terça-feira, maio 31, 2005

A GREVE CONTINUA !!!

Apesar da chamada da Globo e da Rede Itatiaia, os professores decidiram hoje, dia 31/05/2005, em assembléia, pela continuidade da greve, uma vez que não aceitamos nem a ingerência de uma decisão de um juiz da Fazenda, que não tem nada que ver com as questões trabalhistas e muito menos que a mídia decida por nós, antecipadamente,quando encerrar o movimento, como deixou claro, em seu chamado, que passou por cima da assembléia da classe, marcada para essa tarde, que é o fórum que decide sobre isso. Por outro lado, a prefeitura, que acenava com a abertura de negociações a partir da próxima quarta-feira, não poderia ter impetrado essa ação com a finalidade de dissuadir-nos, uma vez que isso revela a intenção única dessa administração em encerrar o movimento, prejudicando as negociações.

VAMOS NOS DESANIMAR!? AGORA QUE É HORA DE LUTAR!!

Esse país e suas capitanias hereditárias fazem milagres. As leis são interpretadas ao bel prazer da "chibata de quem mandou dar". Agora a coisa ficou realmente séria. Não existem direitos e a indignação de uma classe, ou aparece com toda a força e dá o seu recado, ou vamos todos, cada dia, perder os nossos direitos.
Sabemos que é hora de repensar o movimento e agir de uma forma muito mais clara. Os colegas que estão aí pelegando, devem repensar suas posições, pois está claro que essa administração vai nos retirar todos os direitos pelo qual lutamos. Só vai restar um trabalho escravo, em que a Secretária de Educação, por se sentir incomodada em sua residência, já que não quer nos ouvir, nem aos nossos representantes, se sente no direito de usar o poder que não lhes é dado, constitucionalmente, mas é, de forma casuista interpretado como tal. Essa luta é ainda maior e precisamos de que os colegas da rede estadual e federal se solidarizem conosco, já que, declarar nosso serviço como essencial só vai complicar para todos nós. Se o clamor popular não fizer alguma coisa, nós não teremos como enfrentar essa força retrógrada, que, como se justificou a Secretária de Educação, se a paz de seu lar e de seus visinhos é incomodada por uma manifestação popular, ela se dá o direito de destituir a todos dos seus direitos. É o AI12345 reeditados de uma só canetada. Ela nos está chamando de moleques, e é assim que vem nos tratando, ultimamente, uma professora que fazia o mesmo junto conosco há menos de dois anos. Vamos deixar que essa TIRANIA se instale?!

DIRETOR DO SIND-UTE BETIM FURA GREVE EM BH?

DIRETOR DO SIND-UTE BETIM FURA GREVE EM BH?
A propósito do Sind-UTE Estadual e de sermos um só sindicato (sindicato único): na última assembléia fui informada que colega DIRETOR do Sind-UTE sub-sede Betim, que É também da RME BH, FURA A NOSSA GREVE. Está trabalhando normalmente, como se nada estivesse acontecendo....Explicando melhor: o cidadão é diretor do Sind_UTE (em Betim) e fura greve em BH onde também leciona. Precisamos apurar isto. SOMOS OU NÃO UM SÓ SINDICATO??? EXPLICAÇÕES. URGENTE!!!!PS: Se não aparecerem explicações (convincentes), publicarei o(s) nome(s) do(s) suposto(s) envolvido(s).Prazo: 72 horas.

Comentário (para Cícero e Secretária)

As vezes ,as pessoas querem nos enganar e ao mesmo tempo querem se enganar .
Companheiro Cícero : Creio que não estamos sendo radicais ! Não é hora de pararmos a greve em hípótese nenhuma!
Observe que isto está parecendo caso da carochinha : Desde quando uma negociação ocorre com o fim de uma greve ? Ou a D. Pilar acha que a gente é trouxa , ou endoidou .
Greves ocorrem justamente por falta de negociação - Este é o motivo que leva uma categoria a deflagrar greve !
E por parivel que increça (risos) - Ela termina quando os "patrões" recebem uma comissão de negociação e elaboram uma poposta !
Não acha que está havendo uma inversão muito esquisita não ? Vc vai cair neste papo "de malandro"?
Não seja ingênuo ! Esta greve que começou este ano , é fruto de várias tentaivas de negociações que começaram com a mobilização da categoria no ano passado !
Se esta secretária fosse competente como quer parecer , ela já havia previsto - e teria ocorrido uma tentaiva de acordo no ano passado !
Em suma : A Categoria não estaria em greve !
Além domais , ela é uma :È bem mais fácil ela receber uma comissão de negociação e elaborar um acordo- que não é o sindicato que decide se está bom ou não - é a categoria - do que desmobilizarmos e termos que mobilizarmos novamente depois ( Ela se esquece que somos muitos )
Outra coisa é a terrível falta de preparo político : Ela não tem nenhuma vontade de acabar com o impasse - Usa meios "hitlerianos" para querer impor sua vontade - e ainda vem dizer que a greve é de cunho político !
Se estando nós em greve,ela não demonstra menor vontade de negociar , que dirá se não estivessemos em greve !
A hora é de radicalizar : REPOSIÇÂO ( SE HOUVER) _ SÓ DEPOIS DE FEVEREIRO - NADA DE SÀBADOS E FERIADOS COM SOBREPOSIÇÂO DE JORNADA -!
E D. PILAR , DEIXA DE SER CÍNICA POR FAVOR - NÓS NÃO SOMOS CULPADOS DE HAVER AUMENTO DO CUSTO DE VIDA, AUMENTO DOSALÁRIO MÍNINO E DO SEU REJUSTE DE 59%¨.
SÓ QUEREMOS UMA CORREÇÃO SALARIAL (DE 37% -BEM MENOR QUE A SUA -SITUAÇÃO MAIS DO QUE JUSTA )
LEMBRE-SE QUE É ESTA MERRECA DE PARTIDO QUE COMANDA A ECONOMIA DESTE PAÍS AGORA - A CULPA É TODA DE VOCÊS !
AGORA SE O QUE AGENTE TA FAZENDO POR UMA CORREÇÃO DE SALÁRIO É IMORAL -NÃO SOMOS NÓS QUE DETERMINAMOS O QUANTO VAMOS GANHAR - QUE TAL A SENHORA TER A MORAL DE ABRIR MÃO DO AUMENTO ESTIPULADO PARA O PRÓPRIO BOLSO E COLOCÁ-LO DE VOLTA AOS COFRES MUNICIPAIS - OU DOÁ-LOS INTEGRALMENTE PARA OBRAS DE CARIDADE?

PT de carteirinha"

..."PT de carteirinha" é coisa do passado. Virou "PT de carteirona".

ISTO É VERDADE??

Caros Colegas Coordenadores do SindUT, se este texto (abaixo) da Secretária é verdade é lamentável como vocês estão encaminhando o PROCESSO de Melhorias Educacional e Salarial da Categoria. Será que vocês não estão muito RADICAL neste Processo? (ISTO o que aconteceu, se for verdade, não acrescenta nada!! ).
Não seria a hora de recuar suspender a greve, procurar outras maneirais mais gentis de fazer com que o outro nos perceba? Na minha opinião, estamos cometendo os mesmos ERROS da última GREVE QUE não LEVAMOS NADA!!!!
Olha estou gostando da chamada na TV, mas o tom de voz e o texto está Agressivo (Meio Radical Partidário!!!)
Cícero Macêdo


Prezado Cícero e demais professores destas listas,

Neste impasse sobre negociar antes ou depois ou durante a greve, fui surpreendida por um fato que deixa claro que o sindute não quer mesmo negociar e talvez por medo que isto pudesse ocorrer, criou um fato na manhã do dia 30 para sepultar de vez as possibilidades de entendimento. Pois, quem quer negociação e entendimento, não faz o que o sindiute fez.

Hoje, às 7:30 da manhã, quando eu me aprontava para ir trabalhar, fui surpreendida pelo barulho infernal de um daqueles breguérrimos carros de som de aniversário, tocando a música do Chico Buarque "Vai trabalhar vagabundo". Como resido em um prédio antigo, ocupado na sua maioria por pessoas idosas, fui ao interfone verificar com o porteiro o que ocorria, quando a música foi substituída por uma voz tenebrosa lendo um texto rançoso e "velho" sobre a secretária de educação, em uma altura que se escutava por umas 4 quadras da minha residência. Entre o susto e a constatação do que acontecia, pude entender a lógica deste sindute: rebaixar o nível para impedir qualquer humanidade entre as partes, agredir, invadir a privacidade das pessoas, atacá-las covardemente e ainda se fazerem de vítimas. O sindute diz NÃO ao diálogo civilizado, diz NÃO a qualquer possibilidade de entendimento. Decretam uma greve quando as conversas sequer tinham embalado, desgastam as pessoas, desrespeitam a comunidade, usam artifícios baixos e cinicamente, dizem que querem "dialogar"...

Usam uma conferência da cidade como se fosse uma assembléia da rede, e reclamam porque fomos honestos e dizemos que não iríamos assumir aquela ato de autoritarismo de transformar um espaço do sistema em um espaço de uma corporação. Deturpam as propostas da secretaria, tentam impeidr todas as vezes que estamos chegando a uma proposta. Desde dezembro de 2004 até hoje, não apresentaram NENHUMA proposta diferente sobre as reuniões pedagógicas, insistem em levar a categoria a fazer uma greve contra uma lei federal (!), dizem que acabamos com as reuniões pedagogicas quando apenas pedimos o cumprimento da LDB e a não dispensa de alunos antes de cumpridas as 4 horas , mínimas , de aula por dia.

Quero pautar minha ação em outros patamares, em outros niveis, não sou vítima nem algoz, nem do bem nem do mal. sou humana e por isto mesmo não usarei os métodos irracionais de quem quer partir para a briga, a alienação, o ataque pessoal. Só caimos neste tipo de ação quando não sabemos ou não queremos conversar, e eu sei o que existe de mais humano em nós é a capacidade de ouvir o outro, de respeitar o diferente, desde que mantidas a dignidade e a humanidade de cada um de nós. Quando se perde o respeito pelo outro, quando a visã ode alteridade nã existe mais, qualquer diálogo é impossível.

com este ato de hoje de manã, o sindute enterrou toda e qualquer possibilidade de diálogo com a secretária.

Depois de todo tipo de ataques pessoais, de "baixarias", este sindute deixa claro que não tem proposta de educação, esta greve não é pela educação mas contra um governo.

É lamentável,

Maria do Pilar Lacerda Almeida e Silva


Cicero Macedo escreveu:
Caros Colegas Coordenadores do Sind-UTE, enviei uma mensagem para a Secretária (Mensagem Abaixo), pedindo uma negociação. Recebi a resposta (abaixo). Agora Pergunto: Quem não quer negociar? O Sindicato ou A Secretária? Por que não deixam as diferenças políticas e pessoais de lado e sentem para negociar? Por quê?

APOIO À GREVE DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DA REDE MUNICIPAL DE BH

APOIO À GREVE DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DA

REDE MUNICIPAL DE BH



Os trabalhadores em educação da rede municipal de Belo Horizonte estão em
greve desde o dia 5 de maio.



A categoria deflagrou a greve em resposta a ausência de propostas da atual
administração de Fernando Pimentel do PT à pauta de reivindicações da
categoria. Dentre os vários pontos da pauta de reivindicações destacam-se:
reajuste salarial de 35,82%; manutenção do tempo de projeto pedagógico
coletivo semanal, que foi retirado dos professores através de portaria em
dezembro de 2004; fim da terceirização e concurso público para auxiliares de
serviços; isonomia salarial das educadoras infantis com os professores
(educador infantil é a denominação criada em 2003 para romper a carreira
única da educação e propiciar às educadoras infantis salários inferiores aos
das professoras com a mesma função).



Os trabalhadores em greve também denunciam o reajuste de 59% que o executivo
se concedeu elevando o salário do prefeito a 530 reais por dia e dos
secretários a 318 reais diários.



A postura da PBH é de se negar a negociar enquanto a greve se mantiver e
desferir ataques ao direito constitucional à livre manifestação dos
trabalhadores. Para se ter uma idéia as paralisações realizadas pela
categoria antes da greve foram descontadas do salário dos servidores. Os
trabalhadores grevistas estão sendo ameaçados de corte do salário. As
educadoras infantis foram encaminhadas para a Corregedoria por estarem em
greve. Coroando esta postura autoritária, no dia 12 de maio uma comissão
composta por mães, estudantes, sindicalistas e professores foi recebida com
pancadas pela guarda municipal da prefeitura quando tentava ser recebida na
Secretaria de Administração a fim de protocolar um pedido de negociação.
Esta é a administração democrática e popular do PT.



