segunda-feira, março 27, 2006

EDITORIAL DO DIÁRIO DA TARDE: Um feriado para esconder mazelas?

O FIM DE MARÇO e o princípio de abril serão movimentados em Belo Horizonte. Duas reuniões de alto nível estão marcadas. Uma, a dos Bancos de Desenvolvimento, promovida pelo mineiro BDMG. A outra, a dos governadores do BID, o Banco Interamericano de Desenvolvimento, que tem sua sede em Washington, Estados Unidos.SÃO DOIS encontros muito importantes e que vão trazer à nossa cidade lideranças da área econômica das Américas. Na ocasião, será inaugurada a Expominas, obra fantástica que o governo Aécio Neves Cunha consegue entregar, pronta e acabada, para o Estado. Reuniões e encontros serão realizados também na sede do BDMG na Rua da Bahia, no Palácio das Artes, no Palácio da Liberdade e em outros locais.OS PREPARATIVOS foram executados com competência e presteza pelos organizadores de ambos. Tudo foi planejado nos mínimos detalhes a fim de que os visitantes levem de nossa cidade, e também de Ouro Preto, incluída na programação social, a melhor das impressões. Foram realizadas obras de melhoria nas vias principais que serão usadas pelos visitantes, o aeroporto de Confins foi reformado, mudaram sua cor interna para tons mais claros, até aulas de inglês e espanhol foram ministradas para motoristas de táxis do aeroporto.NO ENTANTO, fala-se que seria decretado feriado municipal, no período de realização do encontro do BID, para evitar que os transtornos habituais, para não falar caos diário, do trânsito, venham perturbar a locomoção dos ilustres visitantes e prejudicar a imagem que eles levarão de Belo Horizonte. A idéia é extravagante. Por todos os motivos. Especialmente por interromper as atividades normais da população, o que significa perda de renda dos que forem impedidos de trabalhar. E por atrasar ainda mais, no caso do funcionalismo público, a tramitação, já excessivamente longa, de processos administrativos. O FERIADO sugerido, a nosso ver, não se justifica. E ainda mais porque os que nos visitam devem conhecer a cidade como ela é no nosso dia a dia, sem disfarces, com engarrafamentos, com os gases tóxicos de ônibus e carretas jogados impunemente na cara de todos os que estejam por perto, com o nosso projetado sistema de metrô praticamente paralisado por culpa do governo federal, além de todos os demais problemas habituais. Percebendo nossas deficiências, os governadores do BID poderiam até mesmo sensibilizar-se para os pedidos de financiamentos e de ajuda para resolvê-las. De outra forma, voltarão com a falsa idéia de que vivemos no melhor dos mundos e que não precisamos de nada.

quarta-feira, março 22, 2006

PBH NA ZONA

ATENÇÃO SERVIDORES DA SLU, SUDECAP, MEIO AMBIENTE E REGULAÇÃO URBANA:

A PBH NOMEOU COMISSÃO PARA ESTUDAR A TRANSFERÊNCIA DOS ORGÃOS ACIMA LISTADOS PARA A ZONA BOÊMIA DE BH. O DOM FALA DE HIPERCENTRO MAS O PRÉDIO A SER AVALIADO É O DAS ANDRADAS E SANTOS DUMONT - FACULDADE DE ENGENHARIA.

SUCATEADO E COM MUITAS LIMITAÇÕES PARA REDE DE INFORMÁTICA, DE TELEFONIA, INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E HIDRÁULICAS, O PRÉDIO QUE NÃO SERVE PARA A EDUCAÇÃO SUPERIOR DA CIDADE MAS SERVIRÁ PARA OS CONTRIBUINTES E SERVIDORES.

JÁ FIZERAM DA PBH UMA ZONA, AGORA QUEREM ZONEAR NOSSA VIDA.

FONTE: DOM 2564, DE 14 DE MARÇO DE 2006- PORTARIA 4459.

sexta-feira, março 17, 2006

AINDA SOBRE BARATAS....

Li certa vez que em caso de desatre atômico, somente as baratas sobreviveriam. Nós mamíferos, assim como tantos outros grupos de animais iríamos sucumbir rapidamente. Li também a queixa da colega que reclama das baratas na PBH. Sim , baratas há ali e muitas. Das nojentinhas asqueirosas rastejantes e das voadoras safadas bem nutridas. Como sabemos que servidores públicos tem fé pública confirma-se aqui a existência de baratas na Afonso Pena 1212. Fim de papo, não há discussão. Contrate-se - por licitação? - o detetizador e só.

