quando Ministros do Supremo deixam a letra da lei e votam politicamente.
E pensar que as “caras pintadas” nada mais eram que “atores” convenientes para dar um cunho popular. E as malas pretas atravessaram, sórdidas. E muito voto foi comprado desde então, e comprado permanece.
Essa vitrine malsã reflete na marginalidade desocupada, minando a convivência social em cenário de violência e improbidades. Os honestos, fora de moda, assim como também outros costumes, se aprisionam com temor a espera de solução que não chega.
Não é só de comida que vive o povo, é sobretudo de dignidade. O presidente, nada mais é que o boneco de um ventríloquo. Quem o comanda é o partido desmascarado e corrupto. Mais de 50 milhões colocaram suas esperanças em um trabalhador. Mas as viagens continuam, como se nada estivesse acontecendo. Lá fora, enquanto degusta bons vinhos fala-se da fome que nunca é saciada. Nosso povo é trabalhador mas é pobre por causa da opressão salarial que lhe é impingido. É preciso lembrar-se dos desvalidos, daqueles que nunca chegarão a ser alunos... porque fenecem nas endemias, no raquitismo, no desamor de costumes pervertidos pela miséria das carências várias.
O prestígio do Poder é passageiro, enganoso e sempre cercado de bajulação. Preciso é voltar à memória às origens. Buscar nas bases o sentimento do povo, ouvir o que dizem e certamente assustará quando se ouvir: “nunca mais, PT nunca mais”. O tempo é inexorável e amanhã será tarde. Falta pouco para esta gestão de Governo e o Brasil ainda não foi passado a limpo. Não adianta cercar-se de adversários. Ressuscitar velhas múmias é tornar presente o passado que não se foi e só deixou dificuldades, recessão, inflação, desemprego e desesperanças. Onde está o Conselho da República? Batear da massa do povo novos nomes para recompor esse desgoverno. Abrir os olhos e enxergar além das siglas partidárias e encontrar valores. Onde estão as pessoas de bem desse país que não fecham a gruta do Ali-Babá?
Segundo a CEI – Comissão Especial de Investigação, divulgou em 1994, a remessa ilegal de dólares ao exterior é equivalente a 15% da dívida externa brasileira. Esse dinheiro, resultado de negócios do narcotráfico, jogo do bicho, tráfico de armas, sobras de campanhas eleitorais dentre outras, saem do país através de instituições financeiras oficiais e fantasmas e vai parar em paraísos fiscais. Também, apontou a CEI um superesquema de corrupção no país. Cita dentre os envolvidos neste superesquema de corrupção no Executivo, de empresários a funcionários e dirigentes de órgãos públicos. Dentre alguns citados e envolvidos: Ministério do Bem Estar Social, Transportes e suas Estatais, Educação, Integração Regional, Saúde, DNOCS – Departamento Nacional de Obras Contra a Seca. Esse “dossiê” apelidado o “livro branco da corrupção” pretendia ser um manual para o governo FHC sobre os caminhos das irregularidades envolvendo funcionários públicos, empresas e órgãos do Executivo. Este livro foi entregue por Itamar Franco a FHC no dia de sua posse. No dia seguinte, este mandou queima-lo!!!
O que se fez da CPI do BANESTADO? E as nossas Estatais que foram dadas de “grila” pelo governo que ainda “emprestou dinheiro para serem compradas”? E o consorcio Tele Norte Leste, montado por Jereissati com dinheiro de fundos de pensão, durante a privatização do sistema Telebrás/98? Isto constou de denuncias de ACM – PFL-BA. E os fortes indícios de irregularidades graves encontradas pelo TCU e encaminhados ao Congresso, com superfaturamento e falhas em licitação em 166 obras do governo federal em 2002?. Isto fez parte do “Avança Brasil”. E o nepotismo, virou festa de família. E as oito ações contra Palocci no STF? Tudo isso e muito mais, viraram Pizza?!
Enquanto isto acontece, mais de 17 milhões de pessoas acima de 15 anos não sabem ler nem escrever. Ainda, os analfabetos funcionais chegam a 65 milhões de pessoas que não conseguem compreender o que lêem ou escrevem, equivalendo ao percentual assombroso aproximado de 37% da população. Assim, não vão entender toda essa canalhice ramificada como metástase nos organismos públicos. A falta de qualidade da educação oferecida pelos governos, as desvalorizações rotineiras do educador que há anos sofre de opressão salariais continuam como uma das causas dessa doença crônica chamada analfabetismo.
Enquanto isto, o governo prepara “pacote” com brechas para a privatização das universidades públicas (com apoio das caras pintadas – que não são índios). O.analfabetismo não é só das letras. O analfabetismo digital também exclui perto de 90% da população brasileira. Querem manter nosso povo na ignorância porque, para muitos corruptos é mais conveniente. E os excluídos sofrem sem saber por que, sem compreender os desvios, as ações marotas nas épocas de campanhas eleitorais, iludindo eleitores de boa fé. Não aceitamos que nosso Brasil seja o país do faz de conta!
Muito estranha foi a licitação, agora, em junho, pelo Planalto, de compra de 60 malas tipo 007. Para que e para quem seriam? Coincidência? Para que tanta mala preta? E as Fundações petistas, não vão ser investigadas? As empresas de comunicação em foco (smpb, dna e outras que “ganharam” licitações bilionárias do governo, nem sempre cumpriram a comunicação devida. Programas, ditos sociais do governo federal como os “pró” – infantil, conselho, jovem e outros nem foram divulgados. E, pelo Brasil a fora, ninguém sabe, ninguém viu. E então? Publicidade que não houve e foi regiamente paga. Enquanto isso, o governo produz revistas vistosas mas sem conteúdo, fantasia dados e remete às entidades comunitárias tentando impressionar os incautos.
Agora, a mega operação “Narciso” da PF – Policia Federal, deixou claro, não o zelo pela fiscalização, que deve ser rotineira mas, tirar o foco da mídia dos depoimentos da CPI dos Correios para empresários sonegadores. A lama está sim, em vários setores da vida brasileira que está virando um caso de polícia. Com tanta roubalheira, onde está a investigação nas contas de governos quando subtraem, intocáveis, verbas da merenda escolar? Milhões, destinados à merenda deixaram de chegar aos escolares. Denúncias houve, até “dossiês” chegaram ao TCU e a própria Controladoria da União. Então, parou. Parou, por quê? – Convênio com o governo de Estado... Nada foi feito de 2001 até agora. Depois, fala-se em acabar com a fome...
Muito fácil é se falar em fome dos outros enquanto se degusta bons vinhos no estrangeiro. É fácil falar de cortes nos gastos públicos enquanto seu partido se locupleta com o economizado!!! Só falta o que aqui governa dizer como a rainha Antonieta, da França: “se não tem pão, comam bolos”. E pensar que ainda foi aplaudido na Praça da Bastilha, é demais.
Conclusão: Queremos a apuração e punição para corruptos e corruptores.
A corrupção do “mensalão” para compra de votos, significa que os projetos votados e aprovados beneficiaram financiados e financiadores do esquema corrompido. Urge rever as “reformas”, principalmente a da Previdência. Isto facilitou o enriquecimento da seguridade privada. Queremos a anulação de todas as votações de leis obtidas sob o peso do “mensalão” e outras propinas. Queremos também a expropriação de todo o dinheiro ilícito para o Estado. Queremos a investigação de pessoas envolvidas e seus familiares que enriqueceram rápido e com recursos fraudulentos. Queremos a anulação das eleições de 2002. Queremos o Impedimento do dirigente da República, já!
Realmente, o Brasil não merece essa infestação de corriolas.