No último dia 24 foi realizada uma grande marcha em defesa da educação
pública de qualidade e por negociação que reuniu mães, pais, estudantes,
entidades da sociedade civil e trabalhadores em educação, demonstrando que a
sociedade está solidária ao nosso movimento e exigindo que o prefeito
negocie e atenda às justas reivindicações do movimento. Mesmo assim o
prefeito ainda não transigiu.



Neste sentido, solicitamos das entidades sindicais, estudantis e populares
apoio à nossa greve para que a mesma vença a intransigência da administração
petista. Pedimos que enviem notas de apoio à greve para os seguintes
endereços:


Gabinete do Prefeito: Fernando Pimentel - PT
Telefax: (31) 3224 3099
e-mail: gabpref@pbh.gov.br

Gabinete da Secretária de Educação: Maria do Pilar Lacerda Almeida e Silva
telefax: (31) 3277 8601
e-mail: smed@pbh.gov.br
mpilar@pbh.gov.br



Sind-UTE Subsede da RMBH
Telefax: (31) 32263142
e-mail: redebh@terra.com.br

segunda-feira, maio 30, 2005

Carta da FASPA (Federação de Associações de Pais e Alunos de Minas Gerais ) AO PREFEITO E À POPULAÇÃO!

CARTA ABERTA AO PREFEITO

E À POPULAÇÃO DE BELO HORIZONTE



A FASPA MG - Federação de Associações de Pais e Alunos de Minas Gerais, está há muitos anos na luta em defesa da educação pública de boa qualidade. Não somos grevistas e não apoiamos greve, no entanto, não aceitamos que professores sejam desrespeitados. Devemos ser solidários com os professores pois estes são os que cuidam de nossos filhos enquanto trabalhamos. Nunca aceitaremos que professores sejam recebidos com deboche e violência.

Diante da necessidade de intermediação que possibilite a abertura de negociações, a FASPA/MG enviou solicitações ao Senhor Prefeito e a Senhora Secretária de Educação para uma entrevista. Infelizmente, não fomos recebidos. Isto significa que os estudantes, nossos filhos, não são prioridade para este governo.

Enquanto a prefeitura de BH teima em não receber os professores em greve, o estudante fica sem aulas. Então, quem está impedindo as aulas? É a intransigência do Executivo.

Se a greve é um direito legal, por que a recusa ao entendimento, ao bom senso, à educação, à consciência política, ao respeito? Porque o prefeito tem se mostrado impiedoso (aquela pessoa que não é sensível ao sofrimento alheio). Isso mostra claramente que o prefeito não se importa com o clamor dos professores, dos pais e mães de estudantes enquanto sua secretaria envia cartinhas ameaçadoras aos professores, aterrorizando-os com demissões, corte de ponto, cerceando a liberdade de se manifestar dentro de um princípio democrático, etc., infringindo, assim, a Lei Federal nº 7783/89 que dispõe sobre o direito de greve, que é contrária a tudo isso.

Clamamos: Senhor Prefeito, deixe de ser impiedoso. Receba professores. Negocie. Dialogue com educadores de nossa cidade. Não existe escola sem professores. Por mais tecnologia que possa haver, nada substitui a presença dos mestres, que estão sem a devida valorização do trabalho de educadores.

O que é a greve senão a paralisação de uma trajetória? Não queremos receber nossos professores em estado de desânimo que leva à perda de objetivos, ideais e sonhos. O terrorismo que se está implantando na PBH tem por objetivo levar o professorado ao medo, perda de equilíbrio emocional e até à depressão, generalizando uma violência subjetiva. Esta gestão de Governo certamente será responsabilizada. Prefeito, escolha pessoas mais bem preparadas para assessorá-lo. O bom político não desdenha, mas negocia, inclina os ouvidos e escuta o que seus funcionários têm a dizer. Decida com bom senso e não com pirraça, mas sobretudo com justiça. E esta não se faz com discriminação. Se há "caixa" para aumentar os salários dos "chegados" por que não dos educadores? Dê um passo a favor do entendimento.



O POVO DESTA CIDADE SABERÁ ENTENDER NOSSA LUTA POR QUALIDADE COM DIGNIDADE. É NECESSÁRIO INVESTIMENTOS NA EDUCAÇÃO PARA DEPOIS NÃO TER GASTOS COM A REMEDIAÇÃO.



Belo Horizonte, 24 de maio de 2005.



E-mail: faspa.mg@terra.com.br

Disque denúncia: FASPAMG - (31) 3441 7265 (horário comercial)

Ilma Sra Maria do Pliar e Colegas da RME:

Com muito pesar, percebi em sua resposta ao meu comentário datado de 24/05, que está magoada com as ofensas pessoais recebidas pelos representantes da categoria.
Ao final da sua apreciação, a senhora diz “é preciso ter um pouco de equilíbrio para entender que se tivesse havido uma conversa mais gentil e urbana, as conseqüências teriam sido diferentes.".
Lembro - me de ter dito que também não me conformo com o linguajar e a maneira dirigida a Senhora.
Não só porque faz parte da Administração, como também por achar que, para uma categoria esclarecida como a nossa, não é elegante.
Por outro lado, infelizmente a senhora há de convir comigo que, assume a mesma atitude igual ou tão imatura quanto a das pessoas que a ofenderam, ao prejudicar toda uma categoria (de trabalhadores), a comunidade (de pais e alunos - eles também estão sendo afetados, lembra-se?) por fatos de cunho pessoal.
Isto está demonstrando um despreparo de ambas as partes, mas o cargo que a senhora ocupa requer decisões acima de "picuinhas pessoais", e exige "diplomacia”.
Lembre – se que uma figura pública - que ocupa um cargo de administração - sempre estará sujeito a críticas e agressões - nem sempre justificadas-e deveria estar preparada para isto, não deixando o emocional falar mais alto que o racional.
Da mesma forma, que como professor, sentindo me ofendido por dois ou três alunos, não devo punir toda a turma por este fato.
Espero, com toda a sinceridade, que reflita e reconsidere um meio de abrir as negociações, para que os professores e toda a comunidade escolar não fiquem mais prejudicados.
Apelo também aos colegas de trabalho e representantes do Sindute, para que continuem criticando , cobrando (este espaço é público), mas com responsabilidade e maturidade, evitando ataques pessoais e mantendo a dignidade profissional.
Não devemos esquecer que não somos meros "Trabalhadores da Educação"
Somos, acima de tudo, EDUCADORES. Então solicito a compreensão de todos para o uso mais racional do Blog, no sentido de mantermos o nível da categoria.
Sem mais
PMLF

sábado, maio 28, 2005

Bolo amanteigado, Biscoito de polvilho, Bolachas água e sal ,Cafezinho e Ossos do ofício (Clica Aqui)

Resposta Ao Pai Anônimo da EMEP

Com todo respeito, em primeiro lugar, não sou professor da EMEP. Sou professor de outra escola:
ESCOLA MUNICIPAL DOM ORIONE.
Antes disto, fui professor de Anatomia e Fisiologia Humana na UFMG – turma de Medicina com trabalhos publicados no Canadá, EUA e Rússia.
Atualmente, também leciono para a Faculdade de Medicina de Alfenas.
Em segundo lugar, Vc não é o único que paga impostos, e creia –me , o imposto que vc paga, não paga nem a décima parte do meu salário
No mínimo , ele deve estar pagando uma parcela do avião e das viagens do Lula .
Em terceiro lugar, grande parte de professores estão ficando é doentes mesmo, de licença médica por terem que fazer extensão de jornada para manter o padrão de vida !
Outros, estão é faltando mesmo. - Mas todo trabalhador tem direito a faltas - desde que não caracterizem abandono de emprego, é lógico.
Seu filho nunca faltou a nenhuma aula sequer? . E o senhor ? Nunca faltou um dia sequer ao serviço ?
Finalmente , vc não resolveu em nada o problema do seu filho- Vou ser bem mais claro:- NÃO É A FREQUÊNCIA E O N° DE AULAS QUE SEU FILHO TEM , QUE VAI FAZÊ-LO VENCER NA VIDA !
Isto vale para qualquer escola – seja pública,particular ou privada .
É a qualidade do que esta sendo ensinado e cobrado , as habilidades que seu filho conseguiu adquirir e amadurecer ao longo do tempo, é que vão determinar se ele vai ser ou não um “Vencedor”.
Seu filho está na verdade , em uma Pseudo Escola , em que nós professores, temos obrigação de aprová-lo para a etapa seguinte – independente ou não dele ter adquirido tais habilidades por ordens superiores
Isto é como você querer construir uma casa pelo telhado .O que ele irá entender lá na frente, sem base nenhuma ?
Insisto , sem nenhum ressentimento para com o senhor , que o problema é sério !
E justamente pelo fato de pagar impostos , vc deveria ter uma outra posição , não esta tão arbitrária que está tendo .Você enxerga as coisas de uma forma muito simplista .
Perceba uma coisa : Na maior parte das vezes, as propagandas que você vê de escolas públicas, é de adolescentes dançando , jogando capoeira e praticando esportes, com pouquíssima valorização dos conteúdos ministrados , conduzindo estes adolescente a uma idéia errônea de inversão de valores.
É por isto que eu batalho nos outros empregos : Para pagar para minha filha uma educação digna !
A propaganda da escola em que ela estuda é cultural : Teatro – peças de livros de Machado de Assis, Camões , feira de Ciências – nada de apresentações exclusivas de dança , embora isso também seja cultura !
Como você acha que seu filho vai enfrentar os colegas da particular - que na terceira etapa do primeiro ciclo - com domínios de habilidades que seu filho desconhece?
O senhor já ouviu falar de vestibular ? Me diz , pra que serve um diploma de segundo grau neste país . sem curso técnico ou vestibular ? NÃO VALE ABSOLUTAMENTE NADA! – Até os que os possuem estão penando !
Daí , que acho , que o melhor que o senhor poderia fazer para seu filho, seria colocá-lo na escola particular !
Mas você deve ser sofrido , assim como eu e a maior parte do povo brasileiro , do qual o governo tira cada vez mais ( Como vc mesmo disse – Impostos ) e o retorno , não aparece!
Então , a solução para o senhor , é comprar a briga do lado certo : Mais qualidade da escola para SEU FILHO !
E , só para lembrar, valorização de qualquer entidade , passa pela valorização do trabalhador.
Por que para um emprego qualquer – existe uma seleção – E de acordo com Darwin – os mais preparados sempre vencem.
Compare : A propaganda de alunos da escola pública – os chamados projetos da escola plural – todos são um horror ! Só dança , dança e mais dança ! .
Não quero para minha filha enfâse só nesta parte cultural , visto as outras serem mais importantes .
E , desculpe – seu filho pode aprender a fazer isto sozinho – Não precisa de estar em nenhuma escola .
Perceba que minha briga não é com o senhor nem contra o senhor : estou brigando para que seu filho tenha uma escola melhor e probabilidades – de pelo menos “tentar” competir !
Até este direito a prefeitura tirou , dos poucos alunos verdadeiramente interessados e capazes de produzir algo !
Desculpe –me se o magoei – mas estou muito amargurado. Sou professor e gosto do que faço .- Ensinar – Mas não me deixam fazer o correto .
Finalmente, encerro aqui meus comentários com o senhor , esperando que possa ter sido útil para algum esclarecimento , visto que já lhe dei atenção mais do que suficiente .
Pedro Marcos Linardi Filho
EMDO

Sobre o texto: "RESPOSTA AO PROFESSOR DA EMPEP" (leia antes de seguir: clicando aqui)