Mas há também outros tipos de animais rastejantes e nojentinhos e de insetos voadores safados e bem nutridos na PBH. Ou ainda não percebemos que os que sempre sobrevivem aos desastres administrativos e políticos praticados na cidade outrora jardim são as pragas e os insetos ?

Não, eles não padecem fome e desemprego, falta de assistência de saúde. São fortes. Bem remunerados. De confiança.

É ou não uma barata quem por não querer voltar para a sala de aula vende os ex- companheiros por carguinhos na SMED e Gereds?
Não é uma saúva cortadeira quem saqueia as finanças públicas para fazer propaganda e deixa a população favelada a míngua?
Não é uma ratazana graúda e bem nutrida quem coloca sua família e companheirada petista e pcbista inepta e politiqueira nas centenas de cargos de confiança na PBH?
Não é um grilo sem cérebro aquele que pula de cargo em cargo - Regional, Secretarias, Conselhos administrativos... - sem perder a pose e o rebolado, competente para tudo e para nada?
Não é um carrapato aquele que suga o sangue dos ex-colegas servidores e professores quando chega a um carguinho de coordenador, gerente, diretor@ de escola, chefe de posto de saúde?
São ou não lesmas invertebradas e rastejantes aqueles que esqueceram a ideologia, o sonho, apagaram a ética, o projeto de cidade, de nação, para se acomodar à sombra do aparelho de estado?

E a aranha, bunducha e sem vergonha continua a todos enredando, embromando, seduzindo e tecendo a teia do pensamento único em BH e no Brasil.

E lá se vai a procissão dos hipócritas e dos autoexcomungados : ex-líderes comunitários de vilas favelas e de movimentos sem casa, portando laptops e se hospedando em hotéis quatro estrelas; sindicalistas de chapa branca com seus celulares e carros oficiais movidos a sangue operário; ex-comunistas convertidos - por preguiça e comodismo - a economia de mercado; antigos mestres sem memória e sem honra com caderninhos plurais sob o braço; todos repetindo a velha ladainha para velhos e falsos deuses esquecidos. Tropa de insetos. Como formigas de corrição. Quando passarem, posto que passarão, o que restará?

Prof. Geraldinho de Paula Corrêa
E. M IMACO - noturno.

JORNAL DO FUNCIONÁRIO - Diário da Tarde

Vicente Sanches
"ABONO
A diretora do Sind-UTE, Maria Consolação Rocha, lembra aos profissionais da rede municipal de ensino, que o último abono concedido aos mestres (em janeiro) só veio depois de muita luta.Mas o interessante, disse ela, é que o que entrou a mais nos contracheques foi insignificante, porque o governo está descontando em cima do abono a Previdência e o Imposto de Renda. O que sobra é muito pouco.ANÁLISEConsolação diz ainda que o Sind-UTE está fazendo um estudo jurídico para tentar rever os descontos.
Outro detalhe: o abono da categoria foi diferenciado, pois está vinculado à participação dos profissionais nas reuniões pedagógicas. Ela estranha que em nenhuma outra categoria o abono foi diferenciado. Só para a educação.".

quinta-feira, março 16, 2006

BARATAS NA PBH - Jornal Hoje em Dia

Marta M. Silva-BH
Queria registrar minha indignação com o descaso da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte para com seus funcionários. A sede da prefeitura, na Avenida Afonso Pena, está infestada de baratas (o problema parece ser maior no terceiro andar, onde basta uma visita de alguns minutos para verificar a imensa quantidade dos nojentos insetos). E não é providenciada sequer uma dedetização. Já foram encontradas baratas até mesmo dentro da água bebida pelos funcionários, isso sem falar que, enquanto estão trabalhando, as baratas passam a todo momento pelas paredes, mesas, micros e máquinas de calcular. Fora as pernas dos próprios funcionários. É uma vergonha a falta de atitude da PBH em relaçãoo a tal problema. Que ficou ainda pior, com a reforma que está sendo feita no saguão.

segunda-feira, março 13, 2006

NEPOTISMO II

Enquanto isto, Dona Pimentéia continua mandando no Museu Histórico Abílio Barreto, escolhida que foi pelo seu marido Dom Damata VIII, para presidir a instituição. QUANDO QUEM FAZ É O SEVERINO SE CHAMA NEPOTISMO, QUANDO O ATO IMORAL É COMETIDO PELO SR. OITAVO DAMATA PIMENTEL, COMO CHAMAREMOS?

