segunda-feira, julho 04, 2005

Por que sair do Sind-UTE Estadual

Enumero aqui algumas razões para sairmos do sind-UTE e criarmos um sindicato da RME:

1)Não teremos que pagar "royaltes" para usar a marca de outra entidade. Não somos franqueados, somos um sindicato. De quebra não teremos que bancar as viagens, o celular, as refeições e o hotel de quem não nos representa verdadeiramente.

2)Somos uma categoria respeitada, com milhares de sindicalizados, mas que hoje não tem o respeito da entidade matriz. Não somos ouvidos, não somos sequer mencionados na imprensa do sindicato mãe (mãe de quem?).

3)Teremos verdadeira autonomia (financeira, política, administrativa). Nosso nariz é nosso e podemos fazer o que quiser com ele (mesmo que seja quebrá-lo).

4)Hoje o sind-UTE tem jornal, sede própria e site na Web. Nada disto está a serviço de nossas lutas em BH. Para a diretoria estadual, o mapa de Minas tem um buraco onde deveria estar escrito BH (leia-se RME BH).

5) Poderemos economizar alguns milhares de reais por mês e utiliza-los em nossas lutas. Ou em nossas cervejas.

6) O sind-UTE estadual tem se pautado pela crítica veemente ao governo Aécio. Estou de pleno acordo com esta estratégia. O que não podemos esquecer é que Contagem e BH (e outras cidades) também existem e que nestas cidades as administrações (petistas e outras) têm ferido direitos e dado combate as lutas dos trabalhadores e trabalhadoras da educação. Por que dois pesos e duas medidas?

7) A unidade dos trabalhadores (tão defendida no discurso)permanecerá na pauta do dia cada vez que nos encontrarmos para lutarmos juntos em defesa da classe trabalhadora e de nossos direitos. O que não podemos é deixar um cheque em branco para quem quer que seja falar em nosso nome e até para apoiar nossos adversários. Lembrem-se de alguns membros do Sind-UTE apoiando publicamente Pimentel e seus asseclas quando a maioria da nossa subsede tinha convicação de que o governo Pimentel é um desserviço a BH.

8) Não apoiamos o pagamento da dívida externa (viu, Hilário!?!)e tantas outras políticas praticadas e/ou defendidas pela gestão estadual (ex: monopólio de informações e de recursos e perpetuação no poder).

9)A RME tem especificidades e uma dinâmica própria, que só um sindicato mais centrado pode acompnhar mais de perto, com mais eficácia e agilidade. Traduzindo: quem nos conhece mais que nós mesmos? "Quem sabe de nóis é nóis"!!!

10) Sugestão de nomes: Sind-REDE, SINREDE, SinredeBH, Sindirede-BH. Ou simplesmente, "A REDE". (sei que ainda é cedo para falar de nomes antes de termos discutido formato, conteúdo, mas é só para estimular).

O que fazer com os recursos da subesede BH, se deliberarmos pela saída do Sind-UTE:

a) podemos dividir, entre os filiados, bolsas de estudo (de pós-graduação e outras, integrais ou parciais).
b) podemos comprar uma cesta de alimentos para cada filiado.
c) Podemos gastar até o último centavo em propaganda do tipo "você sabia?" para esclarecer a população de BH sobre quem é Pimentel e quem está com ele.

Você tem alguma contribuição a este debate? Gostou? Não gostou? Escreva e vamos enriquecer a discussão. Um abraço.

Prof. Geraldinho
IMACO - terceiro turno.

5 Comments:

Anonymous incomodado said...

Pleno acordo,colega. Precisa de divulgação, e vamos TRITURAR o pimentinha ruim de serviço.KD O ÍNDICE DE REAJUSTE! Oh sindute!

7:00 PM  
Blogger W. F.C. said...

De pleno acordo. É preciso fazer um fundo de greve e nos ater a problemas da nossa classe, e enfrentar os problemas que nossa função vem apresentando. Só assim iremos recobrar a confiança dos colegas. Contudo devemos pensar uma coisa: é preciso tratar os problemas que são particulares do professorado de forma distinta dos demais trabalhadores em educação. Senão haverá situações como a dos educadores infantis que ganham menos que trabalhadores que não possuem sua formação, especialização e responsabilidade (já que os professores respondem pelo que acontece a seus alunos)

7:15 PM  
Anonymous Anônimo said...