Caro Pai,


Não sou professor da EMPEP , mas sou solidário à sua causa. Realmente existem esses problemas nas escolas. Contudo, devo alertar-lhe: o senhor também "Tenha cuidado com as palavras..." pois, ao dizer "Se o Senhor fosse tão culto como escreve, com certeza estaria em uma situação profissional melhor", você está sendo conivente e concorda que a escola pública da rede PBH deve ter professores de nível ruim e "sua atitude demonstra desrespeito para com um Cidadão que (também) paga impostos e custeia o seu salário" uma vez que, nós professores, também somos contribuintes e consumidores, portanto, custeamos o seu salário ao comprarmos os produtos ou serviços que sua empresa ou o senhor vende e ainda cuidamos do seu filho e contribuímos, também, para que o senhor possa se aposentar um dia.
A única diferença: não tememos dizer o que pensamos, já que os tempos de ditadura, que lutamos para derrubar, se foram, e não nos envergonhamos do trabalho que realizamos, uma vez que acreditamos que, para dar uma ótima educação aos nossos filhos, não basta "sermos bem recebidos". Isso qualquer prefeitura, empresa, igreja ou financeira (inescrupulosa) faz, a fim de extorquir e enganar seus cidadãos ,fieis e clientes.
Então, como avaliar, realmente, o ensino que está sendo oferecido?! É preciso avaliar constantemente a qualidade do nosso trabalho
(que é feita nesse horário em que seus filhos são "dispensados antes do horário" , - o famoso horário de encontro pedagógico - já que não nos pagam hora extra, como as escolas particulares o fazem, apesar de, ainda assim, levarmos muito trabalho para casa, fora do expediente!).
Essa dispensa significa só uma coisa: é uma conquista da nossa classe, que nos permite lutar por um ensino de qualidade (a educação que o seu e os nossos filhos têm na escola pública).
Afinal, nas escolas particulares, não lidamos com problemas tão cabeludos quanto nas públicas. Além do mais, os pais estão sempre lá, trazendo e buscando seus filhos, cobrando do dono da escola e do professor, um ensino de qualidade, coisa que os pais das escolas públicas não podem ou perderam o costume de fazer (veja quantos vão numa reunião quando convocados).
Espero, sinceramente, que o seu e os nossos filhos não tenham que sentir vergonha do salário que ganham e possam abraçar, com orgulho e reconhecimento, a carreira que almejarão seguir, sem que ninguém lhes diga para se calarem ou "medir as palavras" , quando acharem que algo está muito errado, pois esse é o limite que diferencia uma carreira de um trabalho escravo e, o que é ainda pior, fere a ética e a responsabilidade que todo profissional, como eu e o senhor, deve ter, seja lixeiro ou empresário, independente do quão baixo a sociedade nos nivele, usando que argumento for para nos rebaixar os salários, como o senhor, desatento, reproduziu o que outrem disse, em poucas palavras.

Professores no Recife e outros trabalhadores também sofrem com a administração do PT (CLICA AQUI!)

Veja Clicando Aqui

Fonte (comentários publicados no http://fotolog.terra.com.br/greve2005 )

sexta-feira, maio 27, 2005

VEJA AS FOTOS DA GREVE

Para maiores esclarecimentos dos motivos que nos levaram à greve (Clica Aqui)

Professores, pais, alunos e gestores da PBH,

vejam os motivos que nos levaram à fazer greve (clicando aqui) , na resposta do colega Klauss à carta APÓCRIFA que a suposta "Comissão Permanente de Negociação" que está impedida de negociar, nos enviou.

Obs. Fico impressionado e indignado com a profusão de cartas da PBH enviadas à comunidade e aos colegas professores, de caráter coercitivo e constrangedor, ferindo o direito de greve LEI Nº 7.783, DE 28 DE JUNHO DE 1989. no seu Art. 6, inciso II:

"§ 2º É vedado às empresas adotar meios para constranger o empregado ao comparecimento ao trabalho, bem como capazes de frustrar a divulgação do movimento."

e que, por isso, não são assinadas, no intuito claro de eximir os gestores que as enviam da responsabilidade que tal ato acarreta. A carta ao qual o colega Klauss se refere é uma delas.

RESPOSTA DA SECRETÁRIA

(Caros colegas, republiquei o texto a fim de melhorar sua estrutura que impedia ver quem estava dizendo o quê! Qualquer problema, me escrevam Clica Aqui)

Prezado Cícero,
Neste impasse, o sindicato também precisa manifestar espírito público,mas pelo contrário, só tem agredido mais e se afastado também das possibilidades de negociar...Espalhar pela cidade que o governo não quer negociar é distorcer os fatos.Espalhar que acabamos com as reuniões pedagógicas também é mentira,estamos seguindo a LDB e proibindo a dispensa de alunos, mas as reuniões pedagógicas são importantes e podem ser feitas dentro do 1.5 professor por turma; desde que respeitado também o direito do aluno as quatro horas diárias, no mínimo, de atividades escolares.Queremos e vamos negociar, não significa que poderemos atender a todas as reivindicações da categoria.
Abraços, Maria do Pilar

A Senhora identificou muito bem o impasse e qdo há impasse as partes têm que procurar resolver da melhor forma possível para o bom funcionamento da Cidade. Não seria o momento, como Secretária, abrir o campo do diálogo com o coração aberto para à Paz e o bem Público? Sabemos que a queda de braço aflora as vaidades e emperra o funcionamento da máquina humana e Pública. Os Grandes Estadistas sempre procuram promover os impasses com diálogos acima do pessoal. "Tudo que é feito no presente afeta o futuro por conseqüência e o passado por redenção". (Paulo Coelho)

Abraços, Cícero Macêdo Neves Filho

Prezado Pedro,
É claro que estamos em um impasse, pois a categoria deflagrou uma greve antes que fosse feita qualquer proposta, e não só de índice mas de outras coisas da pauta econômica. A PBH nomeou uma comissão de negociação no dia 24 de abril e após a PRIMEIRA reunião com o sindicato. Agora, a Prefeitura espera o fim da greve para negociar e os grevistas esperam a negociação para acabarem com a greve... A questão do tratamento grosseiro, de agressões pessoais, não é porque se trata de "superiores" ou não. Eu acredito que a urbanidade, a delicadeza e a cordialidade são pequenas virtudes que mudam o mundo. Ás vezes qualquer um de nós perde a cabeça e os bons modos, mas sempre ter esta postura é uma forma de minar todo e qualquer relacionamento... Se eu parto para ataques grosseiros, eu não posso esperar que o "atacado" fique imóvel ou se faça de surdo. Quanto ao episódio da porta da Secretaria de Administração, quando os grevistas chegaram, havia DOIS guardas municipais, desarmados, na porta da SMARH... É preciso ter um pouco de equilíbrio para entender que se tivesse havido uma conversa mais gentil e urbana, as conseqüências teriam sido diferentes.
Abraços, Pilar Almeida

Ilma Senhora Maria do Pilar :
Segue abaixo , trecho publicado e retirado do blog "DIÁRIO DA GREVE " A Secretária Escreveu em uma mensagem enviada para lista de discussão data 24/05/05:

"Tenho tentado negociar sempre e ouvir muito, apesar das "baixarias" e
indelicadezas de certos setores da categoria. Acontece que a concepção de
negociação do sindiute é aceitar tudo que eles trazem. Em relação ao calendário
da educação infantil avançamos muito e como não ficou exatamente do jeito que
eles queriam, eles alegam que não negociamos! Até audiência com o prefeito eles
tiveram e insistem que não são ouvidos!É difícil sentar à mesa com quem nos
chama de "praga ordinária" e outras indelicadezas...Abraços,Pilar
".

Olha Colegas, se isto é verdade, me parece que vcs estão de brincadeira com a Categoria e nós merecemos respeito, até porque estamos apoiando a Grave e os movimentos de luta da categoria. Com esta linguagem fica difícil vcs conseguirem algo melhor p/ nós.

Cícero Macêdo


Eu, pessoalmente , sou contra esta forma de tratamento , principalmente em se tratando de superiores. Realmente , até fica feio para uma categoria de professores agirem de forma tão imatura . Mas, por outro lado , confesso que fico meio perdido com algumas declarações : Quem está sendo verdadeiro e quem está mentindo nesta situação ! Isto por que , os companheiros que estavam formando uma "Comissão de Negociação ", como a senhora sabe , foram recebidos como se fossem bandidos pela guarda municipal . Outro ponto é a questão da negociação da recomposição das perdas salariais. Se realmente houve uma proposta de índice de reajuste, de quanto o foi ? Por que então naõ se usa a máquina de propaganda e divulga o índice ? Uma negociação, envolve pelo menos a apresentação de um índice. o que temos ouvido do SindUte , é que os representantes da PBH riem -se da proposta apresentada e dizem que o índice é zero . Ora , é lógico que negociar significa ser maleável. Se a mesa da PBH não tem nada para apresentar , isto não é negociar.

Pedro - Emdo

RESPOSTA AO PROFESSOR DA EMPEP

Caro Professor. O seu comentário justifica a minha decisão de retirar o meu filho da EMPEP, pois, além de conseguir vaga em outra Escola Municipal que não esta em greve, fui muito bem recebido pelos profissionais. Se o Senhor fosse tão culto como escreve, com certeza estaria em uma situação profissional melhor. Tenha cuidado com as palavras meu amigo pois a sua atitude demonstra desrespeito para com um Cidadão que paga impostos e custea o seu salário. Na sua Escola o que mais acontece é falta de professores, com alunos sem aula e dispensados antes do horário; como exigir algo se não existe retorno.
UM PAI INDIGNADO

quinta-feira, maio 26, 2005

O Prefeito de "Sucupira" perseguir a oposição e empastelar o jornal

a novela O Bem Amado, de Dias Gomes, foi ao ar. Odorico Paraguaçu, o prefeito de Sucupira, mandava ele próprio pichar nas paredes “Odorico é ladrão” para ter um pretexto, depois, para perseguir a oposição e empastelar o jornal de Neco Pedreira. Quem se lembra da novela ou do seriado, de 1980, sabe: a obsessão do prefeito era inaugurar um cemitério, mas não morria ninguém na cidade. Otimista, Dias Gomes fez, na versão original, com o que o próprio Odorico estreasse o campo santo. “O feitiço vira-se contra o feiticeiro” era o corolário moral. Na política de verdade, cumpre ficar vigilante porque, infelizmente, nem sempre é assim.

O PT, aquele que se queria o moderno partido das massas, quem diria?, transformou o Brasil na Sucupira de Lula Paraguaçu. O partido, sozinho, sem o concurso de ninguém, sem que a oposição tenha movido uma palha para tanto,

III Marcha pela Educação

quarta-feira, maio 25, 2005

Às educadoras infantis da rede municipal de BH

Sou professora de formação! Infelizmente quando entrei na rede foi através de um concurso que mediocremente reduziu a minha condição à educadora infantil. Ser educadora é um orgulho, mas não nos moldes que a PBH quer me enquadrar. Educador é um termo muito amplo na Educação. Talvez quem inventou esta nomenclatura para tal cargo não conheça seu significado. Por isso quero dizer para essas pessoas: EU SOU PROFESSORA!!! O mais triste é pensar que essas pessoas estão nos governando, ditando regras, ou melhor, portarias para nos reger. E o pior: estão fazendo a cabeça das próprias professoras que atuam na educação infantil, que por ocupar o cargo de nome educador infantil, se sentem à margem da categoria.

Sou professora da educação infantil neste cargo de educadora e estou em greve. É a minha segunda greve na rede, também a segunda da rede este ano. E mesmo assim ainda ouço a secretária e o prefeito dizer pela segunda vez que não negocia com grevista. (bem, se eles negociassem com não-grevistas essa greve não existiria, tudo teria se resolvido em janeiro, fevereiro...ao fim da greve do inicio do ano). Mas não é essa posição da PBH que me incomoda.

O que me incomoda de fato é que algumas, ou a maioria das professoras que ocupam o mesmo cargo que eu estão trabalhando como se nada estivesse acontecendo na cidade ou com a categoria (que é delas também).

Esse meu desabafo são para essas companheiras...

A formação que o concurso de educador infantil exigia era o magistério (nível médio). Apenas essa formação lhe dá o “título” de professor, a maioria das que passaram neste concurso está fazendo ou já completou um curso superior na área da educação, o que lhes conferem mais uma vez o direito de serem chamadas e serem tratadas como professoras. Aí vem algumas pessoas de índole duvidosa que inventa um cargo com essa nomenclatura e você perde a sua identidade? Ora, vocês já têm idade suficiente para não acreditar em histórias da carochinha. Pensem: porque a PBH criou esse cargo? Porque ela quer nos separar da categoria?

O interesse da prefeitura é ter mão de obra barata para o mega empreendimento que é a Educação Infantil. A máquina de votos que elegeu nosso atual prefeito. A propaganda está aí. A educação infantil é a menina dos olhos da PBH e precisa ser estendida às custas do nosso suor, da nossa formação de professoras, mas com custo de educador infantil.

Ela quer nos separar da categoria para que nós não conheçamos e nem reivindicamos nosso direito à isonomia salarial e de direitos. Se somos professores, se trabalhamos como professores porquê recebemos como educador infantil? (essa, vocês vão ter de responder sozinhas).