Ai dos que decretam leis injustas e dos que escrevem perversidades, para prejudicarem os pobres em juízo e para arrebatarem o direito dos aflitos do meu povo; para despojarem as viúvas e para roubarem os órfãos! Isaías : 10; 1

(documento Institucional)

UTILIDADE PÚBLICA ESTADUAL Nº 13.238 – Tel: 3441 72 65 – Rua Irlanda, 39 – Itapoá – BH/MGCEP: 31 710-010 - E-mail: faspa.mg@terra.com.br

Endereço do Pimentel - novidades

Endereço do Pimentel
A quem interessar possa:
O prefeito Fernando Damata Pimentel continua morando na rua Marquês de Maricá 454, Cidade Jardim.

Aguardem: Dentro em breve, os endereços, horários e telefones da Pilar, do Casaverde, do Fernando Nogueira, da turma da mamadeira quase toda.

quinta-feira, julho 14, 2005

CARGOS COMISSIONADOS OU DE(S)CONFIANÇA

ATENÇÃO TURMA DE CONFIANÇA,

ESTAMOS COM SAUDADES DE VOCES NAS SALAS DE AULAS E NAS PASSEATAS POR UMA ESCOLA MELHOR E POR SALÁRIOS DIGNOS.

SÓ POR ISTO, E POR NADA MAIS, FAREMOS MUITA FORÇA NAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES PARA QUE FERNANDO MAMATA E SUA TURMA NÃO SE ELEJA PARA NADA. ASSIM VOCES PODERÃO SENTIR TAMBÉM A ALEGRIA CONTAGIANTE DAS SALAS DOS PROFESSORES, A ENERGIA EXUBERANTE QUE VEM DOS ALUNOS FELIZES DA ESCOLA PLURAL E A GRATIDÃO NOS OLHOS DOS PAIS POR FINALMENTE TEREM UMA ESCOLA LINDA E INCLUSIVA PARA SEUS FILHOS.

