sexta-feira, março 17, 2006

JORNAL DO FUNCIONÁRIO - Diário da Tarde

Vicente Sanches
"ABONO
A diretora do Sind-UTE, Maria Consolação Rocha, lembra aos profissionais da rede municipal de ensino, que o último abono concedido aos mestres (em janeiro) só veio depois de muita luta.Mas o interessante, disse ela, é que o que entrou a mais nos contracheques foi insignificante, porque o governo está descontando em cima do abono a Previdência e o Imposto de Renda. O que sobra é muito pouco.ANÁLISEConsolação diz ainda que o Sind-UTE está fazendo um estudo jurídico para tentar rever os descontos.
Outro detalhe: o abono da categoria foi diferenciado, pois está vinculado à participação dos profissionais nas reuniões pedagógicas. Ela estranha que em nenhuma outra categoria o abono foi diferenciado. Só para a educação.".

3 Comments:

Blogger Nós professores said...

Estranho é que o primeiro passo é fazer análises para rever descontos de algo imoral e ilegal. O oferecimento partiu da SMED e não do sindicato. Como a ilegalidade campeia, vamos nessa, junto à PBH. Afinal, quem ficou de fora foram os aposentados. Eles não contam muito, não é?

7:45 AM  
Blogger Nós professores said...

Que saibamos, a categoria estava lutando por reajuste, não por um abono desse naipe. As pessoas simplesmente fizeram as reuniões extras e aceitaram o abono (Projeto da PBH, votado na Câmara, é claro. Idéia da equipe da secretária que ninguém conseguiu tirar do posto). Os trabalhadores sabiam de antemão, que quem não se "reunisse" ficaria sem ele.Essa conversa de luta não existe, a luta era para que todos recebessem e isso não ocorreu.Para os da ativa o incentivo era certo, bastava fazer 5 reuniões pedagógicas.

4:06 PM  
Blogger Nós professores said...

ABONO - Jornal do Funcionário - Diário da Tarde - 23/03/06

"Recebemos da professora Modesta Trindade Theodoro o texto abaixo, que publicamos na integra: Concordo com a maior parte do que foi escrito sobre o reajuste a conta-gotas para os mestres da rede municipal de ensino, publicado no Jornal do Funcionário do dia 17 de março. No entanto, causou-me estranheza o fato de o Sind-UTE ter dito que o abono concedido aos profissionais da educação foi conquistado com muita luta . A mim, incomodou-me a frase, simplesmente porque o abono não foi conquista da categoria e ainda serviu apenas para o ano de 2006. Quem ganhou gastou, e já acabou.

Agora é esperar pelos 5% da avaliação, que bate às portas, lembrando que esta vale apenas para o pessoal da ativa. Quem nada ganhou, ficou esperando por algum tipo de prêmio , como é o caso dos aposentados, que obviamente não poderiam comparecer às pelo menos cinco reuniões pedagógicas.

Contudo, por ironia, ganharam no Dia dos Aposentados homenagens, que não pagam médicos e remédios. Quando muito, elas podem elevar a auto-estima de cidadãos que trabalham anos a fio para ter reajuste zero e contracheques minguados.
RETROCESSO
Mas, vamos aos fatos: a Smed ofereceu há muito o abono de R$ 700 por turno de trabalho aos servidores da ativa. Em assembléia, os profissionais da educação chegaram à conclusão de que o abono por incentivo às reuniões pedagógicas era inviável, ilegal e imoral, da maneira como foi colocado. A Câmara Municipal aprovou o abono dentro do Projeto 757, que tratava do Plano de Carreira do Hospital Odilon Behrens, transformado na Lei 9.154/06, como informado na reportagem. Quanto ao abono da educação, foi só um abono , como disse a sindicalista, porém foi concedido, sem lutas. Poderíamos considerar luta no caso de ser extensivo a todos da educação. Em não o sendo, prevaleceu a postura primeira da Secretaria de Educação. Portanto, não houve avanço, apenas retrocesso político e jurídico. De legal custa-me crer que houve algo na esfera educacional no tocante a esse prêmio. Tão somente, política pífia. O Ministério Público obviamente deverá se posicionar sobre o fato. Aos aposentados?!... Estão em uma enorme fila coisificada , que nunca sai do lugar".

6:56 AM  

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