Agora eu pergunto: Enquanto o movimento de greve da categoria está nas ruas lutando por nossos direitos, onde vocês estão? Trabalhando nas escolas e com esta atitude mostrando à PBH que concorda com o tratamento por ela recebido? Com o salário que depositam na sua conta ao final de cada mês? Com as condições de trabalho que lhes estão sendo impostas?

Bem, se é assim, vocês realmente não devem fazer parte da mesma categoria que eu. Uma categoria que luta por seus direitos, que não engole sapos e portarias. Eu estou no cargo de educador infantil sim, mas pretendo lutar para que um dia, mesmo que distante, eu seja reconhecida pelo meu trabalho, pela minha formação. Não estou falando de salário, não. Estou falando de dignidade, de respeito ao profissional, de direitos.

Me desculpem se ofendi. Mas como disse no início, era um desabafo. Agora peço a quem ainda se sente educador ao invés de professor que mude de atitude, que reveja seus conceitos e que acima de tudo, lute para conquistar aquilo que lhe é de direito.

Cristiane Nunes de Oliveira, EMML.

Ao "Pai Lamentoso" e aos colegas da EMEP (24/05)

Em primeiro lugar, cumpre esclarecer que a culpa dos problemas que a EMEP enfrenta, é do professorado.
Faltam livros? Deve ser por que os professores não estão comprando os livros para a biblioteca !
Eles devem ter desviado o dinheiro para fazer fundo de greve ! Todas as escolas estão fazendo isto agora! Hahaha! Tem computadores e não tem aula de informática ! Por que será hein, senhor "sabe tudo "? Vai ver que o professor de informática de lá faz parte do alto escalão e foi para a Finlândia - acompanhando o prefeito -deve ser por isso que o seu filho não tem aula de informática.
Quanto ao fato de vc ganhar menos que um professor e não pleitear um salário maior, isto é um problema pessoal seu ! Eu não tenho nada a ver com isso. Mas isto não me obriga a ser tão pequeno e pensar pequeno como vc, não é verdade? Quem manda eu e a categoria querer ser ambiciosa ....
Quanto ao fato de por que não peço demissão, é por que infelizmente após dez anos lecionando para a prefeitura,me especializei em alfabetizar e ensinar proporção algébrica para alunos que estão na 8ª série. Não conseguirei emprego em uma escola cujos os pais e alunos são altamente politizados e defendem realmente uma escola de qualidade para que o filho realmente aprenda alguma coisa e não porque precisam de um lugar onde deixar o "pentelhinho".
Se quer exigir uma escola de qualidade de verdade para seu filho, vá a associação comunitária de seu bairro,vá aos verdadeiros culpados da situação precária da biblioteca e da aula de informática que vc descreveu ...
Pelo seu texto, dá para perceber que vc está quase descobrindo por onde a qualidade da escola vai por água abaixo ...
Agora me desculpe tá: Não me disponho a conversar com um analfabeto político!
É por pais assim como vc , que o país se encontra como está !
Longe de mim pensar que vc vai lutar por um salário melhor para a categoria, e creia me,penso que a categoria pensa da mesma forma.
Nós, como categoria , não precisamos que outros defendam nossos interesses.
Sabemos nos gerenciar muito bem nesta questão.
Mas por outro lado, soa esquisito um pai pensar que qualidade de ensino equivale simplesmente a "ter aulas"!
A própria greve é uma lição de cidadania que vc poderia estar explicando a seu filho - o que é e por que acontece !
Fica muito difícil, tentar acender uma "luzinha" de raciocínio no "breu" em que se encontra a sua cabeça !
Mas se vc estiver disposto , vamos lá! Vamos ver se vc fez seu "Dever de Casa".Você Sabe...
1)Para que servem os tempos pedagógicos?
2)Em que etapa do ciclo seu filho se encontra sem necessitar de consultar a secretaria da escola?
3) Quais são os parâmetros curriculares relacionados a este ciclo?
4)Quais os critérios utilizados pela escola na avaliação do seu filho?
5) Você acompanha o aprendizado do seu filho ?
6)Ajuda nas tarefas ?
7) Comparece as reuniões a que é convocado para relatório do desempenho /comportamento de seu filho?
8)Cite pelo menos cinco problemas que a escola de seu filho tem vivido, cujo conhecimento chegou a seu ouvido através de seu filho e não da mídia ou deste blog
9)Cite três atitudes, como cidadão "consciente", que o senhor tomou ao saber dos problemas acima (OBS:"Só Falar mal dos professores" não vale)
10) Você é cidadão e pai,que vê a escola como um lugar onde seu filho deve aprender coisas novas e adquirir novas habilidades para a vida - (POSICIONAMENTO POLÍTICO, CAPACIDADE DE ANáLISAR e CORRELACIONAR FATOS- são algumas delas)- ou você se julga cidadão só porque paga impostos,e escola de qualidade para seu filho é aquela - que não interessa os problemas que tenha, não interessa o que os professores querem dizer do seu filho e como ele vai - isto é problema dele- Afinal , o que importa é que vc tem um lugar onde deixar o pentelho sem precisar de pagar alguém para tomar conta-e de quebra ele ganha um lanchinho e vc, uma ajuda financeira para as "biritas" ?
Caso o vc consiga acertar as respostas de pelo menos seis questões acima sem colar /Peço -lhe mil desculpas - Sr Pai lamentoso !
Que lástima ! Creio que o seu "ser cidadão" não é igual ao meu !
risos
PMLF

Botar a boca no mundo!!

Companheiros e companheiras,

acredito ser importante divulgar a nossa greve em outros países. O Le monde diplomatique, jornal francês é um bom espaço. Tem também a página portuguesa radicais_livres e a espanhola crearmundos. Além disso, tem os jornais brasileiros para os quais podemos enviar as nossas notícias, o endereço do site.

Mãos à obra!!!

Consolação.

REGULAMENTAÇÃO DO DIREITO DE GREVE NO SETOR PUBLICO

INFELIZMENTE O DIREITO DE GREVE NO SETOR PUBLICO AINDA NÃO FOI REGULAMENTADO. A LEI 7.783 REGULAMENTA O DIREITO DE GREVE NO SETOR PRIVADO, A CARGO DOS TRIBUNAIS DO TRABALHO. POR ISSO A NOSSA VULNERABILIDADE JURÍDICA. ESTE PROBLEMA ATINGE A TODAS AS CATEGORIAS DE SERVIDORES PÚBLICOS.

Não se deixe enganar. A GREVE é legítima (Clica Aqui!)

"doar" parte do salário ao partido

Coluna Cláudio Humberto - Belo Horizonte, MG, Brasil, Quarta-Feira 25/05/2005

Se fraudar concurso público é crime, não será também crime militante entrar pelas janelas da administração e ainda "doar" parte do salário ao partido?

ESCLEROSE MÚLTIPLA

Lutar contra um governo do PT é a mesma coisa que enfrentar um governo facista ou caudilhista da América Latrina qualquer. A repressão estalinista é a sua marca e uso normal.A tempos o Sindute estadual não passa de uma maminha dos articulentos mais peçonhentos e oportunistas. chegamos ao cúmulo de desgastar todas as formas de lutas e de mobilização para eleger esses parasitas estúpidos. Estão todos eles aí encastelados no poder, engordando e esperando a morte chegar com a boca cheia de dentes escancarada esperando a propina chegar.

Eu sei de mim que não faço mais greve para eleger esses facínoras. Chega de figurinhas carimbadas no nosso movimento. Chega de candidatos falando mentiras e roubando nosso futuro. Uma coisa deprimente na nossa luta é o afastamento da base. cada dia mais esvaziadas estão nossas condições de luta.

O professor passa por ser inteligente e formador do futuro da nção. Mas é, na verdade um imbecil que coloca a sua frente só esse falsários imbecis.

Aos (às) colegas da EMEEVN (e da Rede)

Colegas de trabalho da EMEEVN (e da Rede)

Ninguém vive só. Ninguém promove mudanças sozinho (a).
Mais uma vez os (as) professores (as) de Belo Horizonte reúnem-se para discutir questões da educação municipal e reivindicar reajuste salarial. Este movimento não é novo para nós e não é novo na “Rede”, o que significa que muitas pessoas lutaram e garantiram conquistas que usufruímos hoje. É um movimento permanente e constante e cabe a cada um (a) decidir qual será a forma da sua contribuição neste e nos próximos.
Vivemos um momento muito difícil. Crise gravíssima do projeto educacional municipal cujas diretrizes não reconhecemos mais; baixa auto estima dos (as) profissionais da educação afetando nossa capacidade de trabalho e de mobilização; salários corroídos levando à necessidade de ampliação da jornada de trabalho e à realização de sucessivos cursos de especialização (alguns bastante duvidosos) gerando uma falsa impressão de ganho salarial; desarticulação dos momentos de discussão e de construção dos projetos pedagógicos são os exemplos mais graves que têm permeado nosso cotidiano colocando a necessidade de reagirmos.
Inicialmente, é preciso lembrar que antes de sermos trabalhadores (as) de uma determinada escola somos parte de uma grande categoria. O fórum de discussão da categoria é a assembléia, onde devem ser colocadas e votadas todas as propostas. Quando a categoria se reúne em assembléia os limites impostos pelos muros da escola são superados e então deve valer o que aquele coletivo decidir mesmo que seja contrário à nossa posição pessoal. Felizmente ainda temos na rede pessoas com memória suficiente para lembrar esse princípio fundamental da organização coletiva.
A opção pela greve, para muitas pessoas, não é uma decisão fácil de ser tomada, pois implica a aceitação dos riscos inerentes a este tipo de confronto. Inexplicavelmente, estas pessoas parecem preferir manifestar sua insatisfação dentro da escola, mesmo que de forma velada, sem perceber que o “inimigo”, que é comum a todos (as) nós, está em outro lugar. Além disso, reclamar apenas no interior da escola não contribui para alterar a situação.
Quando nos afastamos temporariamente da escola devemos nos lembrar que a reposição é um fato e deve ser defendida preservando-se o direito do aluno o que, certamente, comprometerá parte do nosso período de descanso. Não aderir à greve e continuar trabalhando pode significar concordância e/ou conformismo em relação às mudanças impostas pela Smed e à nossa atual situação salarial dando a impressão de que a greve não tem razão de ser.
Aderir à greve significa assumir a indignação contra as posturas autoritárias daqueles que temporariamente nos governam. Vale lembrar que nenhum governo reconhecerá espontaneamente a necessidade de aumento salarial da nossa categoria ou de qualquer outra (como feito recentemente pelos vereadores e o prefeito em benefício próprio). É nossa a tarefa de exigir melhoria salarial usando para isso a greve, direito consagrado em lei.
Durante a greve é importante reunir-se nas regionais e ir para a rua divulgar nossa indignação e reivindicações. A população precisa saber como os (as) profissionais da educação são tratados (as) por seus colegas professores (as) que ocupam os cargos temporários de secretário (a) e prefeito. Precisa saber também que a proposta governamental de educação para a cidade resume-se ao assistencialismo concretizado na distribuição de material escolar via escolas (não realizada até este mês pela falta de vários materiais) e à imposição de medidas sem a necessária discussão, mostrando que a decantada postura democrática é falsa e que educação não é sua prioridade.
Finalizando, desenvolver a capacidade de ver além do nosso microcosmo permite compreender que somos parte de um todo interdependente, nossas ações individuais afetam negativa ou positivamente esse todo. É tarefa pessoal a escolha de como se colocar no mundo: de forma solidária e compartilhada ou, como convém aos tempos modernos, de maneira individualizada, egoísta.
Ninguém trabalha por hobby. TODOS (AS) nós precisamos do salário no final do mês. É impossível determinar quem será mais ou menos afetado (a) com a suspensão do pagamento, que fatalmente acontecerá.
Da mesma forma, se a greve for vitoriosa, todos (as) nós teremos, igualmente, acesso aos ganhos, sem distinção entre quem contribuiu fazendo a greve e quem não contribuiu.