VOCÊS PLANTARAM: É JUSTO QUE COLHAM OS FRUTOS.
DO FUNDO DE MEU CORAÇÃO. OBRIGADO POOOOOOOOOOOOORRRRRRRRRRRR TUUUUUUUUUUUDOOOOOOOOOOO!!!!!!

quarta-feira, julho 06, 2005

Base de apoio do prefeito está envergonhada

Base de apoio do prefeito está envergonhada
Li no Estado de Minas de 05/07/05: a base de apoio do prefeito na Câmara está envergonhada. Arnaldo Godoy, Neusa Santos e Carlão, particularmente. Mas não é com nada em BH. É com a situação em Brasília e com as denúncias que continuam vazando por todos os poros do artista Roberto Jéfersom.

Graças a Deus, parece que não há nada para se envergonhar por acá. Senão vejamos: o Diário Oficial do Município, em 28/06/05, anuncia um gasto de 15,5 milhões pelo gabinete de Pimentel. Isto em dois meses.

Despesas de gabinete são do tipo essenciais: viajar em plena greve de professores e servir vinho e castanhas de caju na (re)inauguração da igrejinha da pampulha (que durou um ano e custou 1,8 milhão), por exemplo.

Se a castanha de caju custasse 15 reais o quilo e o vinho 20 reais a garrafa, com 15,5 milhoes, Pimentel poderia literalmente ter se afogado numa piscina de vinho barato ou ficado soterrado (ou socajuzado?) numa avalanche daquela "olinácea" (falei certo?).

Eu posso provar, tolinho: o valor gasto pelo gabinete no bimestre daria para comprar 775 mil garrafas de 700 ml de vinho (542.500 litros de vinho) ou 1 milhão e 33 mil quilos de castanha. Se todos os 2004 ocupantes de cargos de confiança de Pimentel só comessem castanhas e só bebessem vinho público municipal até que teria uma certa lógica....

Poderíamos pensar em fins menos nobres para os recursos públicos (educação, saúde, moradia popular), mas temo ser tachado de radical ou populista...

Voltando a base de apoio do prefeito: eles realmente não têm de que se envergonhar por aqui...Graças a Deus:os salários dos trabalhadores estão uma maravilha; os meninos de rua não existem mais (Célio de Castro acabou com o problema em seis meses); as obras do Orçamento Participativo estão todas realizadas e inauguradas; as escolas estão todas com professores e bem bonitas, com qualidade e materialidade, com espaços esportivos e sem violência; os centros de saúde são referências sanitárias a la Habana; por aqui não existe propina de empreiteiro e nem mensalão; por aqui não se joga dinheiro fora com propaganda. E os vereadores, do mais alto nível de politização e humanismo, ganham pouco e trabalham muito. Quer mais?

Realmente em BH o sol está em todo lugar e é para todos. A sombra? Bom, isto é outra conversa...

Prof. Geraldinho
IMACO - terceiro turno

segunda-feira, julho 04, 2005

O Rei Pelado

O Rei Pelado



Há rumores na cidade. Dizem, por aí, que no Reino do Pepinel, a mais alta Corte está todo mobilizada, ainda bestificada com os ventos tempestuosos e avassaladores que sopram do grande planalto central. O alto escalão e os puxa-sacos de plantão recorrem às mandingas, rezas bravas e patuás. Os barões, os fidalgos e os reinóis convocam os profetas, os sacerdotes e os visionários; abrem as gavetas, procuram pelos armários, eliminam documentos que possam incriminá-los. Acendem uma vela e fazem muita oração, queimam os arquivos, com o fósforo na mão. Rezam de noite e rezam de dia, que é para ver se espantam a tal profecia que desvenda o mistério. Todo cuidado é pouco, para não abalar o Império, ainda mais que agora, sopra o furacão Valério. A nobreza palaciana se assanha, e de cabelo em pé, "Será que a plebe descobre, de onde vem o capilé"? Por sobre os pilares de pedra, os neomortais com trajes do Olimpo, contemplam do alto, dos mais belos horizontes, o peso da lama que gruda no salto dos seus sapatos. Dançam para os xamãs, rogam pelos orixás, requisitam as boas fadas e até as bruxas más. É para ver se espanta os tremores e os vendavais, que fazem a besta nova, vislumbrar seus dias finais. O pânico amarela os de sangue azul. O reino se abala de norte a sul. Uns se afogam no atoleiro -gritando ser praga do tesoureiro. E o povo, convulsionado, com a força dos furacões, desmontará o castelo, tijolo por tijolo, coluna por coluna, pilar por pilar. Em marcha, os súditos avançarão para destronar o engodo e a falácia. Desvestir o rei. Arrancar-lhe suas pérolas, e o manto de pena de tucano. Negar aos corsários, o voto nos próximos anos. No reino do Pepinel, o povo já descobriu de onde vem o brilho do anel. É ouro de muitos quilates. Os trajes, os adornos são dos mais luxuosos e caros alfaiates. O trono, de madeira rara, retirada dos tronos de outros ditadores do passado. A coroa, cravejada de pedras preciosas, paga a conta de muitas propagandas enganosas. Dos baús, seguramente guardados, serão arrancados os lacres, e os segredos espúrios, enfim, estarão revelados. E não mais adiantará o rei, fazer jeito de mal, pois após o furacão, ficará só sua cara de pau.