sábado, março 11, 2006

Protesto da servidora de 87 anos contra a PBH

Elza Mattos de Leão - Belo Horizonte -MG
“Ao contrário do que afirma Edilene Martins Viana Ferreira, da Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Belo Horizonte, o reajuste de R$ 14,40 não significou aumento de vencimentos, uma vez que os descontos quase superam esse valor. Tenho 87 anos, mas, graças a Deus, ainda consigo me lembrar das quatro operações matemáticas, uma vez que sou senhora do meu próprio raciocínio e lucidez. Realmente, eu optei pelo novo plano de cargos e salários da PBH. Mas devo dizer que foi uma opção no escuro, pois não tive acesso às novas regras estipuladas pela municipalidade. A verdade é que nossa segunda opção seria permanecer no quadro suplementar, o que significaria morrer em total e absoluto abandono. Quanto à legalidade do processo, só posso argumentar que existe uma máquina especializada em fazer do ilegal o legal. Muitos vereadores discordam dessa legalidade. Se mais tempo e recursos me restassem, continuaria lutando contra a injustiça praticada. Porque ninguém conseguirá me convencer de que é justo e legal ser jogada para o nível 1 (de um total de 15), quando me aposentei em nível de fim de carreira. Definitivamente, não há legalidade que justifique tanta desumanidade, tanto descaso e tanta injustiça com uma pessoa que tanto trabalhou e se dedicou com honestidade, integridade e competência à PBH.”

sexta-feira, março 10, 2006

Nepotismo

Entidade deveria dar o exemplo em casa “A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) tem sido muito exigente para combater o nepotismo no Judiciário. No entanto, não quer prestar contas ao Tribunal de Contas, nem à Controladoria-Geral da União (CGU), além de não fazer concurso para selecionar os seus servidores e descumprir a Constituição federal, proibindo publicidade na TV sobre serviços jurídicos sem respaldo da lei formal e também dificultando a criação de cooperativas de serviços jurídicos. Vale registrar: apesar de não haver vedação legal, pois as cooperativas são sociedades simples. Se é uma autarquia especial, deve ter controle estatal, mas não tem nenhum. É uma ditadura da classe profissional.”
Júlio Robertson Pereira / Belo Horizonte

Acordão - Correio Brazliense

Em mais um acordão nojento, um Congresso sujo mostra outra vez a sua face e faz toda a sociedade de idiota. O que mais se pode esperar de um parlamento que se sujeita a cambalachos para livrar a cara daqueles que cometem desmandos, mas que sabem que poderão contar com seus pares para protegê-los? Até quando a sociedade brasileira vai assistir passivamente a tanta bandalheira no setor público — em todos o níveis — sem se dar conta de que quem sustenta tantos picaretas somos nós, que pagamos os mais altos impostos do mundo? Por quanto tempo mais seremos obrigados a suportar políticos sem escrúpulos, que mentem descaradamente e só se preocupam com os próprios interesses, mas mantêm a popularidade em alta?
Rodrigo Odilon dos Anjos — Lago Sul - Brasília

segunda-feira, março 06, 2006

Opinião - Diário da Tarde - "Apenas" US$ 2

Quer dizer que a nova taxa chegará a jato: US$2 por passagem aérea internacional. Ah, são as classes média e alta que vão contribuir ? Mas, servirá a quem?! Pelo que sei auxiliará os países pobres a comprar remédios e, de quebra, o Brasil poderá conquistar uma cadeira na ONU. Parece que o país é pura riqueza! A França fez isso, podemos fazê-lo também. São perfumados e chiques os franceses, nada como imitá-los. A busca por postos de saúde não existe por aqui. Vagas no INSS pululam, as pessoas ligam e são atendidas prontamente, as filas acabaram. É deveras surpreendente! Todos temos plenas condições para comprar os nossos necessários remédios de cada dia, por isso o governo doará remédios para os países pobres com a contribuição ¨obrigatória¨ do povo. Nos contracheques, os descontos pululam. O problema é nosso, afinal quem manda ser consumista, querer comer feijão com arroz e toucinho todos os dias e andar de salto alto? Esqueceram-se de que fubá é mais barato? Ora, ora, a taxa de US$2 é para o exterior, internamente está tudo bem. Tudo zerado. Estão reclamando de quê? Chegará o tempo em que cobrarão pedágio para entrar e sair de casa: CVZ - Contribuição Violência Zero. Estaremos seguros, seguríssimos! Comecemos a juntar as moedas espalhadas por todo o Brasil. De contribuição em contribuição vamos vivendo... Com o resto! Só nos proíbem de dar esmolas para pobres porque não há brasileiros pobres. Os pedintes e os andarilhos vêm de alguma parte desconhecida do universo. Quaisquer coisas que acontecerem, rezem! É ainda uma saída.
Modesta