Belo Horizonte, 11 de maio de 2005

Professoras da EMEEVN em greve

terça-feira, maio 24, 2005

Greve e chicletes - Modesta Trindade Theodoro

Greve e chicletes

Jornais nos informam que após repórteres conversarem com membros do poder executivo de Belo Horizonte foi dito que há professores estatutários que ganham 6,9 mil reais cumprindo o seu ofício nas salas de aula. Ora vejam!
Imprescindível é observar os contracheques de professores estatutários que, no dizer daqueles, ganham tal quantia. Caso o fato seja verídico poderá ser usado em prol dos professores. Equiparações deverão ser feitas. Obviamente o secretariado sabe que horas extraclasse (chamam de dobra) são situações ocasionais, portanto não contam. Pelos meus cálculos, nem doutor em Educação em sala de aula ganha tal quantia na Rede Municipal. A menos que os trabalhadores estejam em cargos comissionados e se coloquem, no momento, professores. Óbvio que seria uma atitude desonesta. Creio que a PBH não opta por esse desvio de conduta. Podemos acreditar?
Quem votaria em greve se percebesse tal salário e não contasse com outros problemas mais sérios como o autoritarismo? Acaso há secretários que não possuem a tabela salarial e não lêem o Diário Oficial do Município? A profundidade dos "enganos" poderá ser um passo para o regime totalitário. É necessário corrigi-los a tempo. O primeiro passo seria o diálogo e a percepção do secretariado. Secretário que se preza não priva a comunidade de elaborar calendários, evita tratar de tais assuntos com grupos escolhidos a dedo. Lê com afinco e entende as leis da Educação colocando em primeiro lugar o ser humano que as elabora, para não usá-las a seu bel-prazer.
Na Educação a participação coletiva é necessária. Transmitir recados a gestores, para que sejam retransmitidos oralmente não é bom negócio. Dá a impressão de brincadeira de telefone sem fio. Portarias não deveriam ser confundidas com porcarias que servem tão-somente para causar aborrecimentos. Elas devem ser confeccionadas com mãos hábeis de cerzideiras e idéias progressistas.
Nada há de pedagógico nos procedimentos adotados pelos secretários da PBH em momentos de "negociação" (sem generalizações). Secretário que masca chicletes, atende celular e conversa com representantes dos professores não deveria ocupar tal posto em quaisquer administrações. E a goma de mascar gruda debaixo da mesa ou da cadeira na hora do cafezinho. De lá sai apenas quando algum trabalhador curioso limpa o recinto.
Professores da Rede Municipal de BH, hoje, estão como goma de mascar e pedra de bodoque. Administradores os grudam em um canto qualquer, ou utilizam abusivamente do bodoque. Onde aqueles que ensinam caírem, aprendem! De tal forma ficam que adoecem e morrem ao raiar do dia, que para eles jamais chegará.
Justiça seja feita, mentiras expurgadas. `As bravatas eleitorais? O desprezo. Nesses momentos consumir-se é pior.

Modesta Trindade Theodoro / Professora do Ensino Fundamental

Juiz decide hoje futuro do Olho Vivo (clica aqui!)

Mensagem da Secretária

Caros Coordenadores do Siind-UTE,

A Secretária Escreveu em uma mensagem enviada para lista de discussão data 24/05/05:
"Tenho tentado negociar sempre e ouvir muito, apesar das "baixarias" e indelicadezas de certos setores da categoria. Acontece que a concepção de negociação do sindiute é aceitar tudo que eles trazem. Em relação ao calendário da educação infnatil avançamos muito e como nã oficou exatamente do jeito que eles queriam, eles alegam que não negociamos! Até audiência com o prefeito eles tiveram e insistem que não são ouvidos!É diicil sentar à mesa com quem nos chama de "praga ordinária" e outras indelicadezas...Abraços,Pilar".
Olha Colegas, se isto é verdade, me parece que vcs estão de brincadeira com a Categoria e nós merecemos respeito, até porque estamos apoiando a Grave e os movimentos de luta da categoria. Com esta linguagem fica difícil vcs conseguirem algo melhor p/ nós.
Cícero Macêdo

LAMENTO DE PAI DE ALUNO

Qual categoria está, atualmente, fazendo greve no molde dos professores da Prefeitura. Este modelo já acabou.
Sou pai de aluno da ESCOLA MUNICIPAL PROFESSORA ELEONORA PIERUCCETTI, no bairro Cachoeirinha e não mudo meu filho de escola porque não tenho condições de custear uma Colégio particular. Isso não significa que vou brigar por professores que ganham mais do que eu. Na Escola professores fazem reunião pedagógica, dispensando meu filho; tem computador mas os alunos não tem aula de informática; tem biblioteca mas não da para usar direito; tem grosseria com alunos e tem greve. Porque não demitir os professores que não desejam trabalhar e colocar outros no lugar?
Pago imposto e exigo que meu filho tenha uma Escola decente para estudar. Se os professores da EMPEP não estão satisfeitos com o seu salário que sejam coerentes e peçam demissão, de modo a permitir que outros professores possam trabalhar. Meu filho estuda na parte da tarde e agora esta ficando em casa sem estudar; de quem é a responsabilidade?

Carta Resposta à CPNS PBH

Belo Horizonte, 16 de maio de 2005
Professores (as) da Rede Municipal de Educação;Delegados (as) da III Conferência Municipal de Belo Horizonte;Comissão Permanente de Negociação Salarial da Prefeitura de Belo Horizonte;Trabalhadores (as) da Secretaria Municipal de Educação;Interessados (as) na construção de uma escola pública municipal de qualidade;
Fiquei extremamente incomodada com a carta distribuída pela Comissão Permanente de Negociação Salarial da Prefeitura de Belo Horizonte no dia 14 de maio de 2005 na III Conferência Municipal de Educação. Esta se destinava aos (às) professores (as), no entanto foi distribuída amplamente na Conferência. Acho muito interessante a proposta de colocar a comunidade à par das situações educacionais e é por isso que gostaria de comentar a carta destinando minha resposta a um público mais amplo.Sou professora da educação infantil ocupando o cargo de educadora infantil na prefeitura. Trabalho, por escolha, com crianças de três anos e tenho investido muito na minha formação para fazer um trabalho educativo de qualidade com crianças pequenas. Como disse, por ser professora da educação infantil, acredito que a carta também fala de mim e do meu salário. Qual não foi a minha surpresa ao ver que “O atual salário de ingresso na carreira, para professor com nível superior e carga horária de 22 horas e 30 minutos semanais, é de R$1.103,12(…)”. Recebo R$501,11 bruto, chegando a R$410,91 líquido. Onde está o restante do meu salário?Tenho certeza que a prefeitura não se embaraça nesta questão. A resposta é simples: esse salário é de educador infantil, não de professor municipal. Realmente ocupamos cargos diferentes, segundo a prefeitura, mas não entendi porque divulgar apenas um. Crio, então, duas hipóteses: ou eles desconsideram a educação infantil do quadro de trabalhadoras da educação (e estamos em greve também), ou não é vantajoso divulgar a desvalorização das professoras da educação infantil no cargo de educadoras infantis. Se alguém tiver outra hipótese, estou curiosa para escutar.Outro ponto importante a ressaltar é que tenho nível superior em pedagogia, faço continuidade de estudos em educação infantil (nível de graduação) e pós-graduação em arte-educação pagando por mês mais da metade do meu salário (quase 54%). Isso tudo para procurar uma educação pública municipal de qualidade para a educação infantil, pois meus alunos têm direito a isso. No entanto, durante o período probatório (3 anos) não receberei nem mais um centavo. Continuo recebendo como se tivesse o magistério do ensino médio (que também tenho).Com relação à reunião pedagógica causa-me espanto a proposta da prefeitura de fazê-la sem o corpo docente completo. É um momento de discussão importante no interior da escola que não permite ser realizado por etapas. Na faculdade discutimos muito a respeito da transdisciplinariedade que só pode acontecer se temos o corpo docente completo e com disposição de tempo apropriada. Os alunos não estão perdendo algumas horas por semana, mas ganhando uma escola mais coerente com a proposta pedagógica da escola e da cidade. É um momento de criar estratégias de ensino direcionadas a um público específico.Apesar de todos estes pontos, o que realmente me levou a escrever esta carta-resposta foi a tentativa da Comissão de mostrar-se aberta às negociações, cometendo, a meu ver, um erro primário de lógica. Transcrevo abaixo o que eles (as) disseram, para depois comentar:Todas as questões relacionadas ao ensino sempre foram discutidas com os professores e vinham sendo debatidas entre o Sindicato e a Secretaria Municipal de Educação, desde o final do ano passado. Mantendo o esforço sempre presente de negociação e com a proximidade da data-base do funcionalismo, a Prefeitura nomeou uma comissão representativa para negociar com os professores e as outras categorias dos funcionários públicos. A comissão permanente de negociação salarial realizou UMA reunião no último dia 4 de maio e foi surpreendida, no dia seguinte à realização desse PRIMEIRO encontro, pela decisão do sindicato em decretar greve da categoria.(COMISSÃO PERMANENTE DE NEGOCIOAÇÃO SALARIAL, 2005)
Ao dizer que o Sindicato e a Secretaria estavam discutindo desde o final do ano passado, me pergunto porque as reivindicações da educação infantil permanecem as mesmas. Foram realizados encontros com o Prefeito para tentar discutir alguns pontos e criadas comissões, no entanto não se avançou na discussão desde o ano passado. E se estavam abertos à discussão, por que só houve UMA reunião com a categoria? Desde o ano passado até hoje são mais de 6 meses, sendo apenas UMA reunião muito pouco para configurar uma negociação efetiva. Esta ÚNICA reunião foi marcada depois que já tínhamos realizado uma assembléia definindo para o dia 05 de maio o indicativo de greve. Dessa maneira, se a comissão quisesse realmente negociar, nesta PRIMEIRA reunião teria indicado alguma proposta concreta, uma vez que nosso índice de reajuste já estava amplamente divulgado nos nossos encontros e boletins. Nós já tínhamos uma proposta no dia 04, eles é que não tinham uma contra-proposta.Estou aqui afirmando que eles não foram surpreendidos com a nossa greve. Digo nossa, porque não foi o sindicato, enquanto diretores (as), que decretou greve para a categoria, e sim o sindicato, enquanto categoria..Se a Comissão estivesse realmente preocupada com a categoria e com os cidadãos belo-horizontinos, não teria realizado em seis meses apenas UMA reunião, e esta não seria apenas para constar que teve. Ela teria sido recheada de propostas e diálogo. Se a Comissão realmente quiser que nosso movimento seja breve, ela deverá reabrir as negociações, pois estamos com propostas há seis meses, esperando e lutando pelo que queremos e temos direito: RESPEITO, SALÁRIO DIGNO e EDUCAÇÃO DE QUALIDADE PARA A CIDADE.
Atenciosamente,Thaís Tavares LacerdaProfessora da Educação Infantil, no cargo de Educadora Infantil