Por que sair do Sind-UTE Estadual

Enumero aqui algumas razões para sairmos do sind-UTE e criarmos um sindicato da RME:

1)Não teremos que pagar "royaltes" para usar a marca de outra entidade. Não somos franqueados, somos um sindicato. De quebra não teremos que bancar as viagens, o celular, as refeições e o hotel de quem não nos representa verdadeiramente.

2)Somos uma categoria respeitada, com milhares de sindicalizados, mas que hoje não tem o respeito da entidade matriz. Não somos ouvidos, não somos sequer mencionados na imprensa do sindicato mãe (mãe de quem?).

3)Teremos verdadeira autonomia (financeira, política, administrativa). Nosso nariz é nosso e podemos fazer o que quiser com ele (mesmo que seja quebrá-lo).

4)Hoje o sind-UTE tem jornal, sede própria e site na Web. Nada disto está a serviço de nossas lutas em BH. Para a diretoria estadual, o mapa de Minas tem um buraco onde deveria estar escrito BH (leia-se RME BH).

5) Poderemos economizar alguns milhares de reais por mês e utiliza-los em nossas lutas. Ou em nossas cervejas.

6) O sind-UTE estadual tem se pautado pela crítica veemente ao governo Aécio. Estou de pleno acordo com esta estratégia. O que não podemos esquecer é que Contagem e BH (e outras cidades) também existem e que nestas cidades as administrações (petistas e outras) têm ferido direitos e dado combate as lutas dos trabalhadores e trabalhadoras da educação. Por que dois pesos e duas medidas?

7) A unidade dos trabalhadores (tão defendida no discurso)permanecerá na pauta do dia cada vez que nos encontrarmos para lutarmos juntos em defesa da classe trabalhadora e de nossos direitos. O que não podemos é deixar um cheque em branco para quem quer que seja falar em nosso nome e até para apoiar nossos adversários. Lembrem-se de alguns membros do Sind-UTE apoiando publicamente Pimentel e seus asseclas quando a maioria da nossa subsede tinha convicação de que o governo Pimentel é um desserviço a BH.

8) Não apoiamos o pagamento da dívida externa (viu, Hilário!?!)e tantas outras políticas praticadas e/ou defendidas pela gestão estadual (ex: monopólio de informações e de recursos e perpetuação no poder).

9)A RME tem especificidades e uma dinâmica própria, que só um sindicato mais centrado pode acompnhar mais de perto, com mais eficácia e agilidade. Traduzindo: quem nos conhece mais que nós mesmos? "Quem sabe de nóis é nóis"!!!

10) Sugestão de nomes: Sind-REDE, SINREDE, SinredeBH, Sindirede-BH. Ou simplesmente, "A REDE". (sei que ainda é cedo para falar de nomes antes de termos discutido formato, conteúdo, mas é só para estimular).

O que fazer com os recursos da subesede BH, se deliberarmos pela saída do Sind-UTE:

a) podemos dividir, entre os filiados, bolsas de estudo (de pós-graduação e outras, integrais ou parciais).
b) podemos comprar uma cesta de alimentos para cada filiado.
c) Podemos gastar até o último centavo em propaganda do tipo "você sabia?" para esclarecer a população de BH sobre quem é Pimentel e quem está com ele.

Você tem alguma contribuição a este debate? Gostou? Não gostou? Escreva e vamos enriquecer a discussão. Um abraço.

Prof. Geraldinho
IMACO - terceiro turno.

sábado, julho 02, 2005

Escola Municipal Dom Orione mantém e reafirma a necessidade da Reunião Pedagógica!

