terça-feira, maio 24, 2005

Greve e chicletes - Modesta Trindade Theodoro

Greve e chicletes

Jornais nos informam que após repórteres conversarem com membros do poder executivo de Belo Horizonte foi dito que há professores estatutários que ganham 6,9 mil reais cumprindo o seu ofício nas salas de aula. Ora vejam!
Imprescindível é observar os contracheques de professores estatutários que, no dizer daqueles, ganham tal quantia. Caso o fato seja verídico poderá ser usado em prol dos professores. Equiparações deverão ser feitas. Obviamente o secretariado sabe que horas extraclasse (chamam de dobra) são situações ocasionais, portanto não contam. Pelos meus cálculos, nem doutor em Educação em sala de aula ganha tal quantia na Rede Municipal. A menos que os trabalhadores estejam em cargos comissionados e se coloquem, no momento, professores. Óbvio que seria uma atitude desonesta. Creio que a PBH não opta por esse desvio de conduta. Podemos acreditar?
Quem votaria em greve se percebesse tal salário e não contasse com outros problemas mais sérios como o autoritarismo? Acaso há secretários que não possuem a tabela salarial e não lêem o Diário Oficial do Município? A profundidade dos "enganos" poderá ser um passo para o regime totalitário. É necessário corrigi-los a tempo. O primeiro passo seria o diálogo e a percepção do secretariado. Secretário que se preza não priva a comunidade de elaborar calendários, evita tratar de tais assuntos com grupos escolhidos a dedo. Lê com afinco e entende as leis da Educação colocando em primeiro lugar o ser humano que as elabora, para não usá-las a seu bel-prazer.
Na Educação a participação coletiva é necessária. Transmitir recados a gestores, para que sejam retransmitidos oralmente não é bom negócio. Dá a impressão de brincadeira de telefone sem fio. Portarias não deveriam ser confundidas com porcarias que servem tão-somente para causar aborrecimentos. Elas devem ser confeccionadas com mãos hábeis de cerzideiras e idéias progressistas.
Nada há de pedagógico nos procedimentos adotados pelos secretários da PBH em momentos de "negociação" (sem generalizações). Secretário que masca chicletes, atende celular e conversa com representantes dos professores não deveria ocupar tal posto em quaisquer administrações. E a goma de mascar gruda debaixo da mesa ou da cadeira na hora do cafezinho. De lá sai apenas quando algum trabalhador curioso limpa o recinto.
Professores da Rede Municipal de BH, hoje, estão como goma de mascar e pedra de bodoque. Administradores os grudam em um canto qualquer, ou utilizam abusivamente do bodoque. Onde aqueles que ensinam caírem, aprendem! De tal forma ficam que adoecem e morrem ao raiar do dia, que para eles jamais chegará.
Justiça seja feita, mentiras expurgadas. `As bravatas eleitorais? O desprezo. Nesses momentos consumir-se é pior.

Modesta Trindade Theodoro / Professora do Ensino Fundamental

1 Comments:

Anonymous INDIGNADO said...

Parabens,colega. Fico emocionado ao ler seu texto,e pode ter certeza que o sangue que corre em minhas artérias é latino igual ao do nosso querido "TIRADENTES". Imagino o tanto que ELE deve estar incomodado atualmente.Más não se iluda,providencias divinas estão sendo tomadas contra esses despotas petistas. A lei do retorno é certa. Vc não viu o dr.celio? Jumentel e seus apaniguados que se cuidem!

10:53 AM  

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