segunda-feira, maio 23, 2005

Uma desgraça chamada pt

A transformação de um partido
RIO e BRASÍLIA - Convertido em partido da ordem, o PT 2005 está muito distante daquele dos anos 80, quando pregava uma atividade política autônoma. Agora, é um partido tipicamente eleitoral, que ampliou suas alianças, a qualquer custo, para conseguir se eleger. Tal opinião é partilhada entre petistas e cientistas políticos.
De uma breve radiografia, o PT sairia assim: desvertebrado e preso aos aliados. Ao menos é desta maneira que sociólogos e cientistas políticos estão identificando a sigla. Sobretudo depois do encontro do Diretório Nacional no fim de semana em São Paulo.
- O PT tornou-se uma espécie de PMDB dos anos 2000. Partido que se alia a qualquer bloco ou setor que possa trazer benefício. Acabou num processo de fagocitose: foi engolfado pelos aliados. O maior exemplo é o caso Roberto Jefferson que atola o PT - dispara o sociólogo Ricardo Antunes.
Nessa perspectiva, não surpreende a condenação do PT à CPI dos Correios. Afinal, abafar a corrupção seria a única medida para imobilizar um movimento de investigação que vai bater nos partidos de centro-direita aliados ao governo.
A deputada federal, Maria José Conceição (DF), a Maninha, por exemplo, não concorda com a resolução do Campo Majoritário do partido que pede para que seus deputados e senadores ''não endossem a convocação da CPI dos Correios''.
- Assinei a favor e não volto atrás. Sou a favor que a comissão apure as denúncias contra um congressista, não contra o governo. Não acho que o deputado Roberto Jefferson seja mais companheiro que Virgílio, que trabalhou tanto para o crescimento e fortalecimento do PT - disse.
Mas a crítica da credibilidade e da ética do partido não é novidade. O cientista político Fábio Wanderley Reis lembra que a singularidade ética, uma das principais marcas da sigla, teve como divisor de águas o caso Waldomiro Diniz. De lá para cá, segundo o professor, o PT teria caído na ofensiva. E hoje encontra-se perplexo, sem saber como agir. Ou nas palavras de Ricardo Antunes: ''o PT no governo é um biruta, não sabe para onde vai''.
O presidente nacional do partido, José Genoino, discorda dessa visão. Segundo ele, o partido apenas virou governo.
- O PT é governo. Quem está no governo investiga e apura, não precisa de CPI. Já para a oposição a CPI é o único instrumento. Pedíamos CPIs no governo Fernando Henrique, pois não tinhamos confiança nas apurações do governo - diz.
O cientista político Leôncio Martins Rodrigues lembra que, no caso do PT, a distância entre teoria e prática é ainda maior, porque, antes de chegar ao poder, era um partido anti-governo e anti-sistema capitalista. E o presidente do partido não parece discordar da opinião de Martins Rodrigues.
O deputado federal Chico Alencar (PT-RJ), que pertence à chapa ''Para o PT voltar a ser o PT'', acredita que é a hora de o partido dar um ''choque ético'':
- Entendo que o exercício do poder pede mais pragmatismo, mas não pode significar esquecer o programa. Pede flexibilidade, mas isso não pode significar transigência ética. Está na hora de darmos um choque ético - defendeu, lembrando a contradição de punir Virgílio e abafar a CPI.
- É uma ironia trágica que no mesmo dia que decidimos não apoiar a CPI para apurar a corrupção, punimos um dos companheiros cujo comportamento ético ninguém duvida.
Alencar acredita que o governo tem desapontado:
- Não estamos sabendo realizar no governo todas as expectativas que criamos quando estávamos na oposição.
Milton Temer, que se afastou do partido em 2003, após a expulsão da senadora Heloísa Helena, garante que a mudança no partido não é recente. Ele lembra que em convenções da década de 1990, o Campo Majoritário, que comanda o partido, já começava a ser mais transigente, se distanciando dos ideais de fundação da sigla.
- No aparelho do estado, isso se radicalizou. Que o governo não fosse de esquerda é compreensível, mas não é compreensível que o PT tenha assumido a posição mais direitista do campo de alianças do governo.
Para Temer, o governo Lula é hoje mais ligado aos aliados de direita do que com a esquerda do partido.
- O verdadeiro parceiro do Lula hoje é o Roberto Jefferson. O Lula que lutou pela expulsão da Heloísa Helena é o mesmo que inocentou o Roberto Jefferson - atacou.

Continuação

Pobre dos professores que desprezam seus alunos com atitudes irreais!

OLHEM A REALIDADE COMPANHEIROS

COLEGAS
HOJE É DIA DE ASSEMBLÉIA DA CATEGORIA. OBSERVEM A REALIDADE DA POPULAÇÃO E REFLITAM SOBRE OS SEGUINTES PONTOS:
A) COMO PEDIR A UM PAI OU MAE, QUE GANHAM SALARIO MINIMO, APOIO PARA OBTERMOS REAJUSTE SALARIAL;
B) COMO IREMOS PROCEDER COM O CORTE DE SALARIO ANUNCIADO PELA PREFEITURA NO NOSSO DIA-A-DIA;
C) COM IREMOS ENCARAR OS NOSSOS ALUNOS, PREJUDICADOS PELA GREVE;
D) COMO FICARÁ O NOSSO RELACIONAMENTO COM A PBH UMA VEZ QUE O SINDICATO, NOSSO INTERLOCUTOR, TEM AGIDO COM DESPREPARO POLITICO.

EXISTEM VARIOS PONTOS QUE DEVEMOS PENSAR. NÃO ADIANTA PREPARAR LINDOS TEXTOS PARA SEREM LIDOS E APRECIADOS POR NOS MESMOS. SEJAMOS REALISTAS !

domingo, maio 22, 2005

Pobre do povo que despreza seus professores

Pobre do povo que despreza seus professores[1]


Não é possível tornar este país democrático, humanizá-lo, com o tratamento desrespeitoso dado aos professores e aos educandos da Rede Pública de Ensino de Belo Horizonte. O tratamento a que me refiro é aqui entendido como o pagamento de salários aviltantes e a imposição arbitrária de um tempo escolar rígido, decidido em escritórios pelos burocratas da educação belorizontina.
Diante dessas imposições, que tornam o processo de ensino cada vez mais racional, no sentido daquela racionalidade industrial, expressa pelo processo taylorista de delegação de tarefas e, claro, redução da dimensão dos espaços de discussão, perde toda a sociedade. Perdem, principalmente, os professores “ordeiros”, que aceitam passivamente essas imposições e continuam em suas salas-de-aula, cuidando para que a organização do tempo escolar imposto seja cumprida e acreditando, talvez, que assim garantem que a pontuação de sua avaliação de desempenho fique na média ou mesmo acima dela, colocando-se numa posição “melhor” do que aqueles que, ao construírem um movimento de GREVE, “atrapalham” a organização escolar. Com sua omissão comodista esses professores preferem “deixar como está para ver como é que fica” e assim promovem uma grande perda também para os nossos alunos e seus pais e mães, pois quando acreditam que os professores em greve estão prejudicando-os, eles assumem o discurso fácil dos que nos oprimem e atacam cegamente aqueles que, com seu exemplo de luta pela construção de uma educação melhor, verdadeiramente contribuem para a construção de uma sociedade democrática.
As perdas não param por aí, mas vão além, pois com o tratamento arrogante e punições como o corte de salário e a substituição dos grevistas por pessoal contratado, a Secretaria Municipal de Educação desta capital ensina aos cidadãos de Belo Horizonte o medo (disfarçado de autoritarismo) de construir um diálogo com aqueles que querem exprimir sua posição contrária a que se trate a educação púbica como coisa privada.
Diante dessas práticas de arrogância que nos têm sido impostas mais intensamente depois que decidimos entrar em greve, pedimos à população de Belo Horizonte que nos apóie e que seja tolerante, não no sentido de aceitar esta situação adversa, mas no sentido anunciado pelo grande educador Paulo Freire, para quem “ser tolerante não é ser conivente com o intolerável, não é acobertar o desrespeitoso, não é amaciar o agressor, disfarçá-lo. A tolerância é a virtude que nos ensina a conviver com o diferente. A aprender com o diferente, a respeitar o diferente.”[2].
Convido a todos a dizer um não inequívoco ao desrespeito à vida e a assumir que a educação enquanto ato político não deve merecer migalhas de alguém que se diz “BOM DE SERVIÇO”. Como profissionais que amam a vida, devemos fazer um convite permanente e amoroso a todos os nossos colegas professores, para que assumamos nossa condição de seres políticos que entendem que a luta pela democracia é necessária, pois “não se recebe democracia de presente. Luta-se pela democracia. Não se rompem as amarras que nos proíbem de ser com uma paciência bem comportada, mas como povo mobilizando-se, organizando-se, conscientemente crítico.”[3]

PROFESSOR ÁLVARO - Escola Municipal Dora Tomich Laender
[1] Texto escrito no dia 22 de maio de 2005 para ser lido na assembléia dos professores da rede municipal de Belo Horizonte.
[2] FREIRE, Paulo. Professora sim, tia não: cartas a quem ousa ensinar. São Paulo: editora Olho d´Água, 1993. p.59.
[3] Op. Cit. Pág. 117.

sábado, maio 21, 2005

Marcha do dia 24/05/05

Sugiro criar um bloco para a caminhada com todas as denuncias colocadas aqui até agora mostrando para a população de BH realmente quem é a esquerda burra (pt) de verdade.Por favor coloquem faixas e cartazes com boa visão. Desmascará-los agora é preciso. Como ja dizia o MESTRE FIODA " o pt é falso como uma nota de 3 reais". Ah, pasmem o grisalho peçonheto do rogério correa (min) está em fuga alucinada, onde tem professor, ele procura um calabouço.

Para o olho da rua

Com todas as denuncias que aqui tivemos a oportunidade de ler, pedimos a cabeça da sargentona pilar pilão e do prefeitinho pimenta. KD o Ministério público? KD a CGU? KD o TCMG?Providências Já! Está na hora de serem desmascarados. AH disso eu já sabia.

sexta-feira, maio 20, 2005

“Surpreendente a matéria publicada no Diário Oficial do Município (DOM-BH) Clica aqui

Violência e Ax(ch)é music (clica aqui)

quinta-feira, maio 19, 2005

ATITUDE DOS DIRETORES

CONCLAMO AOS PROFESSORES QUE COMPOEM A DIREÇÃO DAS ESCOLAS QUE ESTÃO TOTALMENTE OU PARCIALMENTE PARALISADAS QUE TAMBÉM ENTREM EM GREVE, ADERINDO AO MOVIMENTO. QUE ESTES PROFESSORES MANIFESTEM, COM ATITUDES, A SUA ADESÃO OU NÃO AO MOVIMENTO. ESCONDER ATRAZ DO CARGOS COMISSIONADOS É MUITO FACIL E COMODO.
Uma professora da ARNE/PBH.

PE NO CHÃO

COLEGAS
O MOVIMENTO GREVISTA É UMA FORMA LEGÍTIMA DE PRESSÃO. NÃO PODEMOS ESQUEÇER, ENTRETANTO, QUE ESTE RECURSO DEVE SER BEM AVALIADO E DEVE SER PRECEDIDO DE UMA PREPARAÇÃO POLITICA. ENTENDO QUE A NOSSA GREVE NÃO ESTA BEM ARTICULADA POLITICAMENTE, ALEM DE NÃO TER UMA ADESÃO SIGNIFICATIVA DENTRO DA CATEGORIA. NESTE CASO O RESULTADO TENDE A SER NEGATIVO. TEMOS QUE PENSAR NO AMANHÃ E NO NOSSO DESGASTE JUNTO A COMUNIDADE. DEVEMOS TOMAR AS NOSSAS ATITUDES UTILIZANDO A RAZÃO E NÃO A EMOÇÃO. CONCLAMO AOS COLEGAS DO SIND-UTE MUNICIPAL QUE REFLITAM SOBRE A RESPONSABILIDADE SOCIAL QUE PESA NOS OMBROS DE CADA UM, SEJA COM RELAÇÃO À COMUNIDADE, SEJA COM RELAÇÃO A NOS, PROFESSORES, QUE PODEREMOS SER PREJUDICADOS, POIS SOMOS UMA MINORIA EM GREVE, COM CORTE DE SALÁRIOS E OUTAS MEDIDAS DE CUNHO ADMINISTRATIVO.

quarta-feira, maio 18, 2005

Razão de algumas alterações

Pessoal,

Retirei um texto dessa página, pois se tratava de um texto de humor! Publiquei no blog que criei para esse tipo de textos: de humor e poéticos! Clica AQUI PARA VER!
Você pode publicar textos de humor e poesias CLICANDO AQUI ou nos links ao lado.

Alterei outra publicação pois interferia na estrutura do blog: não foi possível ver os links ao lado.

Qualquer reclamação, escreva para woodsonfc@yahoo.fr

COLETOR DE IMPOSTOS

MOLUSCO, O MAIOR COLETOR DE IMPOSTOS DA HISTÓRIA DA REPÚBLICA

TRIBUTAÇÃO
Até sexta, brasileiro trabalhou só para pagar impostos
Quarta, 18 de Maio de 2005, 16h25
Fonte: INVERTIA

Todos os dias trabalhados pelo contribuinte brasileiro até sexta-feira, dia 20, terão sido para pagar tributos (impostos, taxas e contribuições) aos governos municipal, estadual e federal. São quatro meses e 20 dias.
O cálculo é do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), e engloba o imposto de renda da pessoa física, contribuições previdenciária e sindical, além das tributações sobre produtos e serviços (como PIS, Cofins, ICMS) e patrimônio (IPTU, IPVA, ITBI).
De acordo com o IBPT, o brasileiro vem comprometendo cada vez mais de sua renda anual com os impostos. Em 2003, 36,98% de seu rendimento bruto eram gastos com impostos; em 2004 foram 37,81%. Este ano serão 38,35% - e é em cima deste dado que o instituto faz a conta de dias a serem trabalhados para bancar os tributos.
Ante os quatro meses e 20 dias a serem trabalhados em 2005 para oagar imposto, na década de 1970 o brasileiro trabalhou em média dois meses e 16 dias; na de 1980, dois meses e 17 dias; e na de 1990, três meses e 12 dias.
Outro dado apontado pelo IBPT é o aumento dos gastos da classe média com serviços similares aos que são ou deveriam ser oferecidos pelo governo (e que são bancados pelos impostos), como saúde, segurança e previdência. Nos anos 1970 estes gastos correspondiam a 7% da renda anual (25 dias de trabalho); em 2005, correspondem a 31% (112 dias).
Por essa conta, diz o IBPT o brasileiro só começará a trabalhar para comer, se vestir, morar, adquirir bens e fazer poupança a partir de 10 de setembro.