A EMDO decidiu, hoje, dia 02/07/2005, manter a Reunião Pedagógica, por entender que não há outro mecanismo de se organizar suficientemente os turnos, construído no coletivo, que permita substituir esse espaço. O coletivo da escola entende que esse ainda não é o momento de terminar com a reunião com dispensa de alunos pelos seguintes motivos:

• A Prefeitura, embora alegue estar sendo pressionada a resolver o problema, ainda não apresentou nenhum documento que comprove a discussão da legalidade dessa reunião.

• Se essa legalidade for discutida, a prefeitura deverá prestar conta desse tempo escolar desde o ano de 1996.

• As portarias que têm sido mandadas às escolas com respeito ao problema são contraditórias e desqualificam as imediatamente anteriores. Se a prefeitura pudesse terminar com a reunião, ela já o teria feito e nosso ponto teria sido cortado como o foi nas paralisações e na greve.

• Há uma avaliação negativa do cotidiano das escolas que encerraram a reunião com dispensa de aluno. Se a maioria vai para o buraco, não significa que a EMDO se prestará a fazer o mesmo.

• A EMDO não considera que os turnos devam ser tratados de forma diferenciada no que tange a direitos, como, inexplicavelmente, a prefeitura tem feito, ao decretar a extinção da Reunião Pedagógica no turno noturno (4º Ciclo) já em outubro de 2004, ferindo a autonomia da escola e desrespeitando a organização do coletivo da escola.

• Há um quadro de medidas, sendo implantado, que aponta para a retirada das conquistas dos trabalhadores em educação com conseqüente perda de outros direitos que podem comprometer o ensino regular: diminuição do 1.5 (que já é insuficiente), desmonte dos mecanismos que garantem a autonomia da escola, o fim do CAPE, deslocamento ilegítimo do fórum de negociações da categoria: sindicato, assembléia para o de diretores das escolas. Perder a reunião permitiria que as outras sentinelas caíssem, expondo ainda mais o nosso frágil movimento, que precisa ser retomado com urgência.

• O momento político nada favorável à prefeitura que aponta para um recuo do PT sob pena de ser ainda mais penalizado.

• Manter a reunião com dispensa, no sentido de encorajar outras unidades a fazerem o mesmo e em solidariedade às que estão fazendo, haja visto que, essa resistência permita, ainda que de forma simbólica, levantar o moral e a indignação da categoria, com o fim de dar tempo e fôlego à categoria de se reerguer e reconstruir seu movimento em novas bases.

• E o que o coletivo de professores da EMDO considera mais importante, embora esteja no final dessa lista, o fato de que a extinção da Reunião Pedagógica já ter sido discutida em instâncias mais representativas e legítimas da categoria e da comunidade: Assembléia Geral e a III Conferência Municipal de Educação que, movida pelo bom senso e sem radicalismo, apontaram para a decisão de considerar esse ano um período transitório de negociações, não respeitado por essa prefeitura. Portanto, não cabe à assembléia do coletivo de professores dessa escola, realizada nesse dia, deliberar sobre esse tema.

• A EMDO aponta como solução ponderada de seu coletivo, de se levar ao Seminário que ocorrerá em Agosto, patrocinado pelo sindicato, a discussão do tema e, só então, tomar a decisão de considerar, ou não, o fim da Reunião Pedagógica.

Quero ressaltar que esse texto é apenas um informe, um noticiário de parte do que foi discutido nessa reunião, após a Assembléia Escolar, e não constitui um documento da escola ou que oficialmente represente esse coletivo, mesmo porque, em parte dessa mesma reunião, os professores do turno noturno fizeram uma outra reunião, em separado, para tratar de assuntos específicos do turno. Contudo, ao que pude constatar, o que foi discutido não é diferente do encaminhamento dado na reunião do coletivo principal.

Fico orgulhoso de ser professor de uma escola que tem e quer preservar um coletivo, apesar das dificuldades, e mantém e reafirma seu compromisso ético, dando um exemplo de cidadania e democracia que deveria ser seguido por outras unidades.

Woodson F. C.

sexta-feira, julho 01, 2005

ORÇAMENTO DA PBH OU DEU NO DOM....

ORÇAMENTO DA PBH OU DEU NO DOM....

