terça-feira, maio 17, 2005

A GREVE CONTINUA!

A PBH está incorporando comportamentos ditatoriais. Parece que o prefeito Pimentel teve um surto e decidiu agir conforme seus algozes do período militar.
Desde quinta-feira a PBH tem realizado atos emblemáticos. Primeiro, agredindo fisicamente trabalhadores/as que apenas queriam protocolar um pedido de audiência. Além da agressão física na entrada do prédio da Secretaria de Administração, deram voz de prisão quando a comissão estava saindo pacificamente do local.
Depois, no acampamento montado na porta da PBH enviaram um grupo de fiscais para confiscarem o banheiro móvel alugado pelo sindicato.
Na sexta-feira pela manhã, quando um grupo de apoiadores estava panfletando na Praça Sete apareceram novamente os fiscais de Cabral e seqüestraram os boletins que denunciavam os salários astronômicos do prefeito e de seus secretários.
No sábado à tarde, durante a III Conferência Municipal de Educação, a delegação da SMED, após perder a votação sobre o caráter deliberativo da Conferência, publicou uma carta agredindo a delegação de mães, pais, alunos/as e trabalhadores/as dizendo que não encaminhariam as decisões da mesma.
Estes fatos demonstram que a PBH retirou a máscara. A democracia de Pimentel está baseada no seu delírio dos 68% dos votos da eleição. Parece que vem tendo um ataque “BUSHENIANO”. Esquece o prefeito e seus secretários que não estamos mais na época do absolutismo monárquico. O regime em que vivemos, com todos os seus limites, é o democrático. Neste regime o poder é do povo, pelo povo e para o povo. Desta forma, os eleitos pelo povo não têm o poder absoluto, pelo contrário, têm o dever de governarem com justiça, respeito e sabedoria. Mais ainda, os governantes devem construir mecanismos para que o povo seja ouvido e tenha o poder de decidir sobre a vida da cidade, do estado e do país.
Diante destes desmandos da PBH e da ausência de negociação, a categoria entendeu que somente a continuidade da greve conseguirá demover essa administração da postura intransigente e autoritária em que se encontra.

III Conferência Municipal de Educação

A III Conferência Municipal de Educação iniciou-se no dia 13 com muitas polêmicas e se encerrará no próximo dia 22 de maio.
No primeiro dia os presentes definiram que a mesma seria deliberativa como ocorreu com as I e II conferências. O temário também foi ampliado com o debate acerca dos tempos e espaços escolares; projeto político pedagógico para a rede municipal, englobando as modalidades de ensino; a política de inclusão social; o financiamento; controle e gestão democrática. Com isso, é fundamental que consigamos aprovar propostas que garantam uma escola pública comprometida com a maioria dos trabalhadores/as.
No reinício dos trabalhos na próxima sexta-feira, a primeira atividade será a discussão nos grupos temáticos com apresentação de propostas. No sábado à tarde inicia-se a plenária final que continuará no domingo com a eleição de novos conselheiros/as.
Os cargos de confiança da SMED, diante da opção dos pais, mães, alunos/as e trabalhadores/as da educação de manter o caráter deliberativo da conferência, publicaram uma carta destemperada afirmando que isso era ilegal e que o governo não encaminharia as decisões da mesma.
A plenária reagiu mantendo-se firme no debate, reafirmando o caráter deliberativo e questionando aquele comportamento anti-democrático dos chefes. A maioria não aceita a manipulação da PBH através da SMED e certamente continuará buscando debater e aprovar as propostas que garantam uma escola pública de qualidade.
É importante que cada delegado/a esteja presente nos dias 20, 21 e 22 de maio para garantirmos a aprovação das melhores propostas para educação de BH.