INDIGNADO

NECESSITAMOS URGENTEMENTE DE BATER COM FORÇA NA ESQUERDA BURRA ( LEIA-SE pt, seita dos traidores ). Não podemos deixar de denunciar as truculências do molusco,herr pimetel e seus APANIGUADOS. VAMOS LOTAR AMANHÃ NA CÂMARA MUNICIPAL, E COBRAR DOS VEREADORES
AÇÃOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO.
VAMOS LOTAR BH DE FAIXAS SOBRE OS DESMANDOS E DA INTRANSIGÊNCIA DA PBH.
O BLOCO VAI PARA ONDE O POVO ESTÁ!

Ruim de serviço, papudo

Sabem quem é?
Diário Oficial do Município - Belo Horizonte Ano XI - Nº: 2.311 - 03/01/2005

PORTARIA Nº 4.259 DE 28 DE FEVEREIRO DE 2005

O Prefeito de Belo Horizonte, no uso de suas atribuições legais,
RESOLVE:
...
Art. 4º - Nomear Thaís Velloso Cougo Pimentel, para o cargo de Diretor da Diretoria do Museu Histórico Abílio Barreto da Fundação Municipal de Cultura - FMC.
...
Art. 12 - Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

Belo Horizonte, 28 de fevereiro 2005

Fernando Damata Pimentel
Prefeito de Belo Horizonte

terça-feira, maio 17, 2005

Aspectos pedagógicos da primeira semana de greve

Aspectos pedagógicos da primeira semana de greve.


Entramos em nossa segunda semana de greve. O envolvimento em um ato dessa natureza nos traz muitas ansiedades, expectativas, mas também, traz muitas contribuições, aprendizados e revelações. Ficamos ansiosos, pois estamos no centro do conflito. Em poucos momentos da vida, vivenciamos tão de perto a condição de sujeitos históricos. Saímos às ruas, paramos as atividades cotidianas e contestamos o poder. Aqui se confunde a ansiedade e o aprendizado. Vivenciamos a condição de cidadãos, no que esta palavra pode trazer de mais original. Somos os atores que, de repente, retomam a cena e fazem, podem ter certeza, o poder tremer. Engana-se quem pensa que não fazemos ´cosquinhas´ no poder de plantão. Incomodamos sim. Soltamos a voz frente ao silêncio comprometedor a que se entrega grande parte da cidade. Mais do que uma parada nas atividades rotineiras, o movimento traz grandes revelações, e se não tememos tanto, podemos lavar um pouco nossa alma.
O desenrolar do movimento, o confronto com a administração municipal e as táticas usadas pela Prefeitura, deixam bem claras a farsa eleitoral que gerou o dito ´governo popular' de Belo Horizonte. O momento da greve é de aprendizado, de reflexão e também de denúncia. A ferocidade com que a Guarda Municipal atirou-se sobre os professores durante uma manifestação nitidamente pacífica e a carta distribuída pela chamada "Comissão Permanente de Negociação Salarial", onde se lê que "está suspendendo as negociações até o fim do movimento grevista e que vai cortar o ponto de quem faltar ao trabalho" são uma demonstração claríssima da natureza política dessa administração.
A chuva de cassetetes no Hall de entrada da Secretaria de Administração revela a truculência do governo do Senhor Pimentel. A Guarda Patrimonial da Prefeitura mete a borduna no patrimônio mais valioso que tem essa rede municipal que é o patrimônio humano. Foi treinada para dar porrada. Não podemos mais nos esquecer que a Guarda, contratada pela Prefeitura, feriu alguns de nossos companheiros. O nosso movimento revela toda a arrogância do poder, além das suas contradições. Como pode uma auto-intitulada "Comissão Permanente de Negociação Salarial", em sua primeira manifestação pública, afirmar que "está suspendendo as negociações"? Se está suspendendo as negociações, não pode ser Comissão Permanente de Negociação. Outro engodo.
A ameaça de corte do ponto é, não só, uma tentativa do governo, em por fim ao movimento, mas a manifestação explícita do desejo de estrangulá-lo. Os movimentos populares organizados, as atividades sindicais, a sobrevivência de lideranças comunitárias independentes, parecem ser hoje, o pesadelo de uma administração que nasceu no seio das mobilizações populares. A tática da cooptação, como podemos perceber na fala de muitos ex-companheiros, a tática da porrada e do estrangulamento, fazem parte do receituário seguido pelo governo ao lidar com as demandas dos educadores da cidade. O movimento de uma semana trouxe esta clareza.
Outra grande revelação é a disposição da categoria em manter o movimento de pé. O resultado da Assembléia de ontem foi surpreendente. Quem percebeu a presença de muitos 'fura-greve' nesta Assembléia, poderia imaginar que o movimento, talvez, terminasse alí. Mas qual não foi a surpresa. A categoria, em peso, votou pela continuidade da greve. Um número muito reduzido votou contra. O ruído do metrô, que passava lá fora, a excitação de muitos companheiros e o calor excessivo pareciam querer nos colocar no meio de uma grande encruzilhada. Foi bonito. Uma força vivificante envolveu a categoria que resolveu dizer sim ao enfrentamento. Tomamos fôlego, levantamos a cabeça e demos uma demonstração de força. É claro que fazemos diferença. Aplicamos na cidade inteira a pedagogia da revelação e do desmascaramento.
O movimento é revelador por ser de conflito e aguçar as contradições. Contradições que também se manifestam em nosso meio. Um dos males mais graves e perniciosos que temos entre nossas Assembléias, que se espalham pelos cantos escuros do galpão, são vários colegas, pelegos declarados, fura-greves, traidores da nossa organização política, que nunca acatam uma deliberação sequer aprovada em Assembléia, mas que estão com suas caras-de-pau e seus dedos prontinhos para votar em qualquer ocasião. A tática utilizada, por muitos desses, que estão entre nós, é vergonhosa. Muitos deixam suas escolas, que continuam funcionando normalmente, assinam o ponto, e se dirigem para as Assembléias como representante de um setor qualquer de sua escola. É ridículo. Não sei como tem quem se preste a isso. Ou é muita ingenuidade, o que não acredito, ou muita má-fé e oportunismo. Os colegas parecem desprezar os princípios mais elementares de uma democracia e atiram no lixo um mínimo de ética que poderíamos esperar de um professor. O problema, gravíssimo, é certamente, de difícil solução. Mas é uma anomalia da nossa organização que não pode ser desconsiderada. Nessa semana, aprendemos algumas lições. Apanhamos, mas prosseguimos.

Publique os conteúdos de Humor e poesia em um novo Blog

PESSOAL,
Transferi os textos de humor para o novo blog. Assim temos um espaço mais adequado para publicar esse tipo de textos. O link está aí ao lado! Ou Clica aqui

A GREVE CONTINUA!

A PBH está incorporando comportamentos ditatoriais. Parece que o prefeito Pimentel teve um surto e decidiu agir conforme seus algozes do período militar.
Desde quinta-feira a PBH tem realizado atos emblemáticos. Primeiro, agredindo fisicamente trabalhadores/as que apenas queriam protocolar um pedido de audiência. Além da agressão física na entrada do prédio da Secretaria de Administração, deram voz de prisão quando a comissão estava saindo pacificamente do local.
Depois, no acampamento montado na porta da PBH enviaram um grupo de fiscais para confiscarem o banheiro móvel alugado pelo sindicato.
Na sexta-feira pela manhã, quando um grupo de apoiadores estava panfletando na Praça Sete apareceram novamente os fiscais de Cabral e seqüestraram os boletins que denunciavam os salários astronômicos do prefeito e de seus secretários.
No sábado à tarde, durante a III Conferência Municipal de Educação, a delegação da SMED, após perder a votação sobre o caráter deliberativo da Conferência, publicou uma carta agredindo a delegação de mães, pais, alunos/as e trabalhadores/as dizendo que não encaminhariam as decisões da mesma.
Estes fatos demonstram que a PBH retirou a máscara. A democracia de Pimentel está baseada no seu delírio dos 68% dos votos da eleição. Parece que vem tendo um ataque “BUSHENIANO”. Esquece o prefeito e seus secretários que não estamos mais na época do absolutismo monárquico. O regime em que vivemos, com todos os seus limites, é o democrático. Neste regime o poder é do povo, pelo povo e para o povo. Desta forma, os eleitos pelo povo não têm o poder absoluto, pelo contrário, têm o dever de governarem com justiça, respeito e sabedoria. Mais ainda, os governantes devem construir mecanismos para que o povo seja ouvido e tenha o poder de decidir sobre a vida da cidade, do estado e do país.
Diante destes desmandos da PBH e da ausência de negociação, a categoria entendeu que somente a continuidade da greve conseguirá demover essa administração da postura intransigente e autoritária em que se encontra.

III Conferência Municipal de Educação

A III Conferência Municipal de Educação iniciou-se no dia 13 com muitas polêmicas e se encerrará no próximo dia 22 de maio.
No primeiro dia os presentes definiram que a mesma seria deliberativa como ocorreu com as I e II conferências. O temário também foi ampliado com o debate acerca dos tempos e espaços escolares; projeto político pedagógico para a rede municipal, englobando as modalidades de ensino; a política de inclusão social; o financiamento; controle e gestão democrática. Com isso, é fundamental que consigamos aprovar propostas que garantam uma escola pública comprometida com a maioria dos trabalhadores/as.
No reinício dos trabalhos na próxima sexta-feira, a primeira atividade será a discussão nos grupos temáticos com apresentação de propostas. No sábado à tarde inicia-se a plenária final que continuará no domingo com a eleição de novos conselheiros/as.
Os cargos de confiança da SMED, diante da opção dos pais, mães, alunos/as e trabalhadores/as da educação de manter o caráter deliberativo da conferência, publicaram uma carta destemperada afirmando que isso era ilegal e que o governo não encaminharia as decisões da mesma.
A plenária reagiu mantendo-se firme no debate, reafirmando o caráter deliberativo e questionando aquele comportamento anti-democrático dos chefes. A maioria não aceita a manipulação da PBH através da SMED e certamente continuará buscando debater e aprovar as propostas que garantam uma escola pública de qualidade.
É importante que cada delegado/a esteja presente nos dias 20, 21 e 22 de maio para garantirmos a aprovação das melhores propostas para educação de BH.

Responda Uma Coisa

Responda uma coisa:

Você que teve sua infância durante os anos 40, 50, 60, ...
Como pôde sobreviver???

Afinal de contas...

1 - Os carros não tinham cintos de segurança, apoios de cabeça, nem air-bag!!
2 – Íamos soltos no banco de trás fazendo aquela farra! E isso não era perigoso!
3 - As camas de grades e os brinquedos eram multicores e no mínimo pintados com umas tintas “duvidosas“ contendo chumbo ou outro veneno qualquer.
4 - Não havia travas de segurança nas portas dos carros, correntes, medicamentos ou outros detergentes químicos domésticos.
5 – A gente andava de bicicleta para lá e para cá, sem capacete!
6 - Bebíamos água da torneira ou de uma mangueira, ou de uma bica, e não águas minerais em garrafas esterilizadas
7- Construíamos aqueles famosos carrinhos de rolimã e aqueles que tinham a sorte de morar perto de uma ladeira asfaltada, podiam tentar bater records de velocidade e até verificar no meio do caminho que tinham "economizado“ a sola dos sapatos, que eram usados como freios... Alguns acidentes depois... Todos esses problemas estavam resolvidos
8 - Íamos brincar na rua com uma única condição: voltar para casa ao anoitecer.
Não havia celulares...E nossos pais não sabiam onde estávamos!
Incrível!!
9 - Tínhamos aulas só de manhã, e íamos almoçar em casa.
10 – Na escola tinha bons e maus alunos. Uns passavam e outros eram reprovados. Ninguém ia por isso a um psicólogo ou psicoterapeuta. Não havia a "moda“ dos "superdotados“, nem se falava em dislexia, problemas de concentração, hiperatividade. Quem não passava simplesmente repetia de ano e tentava de novo no ano seguinte!
11 - Tínhamos: Liberdade, Fracassos, Sucessos,Deveres .e aprendíamos a lidar com cada um deles!