Enquanto Ficando na Moita Pimentel nos dá o calote nas férias prêmio, enrolando os trabalhadores em até 24 meses para pagar (parecendo as casa Bahia ao contrário) e continua “namoita” recebendo décimo quarto salário e seus 59% de reajuste, saiu no DOM de 28 de junho de 2005 (número 2390):

Receitas e despesas do segundo Bimestre de 2005:
a) O gabinete do prefeito empenhou (gastou) R$ 15.553.481,41 (QUINZE MILHÕES E MEIO). Está na página 04.

b) Para o fundo de habitação popular (prioridade para o governo? lembram-se da tragédia do Morro das Pedras?) foi empenhado menos da metade do valor gasto pelo gabinete: R$ 6.907.195,51 (SEIS MILHÕES E NOVECENTOS MIL) . Confira na página 07.

c) As despesas empenhadas para o Fundo Municipal do Idoso, Fundo de Proteção e Defesa das Minorias, Fundo Municipal de Saúde, Fundo de Proteção ao Consumidor e Fundo de Projetos Culturais são iguais a (adivinhe....). QUEM FALOU ZERO ACERTOU e pode pegar seu doce de coração de abóbora comigo. Vejam na página 09 do referido DOM.

d) As despesas com publicidade no primeiro trimestre de 2005 foram de .....adivinhe.....
EMPENHADOS R$ 3.429.240,00 (três milhões, quatrocentos e vinte e nove mil, duzentos e quarenta reais)EMPRESA: Asa Comunicação Ltda. (fonte DOM Nº: 2.353 - 04/05/2005)

e) As despesas do último trimestre de 2005 chegaram a R$ 1.601.908,36 (EMPENHADO).EMPRESA: Asa Comunicação Ltda.(Fonte: DOM Nº: 2.300 - 12/02/2005)

Tarefa para Casa ou Faça as contas: Somadas as despesas de publicidade da PBH, mais os gastos com o gabinete do prefeito, responda:

1)quantas casa populares poderiam ser construídas?

2) quantos trabalhadores poderiam receber suas férias prêmio em dia?

3) quantos idosos poderiam ser dignamente albergados?

4) quantas creches poderiam receber seus convênios em dia?

5) quantos projetos culturais poderiam ser patrocinados na periferia de BH?

6) Quanto de medicamento poderia ser comprado para os centros de saúde?

Copie esta mensagem e envie para o seu vereador, seu deputado, para o padre, pastor, pai de santo ou bispo de sua confiança. Fale com os pais de alunos, com os servidores da escola, com a imprensa, com Dom Valmor e com o Cláudio Humberto. Conte até para o Patrus (de repente ele terá uma fonte de receita para o fome zero. Só não vale desacreditar sem conferir (www.pnh.gov.br). E não pensem que Fernando Mamata presta contas por que é bom desserviço. Na verdade ele é obrigado por lei.

Prof. Geraldinho
IMACO – terceiro turno.
Sexta Feira- 01 de julho, 12 horas e trinta minutos.

CARTA DA FASPA/MG

CARTA DA FASPA/MG SOBRE A PRIMEIRA REUNIÃO DE “NEGOCIAÇÃO” DO PÓS GREVE ENCAMINHADA AO PREFEITO, SMED, COMISSÃO PERMANENTE DE NEGOCIAÇÃO DA PBH, MINISTÉRIO PÚBLICO E ENTIDADES DA SOCIEDADE CIVIL ORGANIZADA.

Belo Horizonte, 29 de junho de 2005.

E AGORA, SR. PREFEITO?

