terça-feira, maio 24, 2005

Mensagem da Secretária

Caros Coordenadores do Siind-UTE,

A Secretária Escreveu em uma mensagem enviada para lista de discussão data 24/05/05:
"Tenho tentado negociar sempre e ouvir muito, apesar das "baixarias" e indelicadezas de certos setores da categoria. Acontece que a concepção de negociação do sindiute é aceitar tudo que eles trazem. Em relação ao calendário da educação infnatil avançamos muito e como nã oficou exatamente do jeito que eles queriam, eles alegam que não negociamos! Até audiência com o prefeito eles tiveram e insistem que não são ouvidos!É diicil sentar à mesa com quem nos chama de "praga ordinária" e outras indelicadezas...Abraços,Pilar".
Olha Colegas, se isto é verdade, me parece que vcs estão de brincadeira com a Categoria e nós merecemos respeito, até porque estamos apoiando a Grave e os movimentos de luta da categoria. Com esta linguagem fica difícil vcs conseguirem algo melhor p/ nós.
Cícero Macêdo

5 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Aos colegas do Sindicato. Solicito que esclareçam este assunto pois, apesar de estar em greve, não admito este tipo de tratamento com a Pilar.

10:00 AM  
Anonymous Indignado said...

Essa sargentona merece ser respondida a altura. Não me venha querer defender essa monitora do AI5. Vamos bater melhor do que ela

10:51 AM  
Anonymous Anônimo said...

Sou professora da educação infantil (no cargo de educadora infantil) e procuro trabalhar com meus alunos (as) em todas as situações, no entanto uma tem se mostrado especial com grandes ganhos para eles e para mim. Gostaria de compartilhar com vocês, em especial com a Secretária, como utilizo os conflitos de sala de aula para aprendermos com eles.

Meus alunos têm 3 anos e são constantes as brigas por brinquedos e atenção. Desde os primeiros dias de aula incentivamos uma prática muito saudável: dizer ao outro “Eu não gostei”. Mas não basta só falar que não gostou, tem que dizer porque e como solucionar a situação. Vamos dar um exemplo para ficar mais concreto? Se uma criança bater na outra, a que apanhou pode até ficar triste, magoada e brava, mas tem que dirigir-se a que bateu e dizer: “Eu não gostei”. Pela idade são poucos que conseguem falar “você me machucou e eu gosto é de carinho”, mas quando já passamos por toda a educação básica e o ensino superior, acredito que conseguimos falar sim, pois o diálogo é o mais importante sempre! E devemos falar mais do que simplesmente o que o outro fez. Devemos ter sempre proposições para o outro.

Esta prática ensina meus alunos, e eu também, que se não falarmos o que não estamos gostando o outro não consegue adivinhar. Ajuda também a retirá-los da passividade e da proteção que o choro sem conversa cria. Estamos incentivando a formação de sujeitos ativos. Logo depois da expressão da tristeza ou até mesmo raiva de quem apanhou, o adulto conversa com quem bateu: “Se você estivesse no lugar da outra criança ficaria feliz?” As respostas, por causa da idade, são as mais criativas possíveis.

Não somos mais crianças e nessa greve estamos muito longe de ter atitudes infantis. Tivemos uma audiência com o prefeito sim, mas não é o prefeito quem decide a respeito de políticas educacionais, principalmente quando falamos de assuntos pedagógicos. Expomos para ele o que vínhamos tentando falar com a Secretária há muito tempo e não conseguíamos que fosse efetivado. Ele pediu que criássemos uma comissão para negociar com a Secretaria Municipal de Educação. Nós formamos e esperamos... esperamos... esperamos... fico feliz, Secretária, que você tenha lembrado que conversamos com o prefeito. Mas você lembra que estamos esperando até hoje para conversarmos com a comissão de vocês? Atenção: essa não é a mesma comissão de negociação que em 6 meses reuniu com a categoria uma única vez!

Se usamos de expressões que a Secretária não gostou, acredito que a postura adequada é a conversa. Não seria adequado para uma Secretária emburrar e chorar, dizendo que nunca mais vai conversar com quem bateu ou xingou, como fazem meus alunos. E mais do que conversar, peço que a Secretária avalie o que a categoria tem dito a ela por traz das “brincadeiras”. As manifestações está dando vazão a sentimentos que a categoria tem tentado mostrar, mas que não são vistos. Eu, professora da educação infantil, no cargo de educadora infantil, quero mostrar a ela e a quem mais quiser ver que não gosto quando dizem que meu salário tem que ser mais baixo que o das professoras porque educo e cuido de crianças pequenas. Eu quero dizer também que não gosto quando ela priva meus alunos de 3 anos do kit escolar e tenho que trabalhar em sala de aula com a violência simbólica de metade da sala ter mochila colorida e três alunos não terem mochila alguma, enquanto a escola quase toda ganhou. Eu não gosto quando a Secretária me ameaça dizendo que não tenho direito a greve, mandando ligarem para a minha casa e falando à comunidade um salário que não recebo. Eu não gosto quando não posso pensar com minhas colegas um Projeto Político Pedagógico, pois com apenas 10 reuniões por ano só conseguimos conversar assuntos administrativos e fazer formações superficiais que não podem ter continuidade. Eu, Secretária, não gosto quando você manda cortar meu pagamento por fazer greve, e nem de ser obrigada a dividir minhas férias.

Nós não gostamos de muitas coisas, mas estamos batalhando para negociar... Estamos elaborando a pesquisa de atendimento (conversamos com professoras da UFMG e estamos tentando marcar com outras); estamos organizando um Seminário; estamos conversando com os pais e mães dos alunos; estamos presentes na III Conferência Municipal de Educação; estamos no Conselho Municipal de Educação; estamos na Câmara Municipal; estamos de greve; estamos batalhando pela educação pública de qualidade. Vem conversar com a gente, pois tenho certeza que temos formação adequada, tanto teórica quanto prática.

10:09 PM  
Blogger Nós professores said...

Entendo que a direção do sindicato deve se manifestar a respeito.

2:00 PM  
Anonymous INDIGNADO said...

Minha colega, concordo com vc na maioria dos aspectos levantados,mas quanto ao comportamento arrogante e prepotente da "SARGENTONA PILAR PILÃO não. Esse é o pt que conheço,falso como uma nota de 3 reais,e o povo de BH. já não aguenta mais (12 anos de sofrimento com esses lunáticos, chega).O pt é uma hemorragia engenhosa que estará sendo estancada e a base do "torniquete" e se precisarem sutura.Temos que nos mobilizar mais ainda. Se fosse na Argentina ou Equador, o "JUMENTEL" já estaria fora do Brasil.Já está chegando a hora.

12:03 PM  

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