12- Gessos, dentes partidos, joelhos ralados... Alguém se queixava disso? Todos tinham razão, menos nós
13- Comíamos doces à vontade, Pão com manteiga, bebidas com o (pergoso) açúcar. Não se falava de obesidade - brincávamos sempre na rua e éramos super ativos
14- Dividíamos com nossos amigos uma Tubaína comprada naquela vendinha da esquina, gole a gole e nunca ninguém morreu por isso ....
15- Nada de Playstations, Nintendo 64, X boxes, jogos de Vídeo ,satélites, videocassete, Dolby surround, celular, Computador , Chats na Internet ... Só amigos.
16- E os nossos cachorros? Lembram?Nada de ração. Comiam a mesma comida que nós (muitas vezes os restos), e sem problema algum!Banho quente? Xampú? Que nada! No quintal , um segurava o cão e o outro com a mangueira (fria) ia jogando água e esfregando-o com (acreditem se quiserem) sabão (em barra) de lavar roupa! Algum cachorro morreu (ou adoeceu) por causa disso??
17- A pé ou de bicicleta, íamos à casa dos nossos amigos, mesmo que morassem a kms de nossa casa, entrávamos sem bater e íamos brincar
18- A única verdadeira questão é: como a gente conseguiu sobreviver??? E acima de tudo, como conseguimos desenvolver a nossa personalidade?
Mostre este texto aos seus amigos deste tempo,também aos seus filhos e sobrinhos,
para que eles saibam como era no "nosso tempo“...

• Sem dúvida vão responder que era uma chatice, mas ...
Como éramos felizes!!!!!! hein????

Pedro Marcos Linardi Filho
Emdo - cópia de texto recebida em Power Point - fonte e autoria :Não citada

segunda-feira, maio 16, 2005

criar faixas

1) TIRADENTES ESTÁ INDIGNADO. PREVIU A GRANDE E HISTÓRICA DERROTA DO MOLUSCO ( O MAIOR COLETOR DE IMPOSTOS DA REPÚBLICA ) EM 2006. TUDO IRÁ COMEÇAR POR MINAS. FORA PT

2) INCOMPETENTES/PREPOTENTES/ARROGANTES

3) PIMENTEL MENTIU, CGU JÁ.

SOBRE A CARTA AOS EDUCADORES DA REDE MUNICIPAL DE ENSINO

Caros (as) Colegas

Por favor leiam e divulguem a carta que escrevi fazendo uma avaliação do
que o prefeito de Belo Horizonte vem dizendo a respeito da greve dos
professores da rede municipal de ensino.
Obrigado.
Álvaro.




Belo Horizonte, 16 de maio de 2005

Prezados (as) Colegas,

A Prefeitura de Belo Horizonte afirmou em carta publicada no dia 10 de maio de 2005 que “tem se empenhado em construir junto com os profissionais da educação uma escola pública de qualidade para todos e tem feito um grande esforço na valorização da carreira do professor da rede municipal.” Afirma ainda que “As iniciativas de valorização vão desde a recomposição dos salários dos professores e a implantação de um plano de carreira a projetos de formação e de estímulo à qualificação profissional.”
Entretanto essas afirmações não revelam, aos educadores e à comunidade escolar, as contradições desse processo, com as quais é necessário lidar e que, portanto, é muito importante que sejam explicitadas. Os educadores vêm sofrendo duras perdas, entre as quais deve ser citada a mais recente, que é a imposição de um tempo rígido à escola, obrigando os professores a abandonarem uma organização do tempo escolar democraticamente construída ao longo desses anos de reflexão acerca da Escola Plural, e a assumirem o tempo escolar arbitrariamente definido pela SMED. Esta modificação do tempo escolar, ao meu ver, além de significar um aumento da carga horária do professor, principalmente revela-nos que os princípios que regem as decisões desta Secretaria de Educação não são de natureza pública e democrática, pois desconsideram a possibilidade de um diálogo com os educadores e a comunidade, parte interessada nesse processo. Ao invés disso, impõe-nos uma resolução com o poder de mudar o ritmo da vida que pulsa cotidianamente na escola e alega, para justificar tal imposição, exigências de uma legislação que já existia!
As perdas não se limitam a mudanças nos próprios princípios norteadores da Escola Plural, com relação ao respeito e a uma efetiva valorização da diversidade de opiniões frente à imposição de arbitrariedades, à construção de um falso consenso, mas vai além, negando-nos o direito à recomposição salarial de 35,82%. É preciso deixar claro que nos entendemos como seres políticos e enquanto tais não podemos aceitar a comparação com os salários (reconhecidamente miseráveis) de outras prefeituras. Será que por estarmos com um salário felizmente acima da média (conquistado, é importante que se diga, em duras batalhas já travadas), deveríamos ficar pensando que já somos privilegiados porque há tanta gente em situação pior? Isto significaria nossa alienação definitiva, pois seguindo esse raciocínio cruzaríamos os braços à espera de que chegássemos à situação de “coitados” para que alguém “BOM DE SERVIÇO” pudesse oferecer-nos mais algumas migalhas. Isso não acontecerá! Somos intelectuais e temos esperança, não aquela que nos paralisa, mas aquela anunciada pelo grande educador Paulo Freire, para quem “Não é, porém, a esperança um cruzar de braços e esperar. Movo-me na esperança enquanto luto e, se luto com esperança, espero.” Assim, sabemos que aguardar por um momento mágico para reivindicarmos o que, na verdade, constitui a garantia de manutenção de nossos direitos, seria esperar por um final anunciado, seria assumir a nossa alienação e entregarmo-nos ao processo mais amplo que constrói uma lógica privada de administração da Educação e suprime sua dimensão pública. Quanto a isto, acredito que é preciso lembrarmo-nos sempre de B. Brecht:
“Privatizaram sua vida, seu trabalho, sua hora de amar e seu direito de pensar. É da empresa privada o seu passo em frente, seu pão e seu salário. E agora não contentes querem privatizar o conhecimento, a sabedoria, o pensamento que só à humanidade pertence”.
É importante deixar claro que a deflagração da GREVE não representou uma decisão de momento, pois temos consciência da importância desse DIREITO. Não estamos brincando de fazer greve, mas aprendendo e ensinando aos que quiserem aprender que trata-se de uma manifestação carregada de significados e que, a partir dela, é possível colocarmo-nos como protagonistas da História e distanciarmo-nos dessa sociedade administrada que quer nos transformar em autômatos.
É fundamental deixar claro que ao fazer greve estamos apresentando aos nossos alunos e à sociedade, de maneira geral, o nosso testemunho de luta, uma lição de democracia de que tanto precisamos neste país. Assim, não estamos prejudicando os filhos dessa sociedade, muitos deles filhos de professores, mas convidando-os a uma reflexão sobre o processo de desvalorização e proletarização da profissão docente que vem sendo implementado nesta administração, ao contrário do que dizem os discursos.
Respondo então à Vetusta Comissão Permanente de Negociação Salarial que não aceitaremos as retaliações anunciadas como “cortar o ponto de quem faltar ao trabalho”, pois isto seria curvar a cabeça diante de gesto opressor, aceitando a transformação de um movimento reivindicatório justo, definido pela nossa categoria e garantido no artigo 9º da Constituição, num ato de irresponsabilidade qualquer.
Assistir e “aceitar” esse ataque a direitos tão duramente conquistados certamente não é boa pedagogia e não favorecerá a vida escolar. Pensando nisso convido nossos colegas que ainda não paralisaram suas atividades a ajudar-nos na luta pela garantia de uma educação pública, gratuita, de qualidade e que valorize o professor enquanto sujeito sócio-cultural.
Agradeço a atenção de todos e coloco-me à disposição para prosseguirmos nesta discussão.
PROFESSOR ÁLVARO
(José Álvaro Pereira da Silva)


“Pobre do povo que precisa de heróis” B. Brecht
“ Não é a violência de poucos que me assusta, mas o silêncio de muitos” Martin Luther King Jr.
“É melhor tentar e falhar, que preocupar-se e ver a vida passar. É melhor tentar, ainda em vão, que sentar-se fazendo nada até o final. Eu prefiro na chuva caminhar, que em dias tristes em casa esconder. Prefiro ser feliz, embora louco, que em conformidade viver.” Martin Luther King

sexta-feira, maio 13, 2005

GREVE: É O MOMENTO DE NOS CONSCIENTIZAR DE NOSSOS DIREITOS !!!

Às vezes tiramos mais proveito do pé-de-página de um texto.
É o caso do longo comentário (anônimo) feito por um colega nosso, que contribui, sobremaneira, para ressaltar os nossos direitos, que não temos feito valer nem cumprir...(CLICA AQUI)

Nós professores e a greve

Prezados Colegas:


Já passou a hora de darmos um basta ao descaso da PBH em relação a nossos direitos e garantias como cidadãos.
Não quero ser repetitivo, em ter que ficar aqui falando sobre a falta de segurança, a possível perda de direitos adquiridos, a perda do poder aquisitivo originado da não correção salarial etc...
Os problemas estão todos aí... Só não enxerga quem não quer .
Em minhas visitas às assembléias da categoria, é que eu fico cada vez mais e apreensivo quanto a algumas falas de colegas que tentam encaminhar a proposta de greve.
Justifico a minha apreensão: De quem é a culpa desta situação?
Alguns dizem: Do sindicato, que não propõe outra forma de luta, outros dizem: Do sindicato, que não aguarda uma proposta de negociação.
O sindicato, por sua vez, diz que a prefeitura nem sequer proposta fez. A prefeitura não está aberta à negociação.
E de quem é a culpa? Ora, com o decorrer dos anos, a categoria não amadureceu! Ela APODRECEU! TODOS NÒS FICAMOS MAIS BURROS.
Para analisarmos o que está ocorrendo, é bem simples: Coloquemos - nos no lugar da PBH - Sim, imagine-se como patrão - Qual seria sua postura?
Agora, coloque - se no lugar dos dirigentes do sindicato - Você tem uma responsabilidade sobre a categoria que representa-Qual seria sua postura?
E finalmente, coloque-se de novo na sua posição - O que você quer diante de todo este quadro? O que você propõe - ou tem feito - para revertê-lo?
Acompanhando este raciocínio, temos que: A prefeitura não é a culpada! ISTO MESMO: A CULPA NÂO È DA PREFEITURA!
Ela está no papel dela de, em princípio, não querer negociar!
Quando tivemos correção salarial, negociação partindo do patrão por livre e espontânea vontade?Pela rede pública, nunca vi nenhuma administração tomar esta iniciativa - Se alguma vez ocorreu, não foi nestes últimos quatorze anos!
Aí você está pensando: Bem, este cara esta culpando o Sindicato pela situação.
O sindicato, o ano passado, quantas vezes tentou fazer uma mobilização real para contornar a situação? Já perdi a conta!
Houve um momento em que tive raiva de uma colega, diante de tanta burrada que falou no microfone: No ano passado,a assembléia estava dividida, então ela pegou o microfone, e - pasmem - chorou! Isto mesmo: Chorou - "pelo amor de Deus, greve não, que eu estou cansada, blá, blá ,blá".
E os colegas, votaram mais com a emoção da pobrezinha que estava chorando que com a razão!
Veja a que ponto chegamos: A pessoa não teve vergonha de chorar em público diante do microfone para pedir pela não greve !
Será que ela não tem vergonha do tanto que ganha? De ser tratada como é pela clientela - alunos/comunidade e pelo patrão?
Será que o salário dela dá até o fim do mês e eu sou o único descompensado que tive que mandar minha doméstica embora?
A culpa senhores, é nossa e do nosso comodismo, que custa cada vez mais caro a nosso bolso e a nossa segurança.
A culpa é de você professor, profissional omisso, que não comparece a assembléia, não se posiciona e mesquinhamente, deixa que poucos colegas lutem por você -.
Tudo bem, se você não quer comparecer aos movimentos: Pelo menos tenha a dignidade de parar e se posicionar ao lado dos colegas, não ao lado do patrão.
Você acaba com a imagem do sindicato, da categoria e não merece ser chamado de professor.
Você, colega, tem todo o direito de ser contra a greve -.
Eu, pessoalmente, não acredito que exista outra forma de luta a não ser greve!
Mas você só tem este direito a nível individual - em nível de categoria, o VERDADEIRO PROFISSIONAL - acata a decisão da maioria em assembléia coletiva!
Agora Você que é contra a greve - Não comparece as assembléias e fura a decisão da categoria, não merece respeito - Você não respeita o coletivo.
E o pior: Nem dignidade própria tem!
É digno de pena apesar de acabar com a categoria!

Pedro Marcos Linardi Filho
Professor da Escola Municipal Dom Orione

Ônibus para a Conferência Municipal de Educação

Ônibus que levará os delegados da Conferência Municipal de Educação da Regional Pampulha

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6a-feira
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