Os pais, mães ou responsáveis de alunos, conscientes do direito a educação para nossos filhos e diante do quadro atual em nosso município, se manifestam no pós-greve dos professores. Fato inédito ocorreu no dia 10/06/05 quando a Comissão de Negociação da PBH – Prefeitura de Belo Horizonte, nomeada pelo Prefeito, recebeu representantes do SINDUTE e mais alguns “observadores”, dentre estes a FASPA/MG, que pôde expressar opinião sobre a reposição dos dias parados. Isto nos trouxe um alento quanto ao estabelecimento de um espírito democrático em ouvir aqueles que são diretamente atingidos por embates profissionais, jurídicos e muitas vezes políticos.
No documento apresentado pela Comissão de Negociação da PBH na reunião, datado de 09/06/05, considerou a retomada do diálogo em plenitude. Isto é muito bom saber da retomada do diálogo quebrado pela greve. Mas, só de conversa sem definições e concretizações dos anseios nosso povo está por demais saturado, principalmente quando se quer “observar premissas” e não promessas. Ora, a premissa de “uma política remuneratória que garanta o poder de compra dos salários ao longo dos próximos 3 anos”, tendo como contrapartida a “melhoria da qualidade do ensino”, ao nosso ver, no mínimo, é conceder o reajuste (35,82%) reivindicado pela categoria profissional, pois, este se refere apenas a uma recomposição pelas perdas inflacionárias. Daí, não haver reivindicação de aumento salarial, mas apenas de recomposição das perdas do poder de compra. E isto, agora, de imediato.
Quanto à garantia desse poder de compra ao longo dos próximos 3 anos, colocada como premissa pela Comissão, (coincide com o tempo de gestão do mandato do Executivo), pressupõe sim, um aumento salarial, ou mais um “plus” como expressou o presidente da Comissão. De quanto será esse “plus”? Obviamente, não foi dito, mas está inferido no aumento concedido aos da “confiança”, ou seja, um complemento para alcançar os 59,09%.
Acontece que a Comissão coloca a recomposição salarial apenas como premissa. Mas, o que é premissa senão parte de um silogismo? Só não queremos que tais premissas se tornem sofismas e o tempo passe e mais uma vez a garantia se transforme em óbolo enquanto os profissionais são ainda esmagados debaixo da pseudomelhoria da qualidade do ensino.
A Comissão acena com uma política remuneratória com garantia do poder de compra mas exige melhora dos índices do SIMAVE, dentre outros. Esquece a Comissão que isto demanda tempo e tememos que este passe, o mandato acabe e o SIMAVE não terá melhorado. Pois, como melhora-lo com profissionais insatisfeitos e com grande percentual de doenças mentais que acometem vários profissionais da educação dessa Rede? Bem sabemos que esse tipo de acometimento diminui a capacidade imunológica, colocando a pessoa mais vulnerável. Não se pode simplesmente tratar grevistas como “gazeteiros, desconhecendo pre-concebidamente seus direitos e a fragilidade humana que envolve aqueles que se dedicam a ministrar lições, a educar esta cidade. O aumento salarial não é só para o aumento do “pão”, deve incluir também o da cultura, do lazer, do convívio social, de pesquisas, de estudos para se trazer inovações aos educandos. (“...agente não quer só comida, a gente quer diversão e arte”)... . O tempo urge, mas a Comissão ainda quer aguardar o formato final das medidas a serem adotadas pelo FUNDEB, projeto de lei que está embrionário no Congresso Nacional e em meio a CPIs (Comissões Parlamentares de Inquéritos) que ocupam as prioridades no legislativo federal. Com tantas condições impostas, como garantir sofismas?

Dentro de Questões Profissionais, a Comissão quer priorizar no processo de negociação itens que “considera relevantes” citando:
2 a _ grande número de professores liberados da regência de classe com as mesmas vantagens dos que permanecem no efetivo exercício do magistério.
_ número demasiado de liberações sindicais.

No primeiro item acima, temos conhecimento de que até 12/2003 existiam: 11.722 servidores da educação na ativa sendo que, destes 589 foram para cargos comissionados; 224 fora da PBH, naturalmente exportados para cidades de seus interesses; fora da SMED (Secretaria Municipal de Educação) ou distribuídos em outras secretarias eram 144; nas gerencias das Regionais 211; na própria SMED 280; afastados por motivo de saúde 465; em readaptação por problemas de saúde 752; no batente das escolas, no pó de giz eram 9.157. Infelizmente, esses dados não puderam ser atualizados pelo fato da PBH não os haver disponibilizado até a presente data. Do total, perto de 22% de servidores da educação estão dispersados como acima mostrado em 2003, fora da sala de aula por motivos de eleição de diretores, questões de saúde somam a outros por interesses políticos, o que marca a linha de atuação do Executivo. O contingente disperso por interesses da própria PBH não devem ser passivos de negociação pois, muitos fazem parte de cotas partidárias não tendo nada a ver com interesses da categoria quando as implicações muitas vezes são pessoais.
Quanto ao número de liberados sindicais observamos que existem 18 professores que cumprem mandato sindical. Pelo visto, não se pode afirmar ser um número demasiado quando o percentual mal chega a casa decimal – 0,018%. Negociar o número de liberados para o sindicato, considerado relevante pela PBH, e ao compararmos a ausência dos 22% aproximado, de educadores das salas de aulas pela falta de profissionalização do serviço público, nos parece ser uma forma de punição aos sindicalistas, fazendo com que essa questão se amesquinhe, perca a grandeza da imparcialidade que deve permear uma gestão pública que se diz democrática. Por acaso, pretende a PBH promover uma desarticulação política do sindicato ou “vergar-lhes a cerviz”, conforme comentado em um dos gabinetes para onde foram alguns dos enviados pela PBH? Também, a mesma desmobilização que se pretende impor ao sindicato se estende à categoria com o corte do tempo coletivo de todos os professores, ponto importante da proposta – escola plural. Assim, procura-se atingir todos os docentes impedindo-os de planejar ações conjuntas visando garantir melhor interatividade professor-professor/ professor-aluno. Com a categoria desarticulada, mais fácil fica levar a culpa dos insucessos causados pelo Sistema capenga pois, nele não existe princípios, nem menção a projeto político-pedagógico e outros temas, se limitando ao artigo 1º da lei nº 7543/98 e criando o CME – Conselho Municipal de Educação, cujas atribuições, muitas vezes conflita com resoluções da própria SMED. Assim, com a categoria desmoralizada, sem fundamentos legais de suas ações torna-se o agente “culpado”, livrando o Sistema da responsabilidade das políticas públicas insatisfatórias, que levam alunos ao insucesso causado por normas e resoluções intempestivas. Falta pois, uma política de profissionalização dos seus quadros, daí o desvio de educadores, como servidores dos mais capacitados, que deveriam suprir melhor as demandas do alunado crescente em número e em aspirações.
Quanto a “decorrência das questões apresentadas”, ainda a Comissão quer transformar vantagens contidas no Plano de Carreira em “estímulos” aos servidores. Isto nos parece uma “ameaça” quando afirma querer rediscutir a concessão de vantagens já adquiridas. O que a PBH deveria é rever a liberação de servidores com ônus para a PBH. E, quanto a isto, temos visto diversos publicados no DOM (Diário Oficial do Município).
A carga contra os sindicalistas não pára por aí. No item 2 c. a Comissão pretende solicitar à Câmara Municipal um PL - projeto de lei que regulamente a liberação sindical “de modo que a representação dos servidores observe a correspondência adequada”. Neste ponto, a PBH corre o risco de ver o número existente bem aumentado pois, apenas 18 professores para dirigir uma categoria de mais de 11.000 componentes, é um número bem pequeno. E não é isto que vem acarretando ”ônus excessivo para os cofres públicos”, e sim, como acima descrito, o desvio de professores para funções burocráticas na própria SMED, em outras secretarias e até exportados para outras cidades e estados com ônus para a PBH , bem como aumentos salariais exclusivos para aqueles da “confiança”, promovendo uma política discriminatória e injusta não respeitando o contido nos estatutos do Partido dos Trabalhadores.. Mais uma vez: falta concurso público para funções burocráticas a fim de não se desviar educadores da função de educar

