terça-feira, maio 10, 2005

A PREFEITURA DESRESPEITA A EDUCAÇÃO E LEVA OS PROFESSORES À GREVE!

A partir do dia 5 de maio os trabalhadores em educação da Rede Municipal de Educação de Belo Horizonte entraram em greve. Essa atitude se dá devido aos problemas que a categoria vem vivenciando nas negociações com a Prefeitura do PT. Os professores exigem da prefeitura uma recomposição salarial de 35,82% e também a continuidade das Reuniões Pedagógicas nas escolas.
Hoje, um professor da Rede Municipal precisa trabalhar dois ou três turnos para ganhar um salário melhor. Esse ritmo de jornada está levando muitos profissionais a adoecerem, prejudicando o andamento dos projetos de aula previstos. Quem mais perde com essa situação é o estudante.
É no momento coletivo, durante as reuniões pedagógicas, que os professores discutem e trabalham as questões referentes aos seus alunos, com o objetivo de sempre melhorar a qualidade da educação nas escolas municipais.
Diante desses fatos, é nesse momento de luta que a sociedade, como um todo, precisa unir-se a favor da greve dos trabalhadores em educação. Quanto mais unidos e participativos formos, mais rápido resolveremos esse impasse e mais rápida será a greve. Fiquem atentos e participem dos atos que os profissionais da Rede Municipal farão nos próximos dias:

10 de maio – Ato dos servidores municipais em frente a PBH.
14 horas
12 de maio – Ato na SMADRH – Av. Álvares Cabral, 200.
14 horas
13 de maio – Manifestação denunciando a política educacional da PBH em frente ao Palácio das Artes, onde está prevista a presença do Presidente Lula para a abertura oficial do Encontro Internacional da Juventude Latino-Americana e Caribenha - 20 horas


O sindicato se coloca à disposição e no apoio de todos os movimentos da sociedade civil por melhores condições para os trabalhadores brasileiros.



Contamos com seu apoio! Participem!!!

3 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Se todas as escolas municipais tivessem qualificado o momento coletivo, das reuniões pedagógicas, necessárias e importantes para s discusão,avaliação e planejamento de suas ações pedagógicas, hoje não estaríamos passando por este momento de retrocesso por parte da Prefeitura em compactuar com "a vanguarda do atraso". Por outro lado o prefeito, legitimado pelo voto é quem de direito dentro da democracia representativa cabe dar a resposta a populaçào que não entendeu a mudança de qualidade da escola Escola Plural.Das 182 escolas da Rede onde de fato tem um trabalho onde pode-se ver uma relaçào estreita entre os princípios e diretrizes da Escola Plural e a prática, quantas são?Diante desses fatos, é nesse momento de luta que os professores , como um todo, precisam entender que enquanto nossa luta for apenas corporativa, de luta pelo nosso salário não conseguiremos ganhar o respeito da população da cidade de Belo Horizonte. Chega de passarmos a imagem de coitadinhos ( vida de mestre é difícil , é difíciil para danar....), nos fantasiando de escravos,como nos representou a colega na última assembléia.Quanto mais trabalharmos em prol da construçào de uma educação de qualidade, tendo maturidade política, sabendo separar as questões partidárias, das questões sindicais, nos conscientiazando que somos servidores públicos e não operários, portanto o nosso patrão não é o Pimentel, mas, a sociedade, nossa imagem perante a sociedade continuará sendo a pior possível.

1:26 PM  
Anonymous Anônimo said...

Se todas as escolas municipais tivessem qualificado o momento coletivo, das reuniões pedagógicas, necessárias e importantes para s discusão,avaliação e planejamento de suas ações pedagógicas, hoje não estaríamos passando por este momento de retrocesso por parte da Prefeitura em compactuar com "a vanguarda do atraso". Por outro lado o prefeito, legitimado pelo voto é quem de direito dentro da democracia representativa cabe dar a resposta a populaçào que não entendeu a mudança de qualidade da escola Escola Plural.Das 182 escolas da Rede onde de fato tem um trabalho onde pode-se ver uma relaçào estreita entre os princípios e diretrizes da Escola Plural e a prática, quantas são?Diante desses fatos, é nesse momento de luta que os professores , como um todo, precisam entender que enquanto nossa luta for apenas corporativa, de luta pelo nosso salário não conseguiremos ganhar o respeito da população da cidade de Belo Horizonte. Chega de passarmos a imagem de coitadinhos ( vida de mestre é difícil , é difíciil para danar....), nos fantasiando de escravos,como nos representou a colega na última assembléia.Quanto mais trabalharmos em prol da construçào de uma educação de qualidade, tendo maturidade política, sabendo separar as questões partidárias, das questões sindicais, nos conscientiazando que somos servidores públicos e não operários, portanto o nosso patrão não é o Pimentel, mas, a sociedade, nossa imagem perante a sociedade continuará sendo a pior possível.

1:26 PM  
Blogger W. F.C. said...

Sobre o comentário acima
Caro(a) Colega,

A má qualidade do ensino nas escolas da PBH não é de culpa, única e exclusiva, nossa. Ela é resultante, também, de um gerenciamento ineficaz da educação. Desde o início da Escola Plural, eu, mesmo que engajado na reforma proposta, já apontei alguns problemas, dentre os quais, o que acho mais grave, é a não implementação das correções de rumo que vinham pipocando nas diversas escolas. Não, a proposta seguiu um rumo ainda mais retrógrado que o que a escola tradicional havia implementado: estancou nossa capacidade de manobra nos 1.5 e retirou vários especialistas (em função desse estúpido critério) . Suprimiu diversas iniciativas e disciplinas alternativas a fim de manter e garantir uma grade curricular, a mais básica possível. Acabou com a autonomia da escola de decidir como tratar o aluno e se adaptar a ele, em nome de uma progressão que pretendia baratear o ensino e retirar do aluno o seu direito de estar na escola por um período maior, em razão dos diferentes tempos que cada aluno leva para assimilar seu desenvolvimento. O aluno ficou sem o estímulo e a cobrança, foi deixado a mercê de seu próprio destino, teleguiado pelos meios de comunicação. Os horários de projeto serviram para balizar e reagir às constantes intervenções perniciosas à capacidade da escola construir um fazer autônomo mais próximo à realidade do aluno. Se você acredita que as intervenções casuístas do prefeito e de sua secretária resolvem o problema e reconhece que o seu esforço e de seus colegas não são em nada comprometidos com a educação de seus alunos, “paciência”, vista sua carapuça e siga em frente, mas não é o meu caso e da quase totalidade dos colegas da Escola Municipal Dom Orione, onde trabalho. Aliás, lá , são pessoas que fazem esse discurso como o seu que, realmente, não são aquelas que, coincidentemente, não trabalham de forma séria e ética e nem merecem estar no cargo que ocupam.

5:30 PM  

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