segunda-feira, maio 30, 2005

Carta da FASPA (Federação de Associações de Pais e Alunos de Minas Gerais ) AO PREFEITO E À POPULAÇÃO!

CARTA ABERTA AO PREFEITO

E À POPULAÇÃO DE BELO HORIZONTE



A FASPA MG - Federação de Associações de Pais e Alunos de Minas Gerais, está há muitos anos na luta em defesa da educação pública de boa qualidade. Não somos grevistas e não apoiamos greve, no entanto, não aceitamos que professores sejam desrespeitados. Devemos ser solidários com os professores pois estes são os que cuidam de nossos filhos enquanto trabalhamos. Nunca aceitaremos que professores sejam recebidos com deboche e violência.

Diante da necessidade de intermediação que possibilite a abertura de negociações, a FASPA/MG enviou solicitações ao Senhor Prefeito e a Senhora Secretária de Educação para uma entrevista. Infelizmente, não fomos recebidos. Isto significa que os estudantes, nossos filhos, não são prioridade para este governo.

Enquanto a prefeitura de BH teima em não receber os professores em greve, o estudante fica sem aulas. Então, quem está impedindo as aulas? É a intransigência do Executivo.

Se a greve é um direito legal, por que a recusa ao entendimento, ao bom senso, à educação, à consciência política, ao respeito? Porque o prefeito tem se mostrado impiedoso (aquela pessoa que não é sensível ao sofrimento alheio). Isso mostra claramente que o prefeito não se importa com o clamor dos professores, dos pais e mães de estudantes enquanto sua secretaria envia cartinhas ameaçadoras aos professores, aterrorizando-os com demissões, corte de ponto, cerceando a liberdade de se manifestar dentro de um princípio democrático, etc., infringindo, assim, a Lei Federal nº 7783/89 que dispõe sobre o direito de greve, que é contrária a tudo isso.

Clamamos: Senhor Prefeito, deixe de ser impiedoso. Receba professores. Negocie. Dialogue com educadores de nossa cidade. Não existe escola sem professores. Por mais tecnologia que possa haver, nada substitui a presença dos mestres, que estão sem a devida valorização do trabalho de educadores.

O que é a greve senão a paralisação de uma trajetória? Não queremos receber nossos professores em estado de desânimo que leva à perda de objetivos, ideais e sonhos. O terrorismo que se está implantando na PBH tem por objetivo levar o professorado ao medo, perda de equilíbrio emocional e até à depressão, generalizando uma violência subjetiva. Esta gestão de Governo certamente será responsabilizada. Prefeito, escolha pessoas mais bem preparadas para assessorá-lo. O bom político não desdenha, mas negocia, inclina os ouvidos e escuta o que seus funcionários têm a dizer. Decida com bom senso e não com pirraça, mas sobretudo com justiça. E esta não se faz com discriminação. Se há "caixa" para aumentar os salários dos "chegados" por que não dos educadores? Dê um passo a favor do entendimento.



O POVO DESTA CIDADE SABERÁ ENTENDER NOSSA LUTA POR QUALIDADE COM DIGNIDADE. É NECESSÁRIO INVESTIMENTOS NA EDUCAÇÃO PARA DEPOIS NÃO TER GASTOS COM A REMEDIAÇÃO.



Belo Horizonte, 24 de maio de 2005.



E-mail: faspa.mg@terra.com.br

Disque denúncia: FASPAMG - (31) 3441 7265 (horário comercial)

2 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Este tipo de postura da PBH já não engana a nínguem , nem mesmo os pais que já estão percebendo a atitude de moleque que a prefeitura trata os assuntos públicos.
É um absurdo tanto oprefeito quanto a secretária, recusra de atender a reprresentação de pais, que como ele mesmo cita, atitudes como esta demosntram o descaso da administração para com o povo.
Uma prefeitura sem diálogo , que não recebe nem professores nem pessoas da comunidade
Em suma ,uma prefeitura feita de administradores povinhos, que não estão nem aí para o povo e para o social : Os interesses particulares e primários estão em primeiro lugar que o bem coletivo
Parabéns PT : Afinal , fizeram escola com quem ? Metalúrgico Lula
Não é de se admirar a falta de capacidade de seu pessoal
Assinado : Um pai indignado

10:40 PM  
Blogger Nós professores said...

O estado geral da RME é caótico em praticamente todas as escolas: violência simbólica, perda de referências e valores, violência física, desentendimentos entre colegas, professores e alunado, depressão e ansiedade em massa, abandono total das escolas pelo poder público, ausência de recursos financeiros e pedagógicos: o caos. Entretanto, na fotografia publicitária da PBH, todos estão felizes: bolsa escola, avaliação de desempenho, policiamento administrativo, reuniões para comunicação de atos arbitrários, cursos de formação da idade da pedra, mais tempo de aula=corte das reuniões pedagógicas, aumento de calendário escolar=economia cofres públicos, lero lero lero lero.
Precisamos gritar!!!!!!!!!!

4:22 PM  

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