Conclusão: E AGORA, SR. PREFEITO?

A douta Comissão colocou o aumento salarial apenas como premissa. O tempo, mais uma vez será procrastinado. Como observadores e ouvintes das vozes das ruas:
A utopia da democracia que ainda não foi construída, o pobre, o negro. Desafios que não foram atendidos na educação, saúde, Previdência Social. Onde está a política de recuperação da Escola Plural? Onde a inclusão? Os eventuais dos governos ainda agem com aparato ditatorial. Muitos, sem rumo, colocam na política passageira a esperança de rupturas com a miséria e carências. Não somos todos clientes ou consumidores mas nos reconhecemos cidadãos. Pensamos como cidadãos mas, agir como cidadãos nos faz muitas vezes morrer nas ruas quando a violência mata a democracia do direito de ir e vir. De repente, seu direito foi cortado e uma vida ceifada. Então, sua foto aparece na mídia, como um corpo no chão coberto por um jornal. Esse tipo de matéria vende e enriquece os donos da mídia enquanto aquele do povo morre sem vez, sem acesso aos direitos e sem nome até no cemitério. É preciso que alguns questionem por aqueles milhares sem vez e sem voz. Aqueles que puseram esperanças num governo de trabalhadores... A fermentação de cidadania brota aqui e ali em portadores e disseminadores de cultura, artes, estimulando a consciência política. Analisar aqueles que antes de eleitos “diziam” mas, depois de eleitos, não dizem mais, não escutam mais, não fazem mais...Não podemos esquecer que o proveito da terra é para todos e até o rei se serve do campo.
Nós, pais, não podemos ter a visão exígua de enxergar apenas nossos restritos interesses, porque as questões concernentes a educação são muito abrangentes. Obras são importantes mas, e o ser humano? Como promover a justiça social? Seria discriminar apenas um punhado daqueles que se colocam no fim da escala do desenvolvimento humano, enquanto aqueles do meio aguardam a vez de lá chegar? Ou, discriminar com concessões os mais próximos? Afinal, nosso BRASIL não é um país de todos? Não é possível tirar de onde não se tem. Mostrar transparência, abrir as contas, rever projetos, humanizar a gestão, sobretudo o acesso do público organizado.
Não use um artigo da LDB como referencia inarredável. Lembre-se que outro, da lei, também federal, de trânsito, está sendo “abafado” por uma lei municipal ( lei nº 9071/05 – que muda os limites de velocidade nas madrugadas) e que não possui alcance para alterar uma lei federal, sob as “vistas grossas” do Executivo, enquanto espera acontecimentos fúnebres ou não. E dessa forma alegam combater a violência. Nada justifica mas, observamos atentos “dois pesos e duas medidas”.
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