Fora Ercio Sena, Hilário e toda a corja que nos vendeu durante muitos anos!

4:46 PM  
Anonymous Modesta Trindade Theodoro said...

Professor Geraldinho
Em um congresso, há anos, no SESC, quando o professor Woodson ainda tinha os cabelos louros, cacheados, e rosto de anjo (as moçoilas comentavam!), o grande professor Luciano ainda não era doutor na PUC (grande poeta e pintor!) e trabalhava na RMBH; o senhor Newton de Souza não era gestor e empunhava bandeira a favor da retirada da Subsede BH do Sind-UTE, éramos bem mais jovens! O senhor Newton e o seu grupo traçavam metas em reuniões durante os intervalos. Lembro-me que participavam do grupo Isa Miriam, Rita, Ronaldo, entre outros professores. Perderam a proposta. Para quem? PT, PSTU, apartidários como nós outros, e outros. Por quê? Evitarei contar a história. Ela se encontra nos anais da Subsede BH. Pois não é que muitos mudaram de opinião e novos professores chegaram para auxiliar na discussão? A situação é outra, os governantes pertencem a outros partidos.
Quem não mudou foi o senhor Hilário. Anos a fio comandando: da mesma maneira e lugar. Só que agora está pior do que antes, pois não auxilia quem luta contra as posições das prefeituras de BH e de Contagem. O que a Subsede BH repassa em verbas não é muito, não chega a 1/5 do que percebe de seus filiados. Aliás, creio que nem repassando está (é necessário consultar @s sindicalistas). Mesmo assim se encontra sob as asas dos grandes fazedores de políticos de carteirinha. Convidam para festa de aniversário da UTE ex-dirigentes sindicais hoje gestores, secretário da federação, alguns vereadores e deputados que não nos auxiliam em nada, entre outros (você recebeu o convite há alguns meses?). Viu as fotos?
Antes era apenas UTE. Quem era uma das grandes lutadoras? A Secretária de Educação de BH. E com a mesma garra que antigamente fazia oposição a governantes, hoje achincalha professores, tira a autonomia das escolas. Como disse, envelhecemos, mas há idéias que ficam e transmutam. Desvincular-se do Sind-UTE é uma delas, e creio que o objetivo maior seria sair da CUT e filiar-se à CONLUTAS após o divórcio.
A mim me parece interessante esperar a Reforma Sindical. Por isso, melhor seria participarmos dela, tentar via senadores e deputados federais melhorá-la para depois decidirmos o que fazer, mesmo sabendo que o texto é um embuste, pior do que a encomenda.
Afinal, nenhum líder é eterno. Melhor mesmo seria ganhar as eleições para que os professores tenham um sindicato forte com vários partidos e apartidários. Que não haja um hilariante sheik comandando, fazendo e desfazendo para preservar um único partido. A base tem sido burra sim, ao votar em tal figura durante tantos anos, mas isso poderá mudar. Ita est.

8:13 PM  
Anonymous Anônimo said...

Estive no Congresso Sindical em Venda Nova citado pela Modesta. Na ocasião votei e defendi a permanência no Sind-UTE. Hoje, passados cerca de dez anos, avalio que se foi bom ter ficado, melhor agora será sair. Não quero continuar bancando as diárias e o telefone celular de Hilário e Cia. Ele s que paguem seus congressos, seus seminários e suas cervejas. Não pretendo também pagar "impostos" e taxas sindicais para a CUT continuar arrebentando conosco e para o Sindiute estadual continuar trabalhando contra nós. Eles elegem deputados e vereadores, defendem seus cargos de confiança (deles, é claro!) e fazem o jogo do governo, da PBH e do partido. Se as prioridades do partido e do trabalhdor são divergentes, adivinhe de que lado esta turma fica?

12:03 PM  

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