quinta-feira, setembro 15, 2005

Fundo partidário pagou até pizza

Lembro-me dos meus tempos de PUC MG, um grupo significativo do DCE ( PT e PC do B ) ,gastando dinheiro de fundo de matrículas de alunos com festinhas " PRIVÊ " "elles" se consideravam os únicos politizados do bairro do mundo e hoje, são militantes pagos em orgãos do governo municipal, ( Gerentes ) Falta pouco para a mascara cair, pode demorar mas cai em BH e na PBH.



DIÁRIO DA TARDE - 15/09
Escândalo - Fundo partidário pagou até pizza

PT usou dinheiro público - destinado a cobrir despesas partidárias - com passagens, hotéis e até banquetes, conforme prestação de contas feitas à Justiça Eleitoral

O uso do fundo partidário do PT acabou em pizza. Literalmente. Na prestação de contas apresentada pelo Partido dos Trabalhadores à Justiça Eleitoral, referente às despesas com o fundo partidário em 2003, sobram gastos dos dirigentes petistas com refeições em pizzarias e outros restaurantes. Tudo pago com o dinheiro destinado pelos cofres públicos para cobrir as despesas do partido.

Incluídas na prestação de contas do partido, as despesas do PT com alimentação são altas. Um recibo dado pelo Hotel Transamérica de São Paulo, por exemplo, descreve o gasto de R$ 84.024,50, com o pagamento de banquetes . A emissão dessa nota é de 17 de maio de 2004. Somado ao valor pago ao hotel pelo uso de salas do hotel (R$ 102.510) e a outras taxas de serviço, esse gasto custou ao PT a salgada quantia R$ 188.622,20. O PT utilizou recursos desse fundo para pagar viagens para Brasília dos filhos do presidente Lula e da filha do ministro da Fazenda, Antônio Palocci.

Legal

Ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) disseram ontem, em caráter reservado, que em princípio não há ilegalidade no fato de o PT ter pago comida com dinheiro do fundo partidário. Um dispositivo da Lei 9.096, de 1995, estabelece que os recursos oriundos do fundo partidário poderão ser aplicados para pagamento de pessoal.

Segundo eles, a compra de alimentos para funcionários e dirigentes, durante encontros e reuniões, poderia ser enquadrada nesse dispositivo. Para verificar a legalidade ou não do uso do dinheiro do fundo, um ministro afirmou que seria necessário saber quem se beneficiou do gasto, o que é praticamente impossível de comprovar.

Na prática, o sistema adotado pelo PT nos anos de 2003 e 2004 foi utilizar o fundo partidário para pagar viagens de seus dirigentes ou representantes e custear também com essa mesma fonte de recursos todos os gastos com alimentação.

NA CÂMARA

Há gastos registrados até mesmo no agora famoso restaurante do 10º andar do anexo 4 da Câmara, de propriedade do empresário Sebastião Buani. A prestação de contas do PT para a utilização do fundo partidário apresenta uma nota do estabelecimento, de 22 de maio de 2003, no valor de R$ 14,65.

Uma nota da Panificadora Silveira Martins, de 18 de março de 2003, lista um café da manhã reforçado: Red Bull (uma bebida energética), pão de banha e café.